Fim de linha autor: P.A. | data: 08:44
(Vamos dar por encerrado o presente blogue. Numa única página ficam disponíveis todos os artigos e comentários para quem quiser descarregar)
Sem título autor: Liliana F. Verde | data: 22:26
SEM NOME * autor: Liliana F. Verde | data: 22:18
Era tão pequeno que ninguém o via. Dormia sereno enquanto crescia.
Sem falar, pedia - porque era semente - ver a luz do dia como toda a gente.
Não tinha usurpado a sua morada. Não tinha pecado. Não fizera nada.
Foi sacrificado enquanto dormia, esterilizado com toda a mestria.
Antes que a tivesse, taparam-lhe a boca - tratado, parece, qual bicho na toca.
Não soltou vagido. Não teve amanhã. Não ouviu "Querido"... Não disse "Mamá"...
Não sentiu um beijo. Nunca andou ao colo. Nunca teve o ensejo de pisar o solo,
pezito descalço, andar hesitante, sorrindo no encalço do abraço distante.
Nunca foi à escola, de sacola ao ombro, nem olhou estrelas com olhos de assombro.
Crianças iguais à que ele seria, não brincou com elas nem soube que havia.
Não roubou maçãs, não ouviu os grilos, não apanhou rãs nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão, vadio que fosse, a lamber-lhe a mão à espera do doce.
Não soube que há rio se ventos e espaços. E invernos e estios. E mares e sargaços.
E flores e poentes. E peixes e feras – as hoje vivente se as de antigas eras.
Não soube do mundo. Não viu a magia. Num breve segundo, foi neutralizado com toda a mestria.
Com as alvas batas, máscaras de entrudo, técnicas exactas, mãos de especialistas
negaram-lhe tudo ( o destino inteiro...) - porque os abortistas nasceram primeiro.
Renato de Azevedo, Filósofo
( * ) NÃO TEVE NATAL.
Sem título autor: Liliana F. Verde | data: 22:16
As evidências: autor: Liliana F. Verde | data: 22:13
VIDA HUMANA...
... com 10 semanas...
Nós autor: Liliana F. Verde | data: 22:07
Teremos esta oportunidade? autor: Liliana F. Verde | data: 22:05
Sem título autor: Liliana F. Verde | data: 21:57
Fim de linha autor: Liliana F. Verde | data: 21:46
Este é o meu último “post” neste blogue. Fiz o melhor que pude e de que fui capaz. Gostaria de ter respondido mais e melhor a quem nele participou. Espero ter contribuído para a discussão do problema que estava em causa, ter alertado para problemas futuros e esclarecido algumas questões.
A lei deu, dá e ainda dará muito que falar...
Ao contrário do que muitas vezes se faz passar, defender a vida intra-uterina, em qualquer um dos seus estádios de gestação não é coisa de fanáticos religiosos, de radicais retrógradas, de conservadores, de velhos ou de hipócritas como tantas vezes fomos apelidados (recebemos essas mensagens no nosso correio electrónico!). Defender a vida intra-uterina é defendermo-nos a nós próprios, Humanos, com capacidade de decisão, de fazer viver ou de matar.
Não quis que o blogue encerrasse logo após o referendo. Muitos dos “posts” que aqui coloquei, depois do dia 11 vieram desmentir o que muitos dos defensores do “sim” vinham apregoando durante a campanha. Esta não passou, muitas vezes, de mentiras e ludíbrios.
Passou-se um cheque em branco ao Governo que legislou como quis.
Falha-se, ao defender-se o aborto, na defesa dos Direitos Humanos.
Como é que é possível que Portugal tenha aprovado uma lei que permite que se ponha fim, que se mate, vidas humanas em formação?!
Não acredito que todas as pessoas que votaram “sim” tivessem verdadeiramente consciência do que estivesse para vir e que, muitas delas, foram enganadas (outras nem tanto!) ou iludidas. Nem tudo o que luz é ouro…
Portugal, depois do referendo do dia 11 de Fevereiro, já praticou abortos ao abrigo da nova lei. Já dezenas de bebés morreram. Morreram, ponto final! Ninguém os trará de volta.
Infelizmente esta lei será irreversível...
Pelos últimos "posts" vemos que temos um problema grave para o futuro e que precisa, urgentemente, de uma solução.
Está tudo por fazer.
As gerações do futuro terão muito por que se arrepender, assim como as de hoje já têm, pelo que não fizeram… É a loucura dos homens e das mulheres…
“Não pararemos enquanto houver nas nossas cidades, uma mulher que possa dizer: eu abortei porque não encontrei quem me ajudasse.”
Tal como se encontra escrito desde o início neste blogue "Este espaço foi criado no âmbito do referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez - aborto - a realizar em Portugal no dia 11 de Fevereiro de 2007. Os autores deste espaço declaram-se incondicionalmente a favor da vida e pretendem discutir o tema de uma forma séria de maneira a sustentar as suas posições.", sendo que se pretendia essencialmente discutir e alertar para o que viria se a lei fosse aprovada (e foi!).
Como disse, optei por ficar até agora para desmentir muito do que foi dito em campanha. O objectivo do blogue, julgo eu, foi alcançado.
Foi com prazer que aceitei o convite de integrar o blogue pelo "não" ao referendo, mas mantê-lo iria para além do que foi proposto, pelo que acho que chegou o momento de encerrá-lo, pelo menos da minha parte.
Espero que compreenda a minha posição.
Obrigada aos que por aqui passaram depois da lei aprovada.
P.S.
Já agora, um "post", no meu blogue, a propósito do meu último "post" neste blogue: http://prasinal.blogspot.com/2007/07/cogito-xii-fim-de-linha.html
Natalidade: é preciso mais autor: Liliana F. Verde | data: 21:38
Associação de Famílias Numerosas diz que «medidas de emergência» têm de ser aprofundadas
A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) considerou esta sexta-feira que as medidas de apoio à natalidade anunciadas pelo primeiro-ministro representam um «pacote de emergência», defendendo o apoio financeiro às famílias como forma de travar o défice demográfico em Portugal.
«Estas medidas mostram na prática que o primeiro-ministro está preocupado com o défice demográfico, mas são medidas de emergência que têm que ser aprofundadas», disse à agência Lusa Fernando Ribeiro e Castro, presidente da APFN, congratulando-se por demonstrarem um apoio crescente às famílias numerosas. «São as famílias com três ou mais filhos que podem contribuir para a média de 2,1» filhos por mulher em idade fértil, sublinhou.
Fernando Ribeiro e Castro aconselhou José Sócrates a aplicar ao défice demográfico a política que tem usado para as contas do Estado, sugerindo-lhe que divulgue o valor do défice demográfico actual, estabeleça quais os valores que quer atingir anualmente e defina medidas para atingir esses objectivos. «Só assim as pessoas poderão avaliar se as medidas estão a ter resultados», disse.
O presidente da APFN considera que são necessários «fortes apoios financeiros» às famílias para que estas sintam que tem condições não apenas de ter os filhos, mas de os criar.
Um aumento ainda maior dos abonos, um sistema fiscal que «não seja frontalmente contra a família» ou a indexação das pensões de reforma ao número de filhos, são algumas das medidas sugeridas por Fernando Ribeiro e Castro que defende a aplicação em Portugal do modelo francês.
«É preciso que os apoios financeiros às famílias lhes permitam decidir livremente se querem colocar os filhos em creches ou se se querem desempregar ou trabalhar em part-time para tomar conta deles, como acontece na Europa onde as famílias são fortemente apoiadas», afirmou.
Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística divulgados a 11 de Julho revelaram que nos últimos 20 anos Portugal caracteriza-se pelo decréscimo da taxa de natalidade tendo passado de uma média de 12,2 para 10 crianças por cada mil habitantes.
Notícia daqui.
Cavaco Silva congratula-se com medidas do Governo autor: Liliana F. Verde | data: 21:29
O Presidente da República, Cavaco Silva, congratulou-se hoje, em declarações à TSF, com as medidas anunciadas pelo Governo para apoiar a natalidade, lembrando que "o que está em causa" é o futuro de Portugal. "Só posso congratular-me com as medidas que foram hoje anunciadas de apoio à natalidade", declarou Cavaco Silva, lembrando que "já tinha chamado à atenção para a queda dramática da taxa da natalidade" que se verifica no País.
"Eu espero que a comunicação social comece a dedicar mais espaço à defesa da vida e ao estímulo à natalidade do que tem feito até agora ou, pelo menos, que dedique tanto quanto tem dedicado à interrupção da gravidez", afirmou ainda o Presidente da República.
O Chefe de Estado assinalou, a propósito, que "o que está em causa é o futuro do nosso País", pois "sem crianças o nosso País vai perder população e as pevisões apontam para que, em 2050, os portugueses sejam apenas 7,5 milhões".
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje, no Parlamento, um programa de apoio à família e à natalidade, aumentando o abono de família para as famílias com mais filhos entre o segundo e terceiro anos de vida e estendendo o abono de família aos últimos seis meses de gravidez.
Estas medidas, assegurou Sócrates, irão entrar em vigor a 01 de Setembro.
No final do debate, o primeiro-ministro salientou ainda que "é a primeira vez" que existe em Portugal um programa de apoio à natalidade.
"São duas medidas poderosas de incentivo à natalidade e que exprimem uma responsabilidade do Estado, criar as condições para as famílias terem os filhos que ambicionam e podem ter", definiu o primeiro-ministro.
A 11 de Julho o Presidente da República considerou que se falava "muito na interrupção voluntária da gravidez mas pouco em defesa da vida".
Cavaco Silva pronunciava-se, então, sobre as taxas nacionais de nascimentos, que apontam para um declínio acentuado nas taxas de natalidade e fecundidade.
"É um problema grave, porque um país onde não nascem crianças não tem futuro", disse o Chefe de Estado.
O Presidente da República defendeu à data que o País precisava de "reflectir" sobre este problema e tomar medidas a favor da natalidade, a exemplo do que acontece em outros países europeus.
De acordo com indicadores demográficos actualizados pelo Instituto Nacional de Estatística, a propósito do Dia Mundial da População, celebrado a 11 de Julho, em 2006 nasceram em Portugal 105.351 bebés, menos 4.106 do que no ano anterior, e o número médio de filhos por mulher em idade fértil baixou de 1,41 para 1,36.
Notícia daqui.
Política de natalidade autor: Liliana F. Verde | data: 21:26
Mais dinheiro para as grávidas
Sócrates anunciou medidas de apoio à família e à natalidade: o abono para as crianças aumenta e será criada uma nova prestação de apoio para as mulheres a partir do terceiro mês de gravidez. Tudo isto a partir de Setembro
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou esta sexta-feira, no Parlamento, um programa de apoio à família e à natalidade, aumentando o abono de família para as crianças e criando uma nova prestação de apoio à gravidez. As medidas de José Sócrates foram transmitidas aos deputados no seu discurso inicial do debate do Estado da Nação e deverão começar a ser aplicadas a partir de 1 de Setembro.
Segundo a Lusa, o chefe do Governo disse que será criada «uma nova prestação de abono de família, que será paga às futuras mães a partir do terceiro mês de gravidez».
«Garantido o acompanhamento médico, as mulheres grávidas, que preencham os requisitos para receber o abono, passarão a ter direito a seis meses de apoio financeiro adicional. Com esta prestação apoiaremos mais de 90 mil famílias e o valor do abono dependerá dos rendimentos. Mas para cerca de 32 mil famílias isto significará um novo apoio de 130 euros», sustentou.
A segunda medida de apoio à natalidade, de acordo com Sócrates, destina-se a apoiar as famílias mais numerosas nos segundo e terceiro anos de vida das crianças - «período em que o acréscimo de despesas é mais relevante e onde o actual abono de família é substancialmente mais baixo».
O Governo vai, por isso, «duplicar o abono de família, neste período de vida das crianças, para segundos filhos e vamos triplicá-los para os terceiros filhos e seguintes. Trata-se de envolver mais de 90 mil crianças e respectivas famílias num apoio social muito mais efectivo, durante um período em que isso é particularmente necessário», sustentou.
De acordo com os escalões actuais, a maior prestação de apoio é dada às famílias cujo rendimento mensal seja inferior a 198,93 euros. As famílias neste escalão recebem 130 euros por mês por cada criança até um ano de vida e 32,65 euros por mês até a criança atingir a maioridade.
Por outro lado, no 4º escalão (rendimentos entre os 596,71 euros e 994,65 euros) as famílias têm direito a 53 euros/mês até 1 ano de vida da criança e 21,51 euros/mês depois.
No último escalão de rendimentos que recebe apoios, o 5º escalão (entre 994,65 euros e 1989,30 euros), as famílias são contempladas com 32,28 euros/mês por cada criança até a um ano de idade e 10,76 euros/mês depois.
Fonte do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social adiantou que, na questão do apoio suplementar aos segundos e terceiros filhos (bem como os seguintes), a nova prestação aplica-se nos segundo e terceiros anos de vida das crianças e retroactivamente.
Assim, quando uma família que recebe 10,76 euros de abono tem um segundo filho, a prestação duplica em ambos (ou seja a família passa a receber 21,52 por cada filho até o mais recente completar três anos), tal como acontece se tiver um terceiro (nesse caso a prestação triplica nos três filhos - 32,28 euros por cada um).
Notícia daqui.
Membro da Academia Pontifícia para a Vida pede registro dos abortos em Portugal autor: Liliana F. Verde | data: 21:25
Daniel Serrão propõe que dados sejam analisados para estruturar acções de prevenção
Um membro da Academia Pontifícia para a Vida propõe à Direção-Geral de Saúde de Portugal que se registre cada aborto realizado no país.
Segundo refere a agência do episcopado de Portugal, Ecclesia, Daniel Serrão explica que o registro seria feito «como se se tratasse de uma investigação clínica», onde os resultados seriam «avaliados, cientificamente, ao fim de algum tempo».
«Excluindo a identificação da mulher, tudo o mais deve ser registrado, nomeadamente a idade, estrato social, nível de instrução, tipo de conjugalidade, número de filhos, número de abortamentos já efetuados antes, motivo invocado para solicitar o abortamento, idade do feto, tipo de abortamento praticado, tempo de internamento, avaliação pós abortamento, física, psíquica e emocional», escreve o médico.
Segundo ele, com base nestes resultados seria possível estruturar as acções de prevenção.
O aborto é visto como um «acto médico» «banal e corrente, que vai ser praticado aos milhares pelos Serviços de Obstetrícia do Serviço Nacional de Saúde e a grande preocupação é se os ditos serviços têm capacidade para atenderem todas essas mulheres em tempo útil e em boas condições técnicas».
Daniel Serrão afirma que «haverá sempre médicos que praticarão abortamentos sem justificação nem indicação médica», mas o médico destaca «os muitos que, com o esperado respeito pela sua dignidade profissional farão, em cada caso, objeção de consciência à prática de um ato que lhes repugna».
A situação do abortamento em Portugal será «um case study, embora pelas piores razões», aponta.
Fonte: Zenit
Lutar pelo que ainda é possível autor: Liliana F. Verde | data: 10:29
Fonte: Algarve pela Vida
Agora, desdizem-se autor: Liliana F. Verde | data: 10:26
Aborto em clínicas não autorizadas não deve ser crime
O aborto que venha a ser realizado em clínicas não autorizadas não deve ser considerado crime, considera o advogado João Correia. Este membro do Conselho Superior do Ministério Público entende que o esclarecimento devido em relação a esta questão não deve surgir através de pareceres jurídicos.
A natalidade em Portugal autor: Liliana F. Verde | data: 10:09
Na minha terra autor: Liliana F. Verde | data: 22:46
Para fazer abortos há sempre solução...
Os centro de saúde e não só também precisam de mais médicos e não consta que se tivesse recorrido a profissionais de fora para atender às necessidades efectivas do SNS...
O bolo envenenado... autor: Liliana F. Verde | data: 22:05
Lei não pune aborto em clínicas não licenciadas
Ver notícia aqui e aqui.
Será que os números não dizem nada? autor: Liliana F. Verde | data: 12:32
DGS estima que se vão realizar 20 mil IVG por ano
Ver notícia aqui.
Dr. Bernard Nathanson autor: Liliana F. Verde | data: 11:26
Em Gaia, hoje, foi publicado o testemunho do Dr. Bernard Nathanson: uma explicação sucinta de um médico especialista em abortos que no passado foi um dos maiores responsáveis pela sua liberalização nos EUA nos anos 70, co-fundador de associações pró-aborto e antigo director de uma das maiores clínicas de aborto dos EUA.
A Lei do Aborto, que entrou ontem em vigor perante manifestações de movimentos pró-vida em vários hospitais do País, promete ainda mais alguns pontos de conflito, em particular no que toca ao elevado número de profissionais objectores de consciência que até ao momento impede que nove hospitais possam cumprir o pedido de interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas.
Guarda e Leiria não realizam abortos autor: Liliana F. Verde | data: 10:37
O elevado número de médicos objectores de consciência vai inviabilizar a realização de abortos nos hospitais distritais da Guarda e Leiria, segundo fontes hospitalares e da ARS Centro.
Ver aqui.
Estado vai gastar pelo menos 5,8 milhões de euros por ano autor: Liliana F. Verde | data: 08:21
A Interrupção Voluntária da Gravidez deverá custar anualmente pelo menos 5,8 milhões de euros ao SNS, tendo em conta uma previsão de entre 17 e 18 mil abortos e um gasto mínimo de 341 euros por cada caso.
Até era de admirar... autor: Liliana F. Verde | data: 16:46
BE apela à apresentação de queixa-crime
O partido solicitará “medidas” para a entrada em vigor da Lei da IVG na Região
O Bloco de Esquerda da Madeira apelou hoje às mulheres a quem seja recusada a realização de um aborto na região autónoma para que "apresentem uma queixa-crime contra o Governo Regional", que decidiu suspender a aplicação da lei.
comentário de o canto no jardim em 16/07/2007 00:01:00
Antes de mais,parabéns pela qualidade do blogue (textos,temas e "design") e pela luta a favor da Vida.
Temos de unir-nos, bem enlaçados, neste combate desleal, em que a força das "armas" está do lado de quem governa o País, e, que, paradoxalmente (ou não...)apoia a morte dos bebés indefesos - em vez de proporcionar ajuda plena às Mães.
É sobretudo às Mulheres,por razões óbvias,que caberá mais destacado papel na informação e no aconselhamento das infelizes que se deixam envolver no turbilhão das mentiras que visam incitá-las ao aborto.
Continue o "bom combate" de que fala São Paulo!
Também estamos empenhados na mesma luta: blogue "O canto no Jardim".
Já agora: do BE e quejandos que se poderia esperar...?! Gente sem alicerces morais, que mais pode "oferecer" senão disparates,confusão,ideias torpes,insensatez...?
Manifestações pró-vida nos hospitais autor: Liliana F. Verde | data: 16:41 Apesar de entrar hoje em vigor a regulamentação que despenaliza a interrupção voluntária da gravidez, os manifestantes em defesa da vida continuam os protestos.
A nova lei do aborto, que despenaliza a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) até às 10 semanas, entra hoje em vigor, cinco messes depois da vitória do "sim" no referendo.
Para assinalar a entrada da lei em vigor, os defensores do "não" marcaram várias acções de protesto à porta dos hospitais onde, a partir de hoje, é possível interromper a gravidez.
"O nosso objectivo é distribuir material informativo e de sensibilização junto dos hospitais para mostrar às pessoas que realmente existem alternativas a esta lei", afirmou à agência Lusa Catarina Almeida, representante do movimento anti-aborto.
"Estas acções simbolizam o que nós temos vindo a defender, ou seja, a apresentação de alternativas a uma lei que é objectivamente má", explicou Catarina Almeida.
Para hoje estão marcadas acções no Hospital de Faro e no Hospital de Bragança. Ontem foi a vez dos manifestantes se concentrarem à porta do Hospital de São Pedro no Porto, no Hospital Garcia da Horta em Almada, no Hospital Dr. José Maria Grande em Portalegre e no Hospital de São Marcos em Braga.
Entre os manifestantes encontram-se a mandatária da Plataforma Não Obrigada, Margarida Neto e Isabel Carmo Pedro, da Federação Portuguesa pela Vida.
Apelo à vida junto ao Hospital de Braga autor: Liliana F. Verde | data: 11:18
A associação "In Família" esteve ontem de manhã junto ao Hospital de São Marcos, em Braga, a manifestar silenciosamente o seu desacordo pela entrada em vigor da regulamentação da lei do aborto. Uma iniciativa conjugada com os outros movimentos associativos pró-vida que estão a realizar este fim-de-semana acções semelhantes em diversos hospitais do país.
Durante a iniciativa não foram feitos apelos directos contra o aborto, mas apresentadas alternativas à lei da Interrupção Voluntária da Gravidez. A maior parte das pessoas abordadas em Braga desconhecia a entrada em vigor da legislação.
Para ler aqui.
Como? autor: Liliana F. Verde | data: 11:09 Lei permite que objectores de consciência façam abortos no privado
Mais de vinte anos depois da primeira lei do aborto em Portugal, nove depois da primeira consulta popular e cinco meses depois do referendo em que o "sim" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas saiu vencedor, entra hoje em pleno funcionamento a nova lei do aborto. Mas o diploma, além de toda a polémica que suscitou, promete ainda novos focos de conflito.
A nova lei que foi elaborada e aprovada, permite que um médico ou enfermeiro declarem objecção de consciência num hospital público, não realizando o aborto pedido pela mulher, e façam a interrupção voluntária da gravidez (IGV) num privado.
A regulamentação da lei não previu devidamente a situação e, a verdade, é que esta possibilidade existe, já que a objecção se limita a uma declaração entregue no hospital onde o médico trabalha.
"Essa situação não foi prevista na regulamentação, o legislador agiu de boa fé", justifica Jorge Branco, presidente da Comissão de Saúde Materna. Este responsável acrescenta: "Não quero acreditar que existe essa possibilidade. Depende da consciência e da honestidade de cada um. Não se pode ser objector de consciência num lado e fazer o aborto noutro.
"E quem impede um profissional de fazer isso? "A ética e a consciência", responde Jorge Branco.
Em último caso, aquele dirigente defende que devem ser os órgãos representativos das classes profissionais a agir, hipótese que já foi admitida pelo bastonário da Ordem dos Médicos. Pedro Nunes acusa, no entanto, o legislador de não prevenir todas as situações, até porque tem defendido a existência de uma base de dados com os nomes dos objectores.
Duarte Vilar, presidente da Associação de Planeamento Familiar e que fez campanha a favor da IGV, diz "que a lei não pode prever tudo o que é contornável" e que é "inadmissível que um profissional" tenha uma posição diferente em função do sítio onde trabalha. E, apela, também, à vigilância das ordens profissionais e do Ministério da Saúde na aplicação da lei.
Nova lei do aborto entra hoje em vigor autor: Liliana F. Verde | data: 10:43 A regulamentação da lei que despenaliza o aborto a pedido da mulher até às 10 semanas de gravidez entra hoje em vigor, com pelo menos nove hospitais públicos impossibilitados do fazer devido ao elevado número de objectores de consciência.
Ler notícia aqui1, aqui2, aqui3, aqui4, aqui5 e aqui6.
Nove hospitais incapazes de realizar IVG por objecção de consciência autor: Liliana F. Verde | data: 13:43
Ver notícia aqui (ver também aqui1, aqui2 e aqui3.)
Ler este "post".
Movimentos pró-vida protestam este fim-de-semana autor: Liliana F. Verde | data: 19:06
Movimentos anti-aborto vão organizar várias acções públicas este fim-de-semana, em diversos hospitais do país, para assinalar a entrada em vigor da regulamentação da lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, no próximo domingo.
«Estas acções simbolizam o que nós temos vindo a defender, ou seja, a apresentação de alternativas a uma lei que é objectivamente má», afirmou Catarina Almeida, representante do movimento, explicando que os protestos na zona de Lisboa «vão decorrer amanhã [sábado] no Hospital de Santa Maria e na Maternidade Alfredo da Costa».
Segundo Catarina Almeida, nestas acções participam, entre outros, a mandatária da Plataforma Não Obrigada, Margarida Neto, assim como Isabel Carmo Pedro, membro da Direcção da Federação Portuguesa Pela Vida.
«O nosso objectivo é distribuir material informativo e de sensibilização junto dos hospitais para mostrar às pessoas que realmente existem alternativas a esta Lei», explicou.
O Hospital de São João (Porto), o Hospital Garcia da Orta (Almada), o Hospital Dr. José Maria Grande (Portalegre) e o Hospital de São Marcos (Braga), são outros dos locais onde este sábado os movimentos anti-aborto farão protestos.
Para domingo estão marcadas acções contra a lei do aborto no Hospital de Faro e no Hospital de Bragança.
Ver notícia aqui1, aqui2 e aqui3.
Objecção de consciência autor: Liliana F. Verde | data: 18:14
Todos os obstetras do Hospital de Évora são objectores de consciência
Todos os obstetras do Hospital de Évora invocaram o estatuto de objector de consciência e vão escusar-se a praticar abortos.
Ver notícia aqui. Ver também aqui1 e aqui2 e aqui3.
Ainda agora é agora autor: Liliana F. Verde | data: 22:08
Durante o último referendo sobre o Aborto as pessoas foram avisadas que não era despenalização nenhuma que estava em causa, mas sim a sua legalização e negócio com vidas humanas.
E como contra factos não há argumentos, ainda a aplicação da lei do aborto não está em vigor (será no dia 15 de Julho), já foram feitos 60.
«Faz-se pouco pela defesa da vida» autor: Liliana F. Verde | data: 19:16
O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou esta quarta-feira que «tem-se falado muito na interrupção voluntária da gravidez mas faz-se pouco em defesa da vida».
Cavaco Silva comentava, em Santiago de Cacém, à margem da cerimónia que marcou o início do roteiro presidencial dedicado ao património cultural, os números sobre as taxas nacionais de nascimentos, que apontam para um declínio acentuado nas taxas de natalidade e fecundidade. «É um problema grave porque um país onde não nascem crianças não tem futuro», disse o Chefe de Estado.
O Presidente da República defendeu ainda que o país «precisa de reflectir» sobre este problema e de tomar medidas a favor da natalidade, a exemplo do que já acontece noutros países europeus.
Na edição de hoje, o jornal Público revela que em 2006 nasceram em Portugal 105.351 bebés, menos 4106 que no ano anterior; e o número médio de filhos por mulher em idade fértil caiu de 1,41 para 1,36.
Os indicadores demográficos foram actualizados pelo Instituto Nacional de Estatística, a propósito do Dia Mundial da População, celebrado hoje.
Ver notícia aqui.
População portuguesa continua a descer autor: Liliana F. Verde | data: 07:59
Em 2006, nasceram em Portugal menos 4.100 bebés que no ano anterior, números que colocam as taxas de natalidade e fecundidade aos níveis mais baixos desde que há registos, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística.
De acordo com os dados, divulgados pelo jornal Público a propósito do Dia Mundial da População, que hoje se assinala, no ano passado nasceram em Portugal 105.351 bebés, menos 4.106 do que em 2005, tendo o número médio de filhos por mulher caído de 1,41 para 1,36.
Segundo o INE, o período entre 1987 e 2006 caracteriza-se por um decréscimo da taxa de natalidade (número de nados-vivos por mil habitantes) de 12,2 para 10, por um adiamento da maternidade e pelo declínio da fertilidade.
Se no início do período em análise os valores mais elevados das taxas de fecundidade se verificavam nos grupos etários 20-24 e 25-29 anos, nos dois últimos anos é no grupo dos 30-34 anos que esta taxa é mais expressiva.
Com o número médio de filhos a situar-se nos 1,36, Portugal afasta-se mais da média europeia que em 2005 era de 1,52 filhos por mulher fértil.
Por outro lado, estes valores aproximam, segundo o Público, Portugal do cenário mais pessimista traçado pelo INE de que em 2050 o país terá perdido um quarto da sua população, passando para 7,5 milhões de pessoas.
Misericórdias recusam fazer abortos autor: Liliana F. Verde | data: 18:46
Os 19 hospitais das Misericórdias vão recusar fazer interrupções voluntárias da gravidez, mantendo uma decisão tomada aquando do primeiro referendo à despenalização do aborto, disse hoje à agência Lusa o presidente do organismo que gere estas unidades.
«Na altura do anterior referendo, que coincidiu com um congresso das Misericórdias, foi apresentada uma moção para que os hospitais recusassem fazer interrupção voluntária da gravidez. Essa moção foi na altura aprovada por unanimidade e aclamação e desta vez nem sequer pensámos nessa questão», relembrou o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos.
O responsável adiantou ainda que «nenhum hospital da Misericórdia levantou qualquer questão» relacionada com a interrupção voluntária da gravidez (IVG). A actual lei, cuja regulamentação entra em vigor domingo e que permite o aborto a pedido da mulher até às 10 semanas de gravidez, resulta da vitória do «sim» à despenalização da IVG no referendo do passado dia 11 de Fevereiro, apesar de a consulta não ter sido vinculativa.
«Haverá sempre aborto clandestino» autor: Liliana F. Verde | data: 22:32
A coordenadora da Linha Opções da Associação para o Planeamento Familiar acredita que a nova lei de interrupção voluntária da gravidez «reduzirá drasticamente o aborto clandestino», mas alertou para a existência de «mulheres fragilizadas» que querem abortar fora do Serviço Nacional de Saúde.
A seis dias da entrada em vigor da regulamentação da nova lei que permite abortos até às 10 semanas a pedido da mulher, a psicóloga Elisabete Souto acredita que «haverá sempre aborto clandestino, mas sem os números gritantes que existem actualmente».
Referiu ainda que muitas das clínicas que faziam interrupções à margem da lei estão a pedir licenciamento.
No caso da linha Opções, 80 por cento dos pedidos de apoio para IVG dizem respeito a casos dentro do enquadramento legal. Nas outras situações, as operadoras dão informações quanto aos riscos legais ou de saúde que as mulheres correm.
Em declarações à Agência Lusa, Elisabete Souto afirmou a existência de muitas mulheres «fragilizadas» que não querem divulgar a sua gravidez por esta resultar de uma situação de sexo ocasional ou por razões de ordem profissional e instabilidade emocional.
«Por isso querem resolver o mais rapidamente possível a situação» e até evitam uma ida ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), adiantou a psicóloga, referindo que nestes casos aconselha-se que a mulher clarifique a sua decisão.
Se ainda assim pretender abortar, a linha aconselha o envolvimento do médico assistente.
Até à entrada em vigor da nova lei do aborto, este aconselhamento telefónico também indicava locais em Espanha para proceder a IVG em «condições de segurança e sem comprometer a fertilidade».
Também é desaconselhada que a mulher actue sozinha, nomeadamente, com uma toma de medicamentos que provoquem o aborto.
A linha telefónica Opções também tem servido de «feedback» quer para os bons acolhimentos, quer para más experiências, como foi o caso recente de uma mulher que num hospital da Grande Lisboa lhe viu negada a informação quanto ao número de semanas de gravidez.
«Digo apenas que tem um ser vivo dentro de si, disse essa médica», relatou a coordenadora da linha, sublinhando que estes «juízos de valor e atitudes pouco profissionais não podem acontecer».
Esses comentários são vistos também como razões para as mulheres procurarem soluções fora do SNS e pagarem uma IVG em clínicas privadas. A linha recebeu 400 chamadas, numa média de 60 a 70 ligações mensais.
Ver notícia aqui.
Sem comentários autor: Liliana F. Verde | data: 21:55 Mais 12 hospitais começam a realizar IVG
Doze hospitais do Norte do País começam, esta segunda-feira, a realizar interrupções voluntárias da gravidez (IVG). Isto apesar da regulamentação da lei só entrar em vigor a 15 de Julho.
Pelo menos três hospitais, o de Portimão, o Garcia de Orta, em Almada, e a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, já realizam interrupções voluntárias da gravidez até às 10 semanas. A informação foi avançada à agência Lusa pelo presidente da Comissão de Saúde Materna. Jorge Branco explicou a antecipação com a procura.
«A pressão da população é muito grande. Desde que cumpram a lei não me parece que seja um problema», respondeu Jorge Branco quando confrontado com o facto de a regulamentação da legislação só entrar em vigor dentro de alguns dias.
Jorge Branco disse ainda à Lusa que o hospital de Matosinhos e o São Francisco Xavier, em Lisboa, são as duas únicas unidades em Portugal Continental que já informaram que não vão praticar abortos. Isto porque todos os médicos invocaram objecção de consciência. Na Região Autónoma dos Açores, apenas o hospital do Faial vai avançar com a interrupção voluntária da gravidez, uma vez que nas outras instituições todos os médicos alegaram objecção de consciência. A ausência de médicos para realizar um aborto obriga a unidade hospitalar a contratualizar o serviço com outro hospital, mediante pagamento.
Ver notícia aqui. Ver também aqui1.
autor: Liliana F. Verde | data: 00:22 Objectores
Em dois hospitais de Portugal continental – S. Francisco Xavier (Lisboa) e Pedro Hispano (Matosinhos) – todos os médicos especialistas em ginecologia-obstetrícia são objectores de consciência e recusam-se, por isso, a fazer abortos até às dez semanas de gestação por vontade da grávida.
Aindaque não concordando de todo com uma lei que liberalize o aborto, ainda por cima, em situações que não o justificam (havendo outras soluções, pois o aborto não é solução), como era aquela que foi a referendo, tendo-lhe, por isso, feito as críticas que fiz, deixo, aqui, uma reacção ao pós-referendo:
Será decente o desfasamento entre as promessas dos partidos e o seu cumprimento?
Apresento o caso concreto da despenalização da interrupção voluntária da gravidez ou, melhor, do abortamento. Houve um referendo, com os resultados conhecidos, apontando para uma lei moderada. Na campanha e até na noite da votação, apresentou-se como modelar a lei alemã.
Em ordem a uma decisão - e isso é tanto mais verdade quanto mais grave -, é de bom senso ter o máximo de informação possível. Ora, foi publicada recentemente em Diário da República a portaria que regulamenta a nova lei, e, quando se lê, pergunta-se o que leva o Estado, que deve proteger a vida, a ter receio de dar directamente mais informação à mulher que quer abortar. Porquê tanto receio no aconselhamento? Porque é que o esclarecimento sobre os apoios do Estado à maternidade e nomeadamente a possibilidade de adopção é remetido para folhetos?
Mas o que é intolerável mesmo é a isenção de taxas moderadoras para as mulheres que decidem abortar. Não é legítima a equiparação às grávidas e futuras mães, e é uma injustiça social, quando se pensa nos doentes que têm de pagá-las, sendo os mais pobres a pagar cada vez mais pelos serviços de saúde. Porque não há apoios nos problemas da infertilidade?Afinal - e isto é o mais grave -, muita gente andou enganada: tinha sido dito que o referendo tinha como objectivo a despenalização, quando realmente a intenção parece ser liberalizar.
Texto daqui.
Três hospitais antecipam-se ao prazo legal e já praticam abortos autor: Liliana F. Verde | data: 17:00
Apesar de a regulamentação da lei da interrupção voluntária da gravidez só entrar em vigor a 15 de Julho, três hospitais já estão a praticar abortos a pedido da mulher.
Nos hospitais de Portimão e Garcia de Orta (em Almada) e a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, já se fazem interrupções voluntárias da gravidez até às 10 semanas.O presidente da Comissão de Saúde Materna, Jorge Branco, justificou dizendo que «A pressão da população é muito grande. Desde que cumpram a lei não me parece que seja um problema».
A estas unidades vão juntar-se 12 hospitais da Administração Regional de Saúde do Norte, que a partir de segunda-feira começam a realizar abortos a pedido da mulher.
Segundo adiantou à Lusa Jorge Branco, o hospital de Matosinhos e o São Francisco Xavier, em Lisboa, são as duas únicas unidades em Portugal Continental que já informaram que não vão praticar a interrupção voluntária da gravidez (IVG) por todos os médicos terem invocado objecção de consciência.
Na Região Autónoma dos Açores, apenas o hospital do Faial vai avançar com a IVG, uma vez que nas outras instituições todos os médicos alegaram objecção de consciência.
De acordo com a lei, na ausência de médicos para realizar a IVG a unidade hospitalar é obrigada a contractualizar o serviço com outro hospital, mediante pagamento.
A regulamentação da lei da IVG, publicada a 21 de Junho em Diário da República, prevê que a consulta prévia obrigatória seja marcada no período máximo de cinco dias, e durante o período de reflexão da mulher (que não deve ser inferior a três dias a contar da data da primeira consulta), deve ser disponibilizado o acompanhamento por psicólogo ou assistente social, caso a grávida o solicite.
Obrigatória é a marcação de uma consulta de saúde reprodutiva ou planeamento familiar no prazo máximo de 15 dias após a IVG.
(Negrito meu.)
Ver notícia aqui1 e aqui2, aqui3, aqui4 e aqui5.
Entrega de pedido de fiscalização no TC autor: Liliana F. Verde | data: 09:31
O deputado do PSD Rui Gomes da Silva e a presidente da Federação Portuguesa pela Vida, Isilda Pegado, entregaram hoje do Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei do aborto, onde questionam a regulamentação por portaria do diploma.
Em declarações aos jornalistas à saída do Tribunal Constitucional (TC), Rui Gomes da Silva adiantou que o pedido de fiscalização sucessiva da lei do aborto foi subscrito por 35 deputados, na sua maioria do PSD, mas também parlamentares do PS, como Matilde Sousa Franco e Teresa Venda, e do CDS-PP, entre os quais Hélder Amaral, José Paulo Carvalho e Nuno Melo. Ainda segundo Rui Gomes da Silva, entre os argumentos apresentados pelos subscritores no pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei do aborto está o facto do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, realizado a 11 de Fevereiro, não ter tido um carácter vinculativo.
«Através do referendo de 11 de Fevereiro de 2007, a proposta de alteração legislativa, depois transposta para a lei 16/2007 de 17 de Abril, apenas colheu 25 por cento dos votos favoráveis dos portugueses, pelo que a legitimidade de tal alteração legislativa fere os princípios constitucionais do Estado Democrático», lê-se nas conclusões do pedido de fiscalização sucessiva.
Além disso, acrescentou ainda o deputado social-democrata, a regulamentação por portaria do diploma constitui igualmente uma violação à Lei Fundamental.
Outro dos argumentos utilizados pelos subscritores do pedido de fiscalização sucessiva para alegar a inconstitucionalidade do diploma refere-se ao facto de nova lei deixar o pai «totalmente arredado do processo de responsabilidade e formação da decisão».
Por outro lado, defendem ainda, «a possibilidade de se praticar o aborto sem alegação de fundamentos, constitui o arbítrio que deixa a mulher e a criança totalmente desprotegido», o que constitui uma violação à Constituição, nomeadamente «o princípio de igualdade».
A presidente da Federação Portuguesa pela Vida, Isilda Pegado, destacou ainda o facto da regulamentação da nova lei não ter recolhido qualquer das recomendações enviadas à Assembleia da República pelo Presidente da República.
«Na sua mensagem à Assembleia da República sobre a promulgação da lei 16/2007, de 17 de Abril, o Presidente da República alerta o legislador para alguns dos aspectos da mesma que, no seu entendimento, tangem com os princípios constitucionais e de legalidade», é recordado nas conclusões do pedido de fiscalização sucessiva.
O pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei do aborto que hoje deu entrada no Tribunal Constitucional não tem efeitos suspensivos do diploma.
A regulamentação da lei do aborto entra em vigor a 15 de Julho, depois da publicação da respectiva portaria no Diário da República que ocorreu a 21 de Junho.
A nova lei da interrupção voluntária da gravidez foi aprovada no Parlamento pelo PS, PCP, Bloco de Esquerda, Verdes e por 21 deputados do PSD na sequência do referendo de 11 de Fevereiro.
Na consulta popular, o «sim» venceu com 59 por cento dos votos, apesar de o referendo não ter sido juridicamente vinculativo, uma vez que a abstenção foi superior a 50 por cento.
Ver notícia aqui.
Todos os médicos do S. Francisco Xavier são objectores. autor: Liliana F. Verde | data: 10:48
Destaque de imprensa:
«Hospitais do Norte antecipam uma semana a realização da IVG por pressão de utentes. Todos os médicos do S. Francisco Xavier são objectores.»
Ver também aqui.
Ao nosso lado... autor: Liliana F. Verde | data: 22:54
O primeiro-ministro espanhol anunciou hoje a instituição de um subsídio de nascimento de 2500 Eur, em linha do que tem vindo a ser praticado na esmagadora maioria dos países europeus, cada vez mais preocupados, com razão, com a reduzida taxa de natalidade.
Recorde-se que, em Espanha, a taxa de natalidade já é crescente, mas, por estar longe dos desejáveis 2.1 filhos por casal, o governo viu-se na necessidade de aumentar os apoios às famílias com filhos, conforme tem vindo a ser insistentemente lembrado pela Comissão Europeia.
Por cá, sucede precisamente o contrário, apesar de Portugal ser dos raros países europeus com taxa de natalidade decrescente. Os resultados de 2006, ainda não divulgados pelo INE, irão apresentar o resultado do agravamento da política anti-natalista por parte deste governo que, não satisfeito, recentemente anunciou o aumento das taxas moderadoras para crianças até aos 12 anos, e isenção das mesmas taxas para as mulheres que abortam!
Estando agora Portugal a presidir à Europa, a APFN apela ao primeiro-ministro para seguir o exemplo de Espanha e, na continuação da presidência alemã, adoptar, em Portugal, as medidas de apoio às famílias com filhos que têm vindo a ser adoptadas, com sucesso, na esmagadora maioria dos nossos parceiros europeus.
Emanuel Silva, conhecido como «menino azul», vai voltar para casa, esta terça-feira, depois de ontem ter sido sujeito a uma cirurgia para retirar a sonda pela qual se alimentava há 10 anos. Ao PortugalDiário Helena Silva, mãe do «menino azul», explicou porque o Emanuel está mais seguro em casa.
«No hospital o risco de infecção é grande. Ele pode apanhar algum vírus ou bactéria. Eu tenho muita experiência a cuidar dele e tenho todo o equipamento em casa. Ele vai ser transportado esta tarde de ambulância. Se houver algum problema grave, volta para os cuidados intensivos», adiantou.
Emanuel, que completou 11 anos recentemente, sofre do Síndrome de Alagille e Tetratologia de Fallot, doenças hepáticas que lhe provocavam hematomas e borbulhas na pele dando-lhe um tom azulado. Depois da operação o «menino azul» vai poder comer normalmente, no entanto, só após o período de recuperação. Actualmente, Emanuel ainda está muito «abatido» e «não come há três dias».
Helena Silva explica que o estado de saúde do filho inspira muitos cuidados porque «é preciso sofrer de um lado para resolver o outro. Quando se tratam os pulmões afecta-se o coração. É muito difícil. Mas eu estou habituada a ser enfermeira dele 24 horas por dia».
Apesar do quadro clínico ainda ser instável e de uma «noite difícil», a mãe do «menino azul» diz que não perde a esperança e já disse a Emanuel para «não desistir».
O NIB para os donativos de ajuda ao «menino azul» é: 003500990004146020074.
Notícia daqui.
Parece não ter nada a ver... autor: Liliana F. Verde | data: 21:57 Parece não ter nada a ver, mas tem.
Esta petição (ver aqui), é um dos meios ao nosso alcance para mudar o mundo e alertar os políticos de que estamos realmente preocupados com as injustiças que grassam em Portugal.
Petição à Assembleia da República
Os signatários entendem que a pobreza constitui uma grave negação dos direitos humanos fundamentais e das condições necessárias ao exercício da cidadania, situação que reputam eticamente condenável, politicamente inaceitável e cientificamente injustificável.
Considerando que:
- a pobreza e a exclusão têm causas estruturais e, por isso, não se resolvem apenas com sobras ou gestos de generosidade esporádica; - a pobreza é um problema que reclama apoio para ocorrer às carências, mas, cujas causas só podem ser removidas modificando os factores económicos, sociais e culturais que geram e perpetuam a pobreza; - o mundo em que vivemos é um mundo de abundância e desperdício e que nunca, como hoje, foi tão possível erradicar a pobreza; - o nível de rendimento já alcançado no nosso País permitiria eliminar a pobreza que afecta cerca de um quinto da população residente em Portugal. Os signatários solicitam à Assembleia da República que:
- reconheça a pobreza como uma violação grave de direitos humanos; estabeleça um limiar oficial de pobreza, em função do nível de rendimento nacional e das condições de vida padrão na nossa sociedade, que sirva de referência obrigatória à definição e à avaliação das políticas públicas de erradicação da pobreza bem como à fixação de prestações sociais; - crie um mecanismo parlamentar de observação e acompanhamento das políticas públicas, seus objectivos e instrumentos, no que respeita aos seus impactos sobre a pobreza, e que o mesmo esteja habilitado ao exercício de uma advocacia colectiva em favor dos pobres; - proceda, anualmente, a uma avaliação da situação da pobreza no nosso país e do progresso feito na sua erradicação.
(Tenho a petição em word que posso enviar a quem me a solicitar.)
Deputados pedem fiscalização sucessiva da lei ao TC autor: Liliana F. Verde | data: 13:56 Deputados pedem fiscalização sucessiva da lei ao TCUm pedido de fiscalização sucessiva da lei do aborto e da regulamentação produzida pelo Governo deu entrada quinta-feira no Tribunal Constitucional, por iniciativa de cerca de 30 deputados, noticiou a Rádio Renascença (RR).
A iniciativa partiu de deputados do PS, PSD e CDS-PP, adiantou a rádio. De acordo com a Rádio Renascença on-line, os parlamentares argumentam que a última consulta popular não foi vinculativa porque não teve a participação exigida por lei.
Os parlamentares questionam também a regulamentação da lei elaborada pelo Governo, por ignorar as recomendações do Presidente da República sobre a informação a dar às mulheres que pretendem abortar em relação às possibilidades de adopção.
Isilda Pegado, da Federação Portuguesa pela Vida saudou aos microfones da RR a iniciativa dos deputados e lembrou que a norma constitucional foi respeitada em 1998, «quando o referendo não foi vinculativo e, por isso, repetiu o referendo oito anos depois».
Entre os deputados que pediram a fiscalização sucessiva da lei do aborto estão, segundo a RR, Matilde Sousa Franco e Teresa Venda, deputadas independentes eleitas pelo PS, o ex-ministro Rui Gomes da Silva, o ex-secretário de Estado Henrique de Freitas, Miguel Frasquilho, Zita Seabra e Helena Lopes da Costa, pelo PSD, bem como os centristas José Paulo Carvalho e Hélder Amaral.
Recorde-se que o Governo Regional da Madeira já se recusou a aplicar a nova lei do aborto até que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre a conformidade do diploma do governo socialista.
A regulamentação da lei da interrupção voluntária da gravidez (IVG) entra em vigor a 15 de Julho, depois da publicação da respectiva portaria no Diário da República que ocorreu a 21 de Junho.
A nova lei da IVG foi aprovada no Parlamento pelo PS, PCP, Bloco de Esquerda, Verdes e por 21 deputados do PSD na sequência do referendo de 11 de Fevereiro.
Na consulta popular, o «sim» à IVG venceu com 59% dos votos, apesar de o referendo não ter sido juridicamente vinculativo, uma vez que a abstenção foi superior a 50%.
Ver notícia aqui. Ver também aqui.
Como verão os/as jovens o aborto? autor: Liliana F. Verde | data: 17:30 Uma pergunta assalta-me, ao consultar o site de um dos organismos de apoio à Juventude, onde se pode ler, a propósito da gravidez:
Oi, achei teu blog pelo google tá bem interessante gostei desse post. Quando der dá uma passada pelo meu blog, é sobre camisetas personalizadas, mostra passo a passo como criar uma camiseta personalizada bem maneira. Até mais.
Mensagem na minha caixa de correio: autor: Liliana F. Verde | data: 14:58 Espante-se!
Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez dá direito a 30 dias de licença com 100% do ordenado!
Mas uma mulher que esteja grávida e que se veja forçada a ficar de baixa antes do parto, sem este ser de risco, recebe um subsídio de 65% do seu ordenado.
E uma mãe que tenha de assistir na doença um seu filho menor recebe 65% do seu ordenado ...
Extraordinário não é?
comentário de Anônimo em 28/06/2007 22:09:00
Em Portugal está tudo a virar ao contrário. Em vez de ser pela vida, é-se contra a vida. Este governo laico é o que nos dá. Qualquer dia por este andar, vem a aprovação da eutanásia. Não deve faltar muito.
J. Eusébio
Por falar em adopção... autor: Liliana F. Verde | data: 15:41 A revista "Visão" desta semana tem um artigo que vale a pena ler sobre adopção:
"Um colo estrangeiro"
"A maioria das crianças à espera de novos pais tem mais de 7 anos e muitas apresentam problemas de saúde. São os filhos que os candidatos à adopção, em Portugal, não querem - mas que suíços, franceses ou alemães adoptam."
Pedido de apreciação parlamentar da regulamentação da lei autor: Liliana F. Verde | data: 12:39 O CDS-PP anunciou hoje que vai pedir a apreciação parlamentar da regulamentação da lei do aborto, por considerar que a portaria do Governo hoje torna a legislação portuguesa «a mais radical da Europa».
Ver também aqui e aqui.
Aborto: «escandaloso» dizem socialistas autor: Liliana F. Verde | data: 11:54
Perante anúncio do ministro da Saúde sobre isenção de taxas
Um grupo de socialistas católicos considerou esta quinta-feira «escandaloso» o anúncio feito pelo ministro da Saúde que isenta do pagamento das taxas moderadoras as mulheres que recorrerem ao Serviço Nacional de Saúde para fazer uma interrupção voluntária da gravidez, escreve a Lusa.
Cláudio Anaia, dirigente do PS/Barreiro e porta-voz do grupo que hoje se reuniu em Setúbal para debater este anúncio, criticou vivamente a decisão do ministro Correia de Campos que «repudia».
«Achamos que é escandaloso que certas pessoas com doenças graves paguem taxas moderadoras e que o aborto livre tenha cada vez mais as portas "escancaradas" para legalização do direito a não nascer», disse Anaia em declarações à Agência Lusa.
Militante honorário da Juventude Socialista e destacado activista contra a legalização do aborto, o porta-voz deste movimento que hoje reuniu três dezenas de militantes socialistas lembrou que ser de esquerda «não é isto» e esta (a que isentou do pagamento) «não é a esquerda humanista».
«As mulheres que recorram ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) para fazer uma Interrupção Voluntária da Gravidez (IGV) não vão pagar taxas moderadoras ao abrigo do regime de isenções previsto para as grávidas», revelou hoje o ministro da Saúde.
«Não pagam taxas moderadoras neste momento e não haverá uma nova taxa» para este serviço, disse António Correia de Campos durante uma conferência de imprensa para apresentar a portaria que regulamenta a lei da IGV e que entra em vigor a 15 de Julho.Cláudio Anaia contesta ainda que o Governo socialista possa fechar maternidades enquanto permite que se abram clínicas de aborto: «Este não é o caminho certo», salientou.
O grupo de socialistas católicos qualifica de «erro e incoerência» que a mulher empregada que interrompa a sua gravidez até às dez semanas tenha direito a uma licença de maternidade com a duração mínima «de 14 dias e máxima de 30» conforme prescrição médica, e que o montante do subsídio seja de 100 por cento da remuneração de referência.
A lei portuguesa vista pelos grupos "pro-life" lá fora autor: Liliana F. Verde | data: 11:30
Portugal Offers Free Abortions for Women Followed by Mandatory Education on Contraception
By Elizabeth O'Brien
LISBON, Portugal, June 21, 2007 (LifeSiteNews.com) - Portugal threw away some of the strictest restrictions on abortion in Europe after a new law offering free abortions up to the tenth week of pregnancy went into effect June 15, reports the International Herald Tribune.
Previously, abortion was illegal except for cases of rape, incest, malformation of the fetus or if the health of the mother was seriously endangered. Abortion was only permitted up to the twelfth week of pregnancy (see http://www.lifesite.net/ldn/2007/apr/07041001.html).
At present, the new law permits abortion on demand up to ten weeks into pregnancy. Abortions can be obtained at private clinics or received free of charge at hospitals, reports the Tribune. Catholic doctors are free to refrain from performing an abortion on the grounds of conscience.
A slight restriction remains, in that women must have a three-day "reflection period" prior to an abortion. Once the abortion has taken place, they must participate in mandatory education classes on contraception.
The law passed following a February 11 national vote on a referendum question that slightly favored easing the abortion laws. As with an earlier referendum in 1998, however, less than half the population voted, thus making the results technically invalid. Despite this fact, socialist Prime Minister Jose Socrates continued to push for fewer restrictions until President Anibal Cavaco Silva finally rubber-stamped the new legislation in March (see http://www.lifesite.net/ldn/2007/mar/07030806.html).
As injustiças autor: Liliana F. Verde | data: 10:58
O SNS é uma grande injustiça.
Há milhares de pessoas à espera de cirurgias, as urgências não funcionam com a rapidez desejada, nos centros de saúde há que esperar semanas por uma consulta, paga-se taxas moderadoras, os diabéticos têm de comprar as suas próprias seringas, etc., etc., etc. Infelizmente todos sabemos como o SNS funciona mal.
Porém, quando se trata de regulamentar uma lei que permite o aborto em toda e qualquer situação, por vontade da mulher, são estas as regalias que se dão:
A ecografia às 10 semanas autor: Liliana F. Verde | data: 13:12
Assunção Cristas defende que à mulher que queira abortar deva ser mostrada a ecografia do seu bebé/feto
Deve ou não a mulher ver a ecografia no âmbito do processo de decisão pela interrupção da gravidez? Porquê?
Só há consentimento esclarecido e consciente quando todos os elementos importantes para decidir são conhecidos. Por isso deve ser prestada à mu-lher grávida o máximo de informação.
Essa informação é de ordem muito variada e diz respeito quer ao estado da mulher, à gravidez e ao aborto, quer ao feto e seu desenvolvimento quer a elementos de ordem económica e social, como os eventuais apoios à maternidade ou soluções de adopção.
Se a ciência nos permite, hoje, ter um contacto visual com o feto através da ecografia, não encontro motivos para não a incluir no conjunto de informação relevante a transmitir à mulher. O feto e o seu desenvolvimento são elementos centrais na decisão e como tal devem ser conhecidos. Penso que a melhor maneira é vê-lo numa ecografia acompanhada da adequada explicação técnica.
Não creio que a ecografia sirva apenas para aferir a idade do feto e certificar que este está dentro das 10 semanas, serve também para que a mulher saiba com rigor do que se está a falar, para que conheça directamente um interveniente essencial e porventura determinante da sua decisão. Assim optará esclarecidamente.
Regulamentação da lei ignora algumas recomendações de Cavaco Silva autor: Liliana F. Verde | data: 13:03
IVG: regulamentação da lei ignora algumas recomendações de Cavaco Silva
A redacção final da regulamentação da Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, que entra em vigor a 15 de Julho, não faz referência à recomendação do Presidente da República para que as mulheres que pretendam abortar recebam informação sobre a possibilidade de adopção, entre outras sugestões que ficaram de fora.
Apesar de ter ficado de fora, essa possibilidade estava incluída no projecto de portaria elaborado pelo Ministério da Saúde.
O documento agora publicado determina apenas que as mulheres sejam informadas na consulta prévia obrigatória — de preferência por escrito — sobre o apoio do Estado à protecção da maternidade e da paternidade.
Em relação às propostas de Cavaco Silva, o documento adopta a sugestão de que as mulheres seja informadas sobre as possíveis consequências da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) para a sua saúde física e psíquica.
O diploma não faz também qualquer referência à possibilidade de ser mostrada à mulher a ecografia do feto — uma ideia também defendida pelo Presidente da República na mensagem enviada ao Parlamento a acompanhar a promulgação da lei.
Entre a informação que deve ser prestada à mulher está ainda incluído o tempo de gravidez, os métodos de interrupção adequados ao caso concreto e esclarecimentos sobre os métodos contraceptivos.
A portaria — que é hoje apresentada pelo ministro da Saúde, em conferência de imprensa — prevê que a consulta prévia obrigatória deve ser marcada num período máximo de cinco dias.
Tempo de gravidez deve ser atestado por dois médicos
A comprovação de que a gravidez não excede as dez semanas deve ser certificada num impresso próprio por um médico diferente daquele por quem ou sob cuja direcção vai ser realizada a interrupção.
Durante o período de reflexão da mulher (que não deve ser inferior a três dias a contar da data da primeira consulta), deve ser disponibilizado o acompanhamento por psicólogo ou assistente social, caso a grávida o solicite.
Os estabelecimentos de saúde devem ainda disponibilizar à mulher um método contraceptivo para início imediato depois da realização do aborto.
Obrigatória é a marcação de uma consulta de saúde reprodutiva ou planeamento familiar no prazo máximo de 15 dias após a IVG.
A portaria determina ainda que todas as interrupções de gravidez legais, realizadas nas instituições públicas e privadas, terão de ser inscritas num registo anónimo e confidencial que reunirá dados da utente, da intervenção e da contracepção após o aborto.
A Interrupção Voluntária da Gravidez será precedida do preenchimento de pelo menos três documentos: o Registo de Interrupção da Gravidez, o consentimento livre e esclarecido para a interrupção da gravidez e um certificado de comprovação do tempo de gestação.
Em relação aos médicos objectores de consciência, deverão "assegurar o encaminhamento da mulher grávida" que solicitar a IVG para "os serviços competentes dentro dos prazos legais".
A alteração de lei que permite a IVG nas primeiras dez semanas de gravidez foi publicada em Diário da República a 17 de Abril e definia um prazo de 60 dias para regulamentação.
A nova lei foi aprovada no Parlamento pelo PS, PCP, Bloco de Esquerda, "Os Verdes" e 21 deputados do PSD, na sequência do referendo de 11 de Fevereiro.
Na consulta popular, o "sim" à IVG venceu, com 59 por cento dos votos, apesar de o referendo não ter sido juridicamente vinculativo, uma vez que a abstenção foi superior a 50 por cento. O facto de não ser vinculativo não significa a manutenção da anterior situação mas sim que o Governo fica livre para aceitar ou não os resultados.
Ministério da SaúdeEstabelece as medidas a adoptar nos estabelecimentos de saúde oficiais ou oficialmente reconhecidos com vista à realização da interrupção da gravidez nas situações previstas no artigo 142.º do Código Penal.
Mulheres isentas de pagamento de taxas moderadoras autor: Liliana F. Verde | data: 12:53
As mulheres que recorram ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) para fazer uma Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) não vão pagar taxas moderadoras ao abrigo do regime de isenções previsto para as grávidas, revelou hoje o ministro da Saúde.
«Não pagam taxas moderadoras neste momento e não haverá uma nova taxa» para este serviço, disse António Correia de Campos aos jornalistas durante uma conferência de imprensa para apresentar a portaria que regulamenta a lei de IVG.
O diploma foi publicado hoje no Diário da República e entra em vigor a 15 de Julho, altura em que o Governo espera ter já a listagem completa dos hospitais em que é possível fazer IVG, a tabela de preços e o número dos médicos objectores de consciência.
«Os números que têm surgidos sobre a objecção de consciência são colhidos aqui e ali e já ouvi os números mais díspares. Estou certo que vamos ter no dia 15 de Julho uma resposta mais aproximada sobre essa matéria», disse Correia de Campos.
Adiantou que apenas hoje foi publicado (com a portaria) o verbete que os médicos deverão usar para se inscreverem como objectores de consciência.
Mas as taxas moderadoras não são pagas depois do serviço? E não é suposto, depois do serviço, elas deixarem de estar grávidas? Coisas que me ultrapassam...
Não vale a pena tentar perceber! Não é para perceber!!!
Ministro da Saúde divulga hoje regulamentação sobre a nova Lei autor: Liliana F. Verde | data: 12:35
Ministro da Saúde divulga hoje regulamentação sobre a nova Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez
A partir do início de Julho, os hospitais públicos com serviço de ginecologia e obstetrícia vão ter de dar resposta às grávidas até às 10 semanas de gestação que pretendam abortar.
A portaria que regulamenta a nova lei sobre a interrupção voluntária de gravidez (IVG) deve ser publicada hoje em Diário da República e entrará em vigor no princípio do próximo mês, porque estabelece um pequeno prazo de adaptação, soube o PÚBLICO.Mas pelo menos em dois hospitais do país - a Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa) e o Hospital Garcia de Orta (Almada) — a lei já se cumpre e houve pelo menos 30 abortos, cerca de dez no primeiro caso e 20 no segundo. No Hospital Amadora-Sintra prevêem-se cerca de 600 interrupções voluntárias da gravidez por ano.O ministro da Saúde, Correia de Campos, apresenta hoje a portaria que regulamenta a IVG e novas medidas de planeamento familiar. Na maior parte dos hospitais foi já feito um levantamento informal dos médicos que pedirão o estatuto de objector de consciência, para perceber se haverá condições para ser aplicada a lei. Nalguns hospitais a percentagem de objectores pode chegar aos 100 por cento, mas só depois de conhecida a regulamentação é que os números finais serão apurados.
No Amadora-Sintra a objecção anda pelos 75 por cento, esperando-se que os recursos sejam suficientes, senão terão que ser enviadas mulheres para outras unidades, esclarece o porta-voz, Paulo Barbosa.
Com uma maioria de 60 objectores em 110 médicos, Manuel Hermida, director do serviço de obstetrícia do Garcia de Orta, diz que têm feito cerca de um aborto por dia, recorrendo ao fármaco misoprostol. Já receberam o mifepristone, a chamada "pílula abortiva", mas ainda não definiram o seu protocolo de utilização. Numa fase de transição é o hospital quem faz o aconselhamento prévio e marca a consulta de planeamento familiar no centro de saúde da área de residência da mulher. Enquanto não chegam os comprimidos de mifepristone encomendados, muitos abortos têm sido cirúrgicos, informa o director da Maternidade Alfredo da Costa, Jorge Branco, o que envolve mais meios do que se o aborto fosse químico. Em 70 médicos só dois apresentaram a sua objecção e o responsável não antevê problemas, desde que as mulheres venham da área de influência da unidade e não de outros pontos do país.
No Santa Maria, o director do serviço de ginecologia, Luís Graça, diz que tem tudo preparado para começar na segunda-feira, apesar de a objecção de consciência entre os médicos atingir os 82 por cento e das "dificuldades" em conseguir unidades de mifepristone, que foi forçado a pedir emprestadas ao Centro Hospitalar de Coimbra.
No Porto, Nuno Montenegro, director do serviço do Hospital de S. João, garante que "está tudo montado", que a primeira consulta está prevista para 1 de Julho e "já há marcações". Também na Maternidade de Júlio Dinis está tudo a postos. Paulo Sarmento nota que ainda há profissionais de saúde hesitantes, que querem conhecer a versão final da regulamentação para responderem se são ou não objectores.
Em Santa Maria da Feira, que fez o maior pedido de mifepristone (até 1500 unidades), apenas seis dos 19 médicos do serviço de Ginecologia Obstetrícia não são objectores. Numa primeira fase, só os hospitais vão dar resposta, mas pretende-se que, dentro de algum tempo, também seja possível praticar IVG nos centros de saúde. Um aborto até às sete semanas é um acto que não implica internamento, mas sim aconselhamento e comprimidos, pelo que faz sentido que centros de saúde participem, explica Luís Graça. Vai ser dado o direito à mulher de escolher o hospital onde pretende interromper a gravidez, por uma questão de privacidade.
Apoiadíssimo autor: Liliana F. Verde | data: 11:52
Apoio a 100% o que Margarida Botelho escreveu no "Avante" sobre todas as condições que são tiradas às mulheres, desencorajando-as de terem os seus filhos. Leia-se, pois, o artigo "Barrigas de Amor": http://www.avante.pt/noticia.asp?id=20179&area=25
(O que não percebo é em que é que a lei do aborto, apoiada pelo PCP, vem ajudar à situação...)
Quando eles mudam de opinião... autor: Liliana F. Verde | data: 10:39 Não são assim tão raros os casos de personalidades que, tendo sido defensoras do "direito à escolha da mulher" no que concerne ao aborto, mudaram de opinião. Talvez o mais mediático seja mesmo o de Norma McCorvey, responsável pela introdução do aborto livre nos E.U.A. e que, hoje, é contra essa lei. É ainda bem conhecido o Dr. Bernard Nathanson (ver testemunho pessoal aqui).
A ex-ministra francesa Simone Veil, que introduziu aborto livre na França até às 12 semanas, em 1975, começa a mudar de opinião: «Cada vez é mais evidente cientificamente que desde a concepção trata-se de um ser vivo».
Seus comentários aconteceram no contexto da reportagem difundida pelo canal de televisão «France 2», em 14 de junho, no qual se mostra como na Espanha se realizam abortos até no oitavo mês de gravidez, informa a revista de imprensa da Fundação Jérôme Lejeune (http://www.genethique.org). No documentário, vê-se a uma jornalista grávida de oito meses a quem é proposto um aborto em uma clínica privada da Barcelona pelo preço de 4.000 euros.
O grande problema é que, aprovadas as leis que permitem a liberalização do aborto, é já (quase) impossível voltar atrás. São, portanto, irreversíveis. Portugal não escapa à regra.
A comissão que regulamentou a lei do aborto decidiu que não será mostrada a ecografia do embrião à mulher que vai abortar, contrariando assim as recomendações do Presidente da República, Cavaco Silva, quando promulgou a lei.
Maria José Alves, obstetra membro da comissão, afirma que seria "abusivo" mostrar a ecografia; esta ficará em posse do médico e no processo clínico da utente. Vai servir apenas para "questões médicas": para datar a gravidez e saber se se inclui na moldura legal das dez semanas, para concluir que tipo de aborto é mais adequado - o cirúrgico ou químico (comprimidos) - ou para saber se a gravidez se está a desenvolver sem problemas. Se se constatar que a gravidez não seria viável, o facto será dito à mulher por ser "importante em termos psicológicos".
Mas qual é objectivo? Que uma mulher aborte? (À força toda???) Não há pachorra para entender estas políticas.
Parece que a discussão sobre objecção de consciência vai animada http://5dias.net/2007/06/17/objeccoes-abjeccoes-pavlovices-e-parvoices/ O pessoal ali por aquelas bandas quando começa a ver-se apertado toca a insultar e a chamar nomes a torto e a direito...
Convenção Minhota pela Vida autor: Liliana F. Verde | data: 15:03
Lei do Aborto excede pergunta do referendo
João César das Neves chamou ontem, em Braga, a atenção para a regulamentação da Lei do Aborto, afirmando que o que se está a pretender é a liberalização, banalização e, em certos casos, a nacionalização da interrupção voluntária da gravidez, quando o referendo tratava apenas da despenalização. O economista falava I Convenção Minhota pela Vida e pela Família, organizada pela Associação "In Familia", que iniciou ontem a sua actividade.
«Temos de lutar contra isto. Isto significa lutar institucionalmente e nós já estamos bem organizados nesse campo com pessoas que estão a tratar deste assunto em termos jurídicos, junto dos deputados na Assembleia da República e em termos políticos, junto dos partidos», disse.
A nossa publicidade contra a deles autor: Liliana F. Verde | data: 21:31
"Mulheres em Acção" escrevem aos Ministros autor: Liliana F. Verde | data: 21:22 Regulamentação da Lei do Aborto
A Associação “Mulheres em Acção” endereçou aos Senhores Ministros da Saúde, da Segurança Social e da Justiça (com conhecimento ao Senhor Presidente da República e ao Senhor Primeiro Ministro) várias propostas para integrar a regulamentação da Lei nº 16/2007 de 17 de Abril, lei que alterou o Código Penal na sequência do referendo do passado dia 11 de Fevereiro.
Com efeito, passou a não ser punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida quando for realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas de gravidez.
A Associação Mulheres em Acção é inteiramente contra a prática do aborto e, assim, não pode de modo algum concordar com o texto vertido na nova redacção dada ao artº 142º do Código Penal, introduzido pela mencionada Lei nº 16/2007 de 17 de Abril.
No entanto, enquanto associação defensora dos direitos das mulheres, nomeadamente o direito à informação, à saúde, à maternidade e à justiça, a Associação Mulheres em Acção não pode e não quer estar alheia aos conteúdos das novas leis e sua regulamentação, conteúdos esses que possam pôr em causa o exercício daqueles direitos fundamentais pelas mulheres.
A Associação Mulheres em Acção considera ainda que o direito à informação da mulher que pretende abortar, se correctamente regulamentado e aplicado, no sentido de dar conhecimento concreto e integral à mulher sobre o seu embrião, sobre as soluções e apoios do Estado à sua maternidade, sobre os riscos físicos e psíquicos do aborto, entre outros, pode ainda evitar que muitos abortos se façam.
Foi com a esperança de salvar ainda vidas humanas que a Associação Mulheres em Acção apresentou as suas propostas para a regulamentação da Lei nº 16/2007 de 17 de Abril.
Maria Manuel Cabrita - Associação Mulheres em Acção
Propostas da Associação Mulheres em Acção para a regulamentação da Lei nº 16/2007 de 17 de Abril
O referendo realizado a 11 de Fevereiro de 2007, ainda que não juridicamente vinculativo, revelou uma vontade maioritária do povo português no sentido da consagração da licitude da interrupção voluntária da gravidez nas primeiras dez semanas de gestação, por opção da mulher, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
A Lei nº 16/2007 de 17 de Abril consagrou essa vontade e procedeu, em consequência, à alteração do artº 142º do Código Penal. Assim, passou a não ser punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando for realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas de gravidez.
Preconiza o Código Penal que, nestes casos, o consentimento da mulher deve ser prestado em documento assinado pela mulher grávida ou a seu rogo, o qual deve ser entregue no estabelecimento de saúde até ao momento da intervenção. Antes, deve haver um período de reflexão não inferior a três dias, a contar da data da realização da primeira consulta destinada a facultar à mulher grávida o acesso à informação relevante para a formação da sua decisão livre, consciente e responsável. Tanto é o exigido na alínea b) do nº 4 do artº 142º do Código Penal.
Entendeu ainda o legislador definir - no nº 2 do artº 2º da Lei nº 16/2007 de 17 de Abril - que a informação a fornecer à mulher no contexto acima descrito deve prestar conhecimento sobre as condições de realização no caso concreto da eventual interrupção da gravidez e suas consequências para a saúde da mulher, as condições de apoio que o Estado pode dar à prossecução da gravidez e à maternidade e a disponibilidade de acompanhamento psicológico e por técnico de serviço social durante o período de reflexão. Mais refere que tal informação deverá ainda ser definida por Portaria.
A Associação Mulheres em Acção enquanto entidade defensora dos direitos das mulheres sugere a inclusão, na regulamentação a definir em Portaria, dos seguintes aspectos:
- A informação deve ser prestada exclusivamente por médicos.
- A informação deve abarcar, obrigatoriamente, todos os aspectos mencionados na lei, sob pena de se considerar não prestada se for omitido algum deles.
- A informação deve privilegiar a tomada de conhecimento pela mulher sobre as características e nível de desenvolvimento do embrião devendo, obrigatoriamente/ preferencialmente, ser-lhe mostrada a respectiva ecografia.
- A informação a prestar, quanto ao modo de realização do aborto e suas consequências, deve ser eminentemente pessoal: - deve ter em conta a história clínica pessoal e familiar da mulher e a sua actual situação física e psicológica; - deve dar conhecimento sobre os métodos utilizados para a interrupção da gravidez e sobre as possíveis consequências desta para a saúde física e psíquica da mulher e caracterizar os efeitos do stress pós-traumático relacionado com o aborto;- deve concretizar e detalhar os motivos da escolha do método adoptado para a eventual interrupção da gravidez bem como os riscos da mesma, não de um modo geral, mas em relação à mulher em causa.
- A informação a prestar, quanto ao apoio a fornecer pelo Estado, deve referir as soluções concretas oferecidas à mulher no sentido de levar avante a sua gravidez.
- A informação a prestar deve dar à mulher conhecimento concreto e detalhado sobre a possibilidade de encaminhamento da criança para adopção.
- A informação a prestar, quanto ao acompanhamento psicológico e por técnico de serviço social, deve referir as consultas existentes e técnicos disponíveis com a indicação da data e hora da(s) consulta(s) pretendida(s).
- Todas as informações devem ser prestadas pessoalmente, e em presença, à mulher, e por escrito, atestando o carácter pessoal, rigoroso e não coactivo que a informação pretende visar. O documento que comprova o fornecimento da informação em causa, e a tomada de conhecimento pela mulher, deve ser assinado por esta e pelo médico que a forneceu devendo todas as páginas ser numeradas e assinadas. O referido documento deve, obrigatoriamente, ser elaborado em duplicado sendo dado um exemplar à mulher.
bem eu queria dizer que a lei não obriga nimguem a abortar, no entanto gostava que me dissessem o que fazem sem ser nestas alturas de referendos.é que as associações que se dizem moralistas depois não aparecem mais. Por isso se acreditam que estão certos continuem a vossa luta .
As associações que lutaram pelo "não" neste referendo ajudaram centenas, se não milhares de mulheres a terem os seus filhos e a enfrentarem as adversidades. Embora muitas delas tenham ganhado expressão depois do referendo de 98, já existiam antes dele. Estas associações continuarão a fazer aquilo que sempre fizeram: lutar contra o aborto e ajudar as pessoas, porque se preocupam mesmo com elas.
para o senhor "directores", não é difícil percorrer as páginas deste sítio (a Liliana tem sido incansável) e perceber um bocadinho da dimensão do trabalho das pessoas que lutam pela vida... Percebo que seja mais fácil aprovar leis desresponsabilizantes.
«Ninguém faz um aborto só porque "sim"» diziam eles autor: Liliana F. Verde | data: 23:32
E os do "não" é que passaram por parvos...
Objecção de consciência pode pôr em risco prática de abortos no Hospital de Santo António
São mais de 80 por cento os ginecologistas e obstetras objectores de consciência no Hospital Geral de Santo António (HGSA), no Porto, o que poderá inviabilizar a prática generalizada de interrupções de gravidez a pedido da mulher nesta unidade de saúde.
Os médicos chegarão para resolver os problemas das mulheres acompanhadas no hospital (que recebe doentes com patologias especiais), mas "a abertura ao exterior vai ser mais complicada", prevê o director do Departamento da Mulher e da Criança, Serafim Guimarães, que auscultou informalmente os perto de 30 clínicos do serviço para perceber quantos estariam disponíveis para colaborar na aplicação da nova lei.
"São poucos os que querem fazer [interrupções de gravidez a pedido da mulher], tive mais de 80 por cento de negativas", disse ao PÚBLICO, adiantando que os enfermeiros disponíveis para colaborar ascendem a cerca de 50 por cento. O HGSA está "numa situação particular", explica o médico, notando que a resposta não está condicionada apenas pela objecção de consciência. Os outros hospitais estão ligados aos centros de saúde, que lhes referenciam as grávidas, mas o Santo António, como teve a sua urgência obstétrica fechada durante algum tempo, não está integrado nesta rede. Após a reabertura da urgência, foi recuperando os partos (que agora são cerca de 1 500/ano) por iniciativa própria. "Espero que não me peçam agora para fazer os abortos quando não me pedem para fazer partos" - Serafim Guimarães acrescenta que a relutância dos médicos também poderá dever-se a alguns casos de mulheres que foram bater à porta do Santo António logo após a nova lei ter sido publicada. E deu um exemplo: uma rapariga queria interromper a gravidez porque "ia casar, estava a engordar e temia não caber no vestido".
No Hospital de Vila Real, a percentagem de objectores é um pouco inferior, 70 por cento, adianta o director do serviço de ginecologia, Osvaldo Moutinho, que acredita mesmo assim poder dar resposta à nova procura - uma a duas interrupções por semana, segundo estima.
Vale a pena ler: autor: Liliana F. Verde | data: 17:29
No início da sua gravidez, Isabelle de Mézerac é informada pelos médicos de que o filho é portador de uma deficiência fatal, em virtude da qual virá a falecer pouco tempo depois do nascimento. No entanto, contra todas as expectativas e a habitual recomendação de um aborto provocado, Isabelle decide, juntamente com a família e apoiada por amigos e profissionais de saúde, acompanhar o filho com todo o amor até ao termo da sua curta vida.
O livro "Un enfant pour l'éternité", de Isabelle de Mézerac descreve a aventura emocionante de uma mãe diante do diagnóstico pré-natal de trissomia 18, e que decide continuar com a gravidez e acolher seu filho condenado a morrer a partir de seu nascimento. É muito duro seguir passo a passo esta mãe que quer com toda a sua alma ao filho que leva em seu interior, e que está condenada a chorar a sua morte inexoravelmente anunciada. Estamos destroçados, como ela, seu marido e seus filhos, diante da tormenta de sentimentos contraditórios que enfrentam penosamente durante esta espera. Este caminho conduz a um sentimento assombroso de plenitude apesar do sofrimento. "Plenitude deste amor gratuito completamente entregue. Plenitude deste caminho realizado na verdade. Plenitude desta relação conduzida até o final."
"Ir o mais longe possível na relação com aquele que vai morrer, inclusive por tratar-se de um filho que vai nascer, nos deixa tempo para dar tudo, dizer tudo e nos autoriza a reerguer a vida". Isabelle de Mézerac dá o seguinte testemunho: "aceitar os limites da medicina, sem enganar, olhar nosso sofrimento de frente, sem pretender esquivar-se, enfrentar a morte na sua hora, sem querer antecipá-la, é tudo o que aprendi com Emmanuel, e é por isso que reergo a vida!".
Ela também nos confia a reflexão de um de seus filhos, na noite da morte de seu irmão pequeno: "me olhou intensamente, e através de suas lágrima me garantiu que agora sabia que eu o teria amado, até o final, mesmo se ele tivesse tido uma mal-formação!.
Mal-estar em torno do diagnóstico pré-natal
A leitura deste livro nos causa uma impressão violenta do mal-estar que rodeia a prática e o anúncio do diagnóstico pré-natal. Diante do conhecimento de uma malformação grave de seu bebê antes do nascimento, os pais se encontram completamente vulneráveis, perdem sua liberdade de escolha e se encontram nas mãos dos cuidadores, os quais geralmente lhes propõem o aborto. Isabelle de Mézerac fala de uma engrenagem infernal, de um jogo de bilhar que se converteu em uma loucura, e diz que antes da intervenção de uma amiga geneticista, nem se quer sabia que era medicamente possível prosseguir com a gravidez. No caso de malformação mortal, o aborto é o normal, e a continuação da gravidez é uma alternativa que raramente é proposta pelos médicos.
"A child is aborted every 25 Seconds" in Europe autor: Liliana F. Verde | data: 08:46
«The Madrid-based Institute for Family Policies (IFP) has issued a report to the European Parliament warning about "the deterioration of the family panorama." Citing demographic, sociological and economic evidence from a team of experts, IFP called on EU delegations to make the family a policy priority and promote the traditional family as an institution, recognize the fundamental right of parents to educate their children and to adopt policies that support the development and well-being of the family.
Entitled "The Evolution of the Family in Europe 2007," IFP presented the document with alarming indicators regarding population, birth rates, marriage and divorce rates to members of the European Parliament, the European Commission, the European Economic and Social Committee, journalists and members of civil society.
According to the report, a child is aborted every 25 seconds, a rate that far exceeds any other external cause of death in Europe including traffic accidents, AIDS and suicide. The number of marriages has declined by 22,3% since 1980. Divorce rates are skyrocketing with one occurring every 30 seconds. One out of every three babies born in the EU is born out of wedlock. The report also underscores the changing face of Europe with a modest population growth rate that is attributable almost exclusively to immigration, an increasing aging population and a dwindling number of youth under the age of 14.
According to the report, of every 13 euros that Europe sets aside for social expenditures, only one euro is set aside for the family. Social spending on old age and health respectively account for 42% and 29% of total social program spending and expenditures in those areas continues to increase. By comparison, government expenditures on family and children account for only 7.8%.
Urging the European Parliament to adopt a "genuinely family-oriented approach," the IFP has proposed a set of social, economic and cultural measures to promote the family. These include: the creation of offices that would be charged with promoting the family as a policy priority; the launch of media campaigns which promote the family and place value on childhood and maternity; and the increase of family benefits such as tax breaks, maternity and paternity leave and assistance for families caring for elderly relatives at home.
IFP president Lola Velarde told the Friday Fax, "The outlook for the family has worsened in a worrying fashion. The social, economic and demographic crises of recent decades have emphasized the role of the family unit as a highly effective cushion against problems such as unemployment, illness, housing, drug addiction and social exclusion. Nowadays the family is seen as a principal support element within society. It is essential that the different institutions and organizations support them, as well as the Member States, the local authorities and even public services and businesses."»
A RTP, em cooperação com a Câmara Municipal de Oeiras, Rádio Renascença, a Ajuda de Berço, a Guia da Família, entre outras entidades e empresas privadas está a organizar a maior concentração de grávidas já alguma vez vista em Portugal.
O evento terá lugar, no Parque dos Poetas, em Oeiras, no próximo dia 17 de Junho.
A nova Lei prevê uma licença de “maternidade” equivalente a 100% do salário de referência
A mulher que interrompa voluntariamente a sua gravidez, até às dez semanas de gestação, e que esteja empregada, tem direito a uma “licença de maternidade” com a “duração mínima de 14 dias e máxima de 30 dias”, conforme prescrição médica. O montante do subsídio é de 100% da remuneração de referência (salário bruto), sendo assim, maior que o salário líquido mensal. Esta licença é igual à das mulheres trabalhadoras que abortem espontaneamente e resulta da nova Lei nº16/2007, que alterou o artigo 142º do Código Penal. Fonte institucional do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social disse ao “Semanário Económico” que “a regulamentação está acabada. A Lei não vai ser mexida”.Alguns defensores do “Não” ao referendo sobre a IVG, mostraram-se “indignados”, realçando que “uma mulher que esteja grávida e que se veja forçada a ficar de baixa antes do parto, sem este ser de risco, recebe um subsídio de apenas 65% do seu salário base”. Estes salientam ainda a “injustiça” de uma mãe trabalhadora que “tenha de assistir na doença o seu filho menor”, que recebe, também, apenas 65% do seu ordenado bruto.Bagão Félix, antigo ministro das Finanças e da Segurança Social, e um dos mandatários da Plataforma não Obrigada, disse em declarações ao “Semanário Económico” que “os ilustres parlamentares e governantes, por certo, não terão ainda pensado em tão insignificante pormenor”, adiantando que “estamos na presença – inovadora, pois então! – de um duplo financiamento público (intervenção médica e subsídio) resultante de uma opção para a qual não há sequer a necessidade de invocar motivo. Espantoso”.Esta possibilidade, para quem opta pela IVG, deve-se ao facto de o artigo 142º do Código Penal Ter sido alterado, legalizando a IVG a pedido até às 10 semanas, mas o artigo 35º do Código do Trabalho (CT) se Ter mantido inalterado. Este diz, no seu nº 1, que a “trabalhadora tem direito a uma licença por maternidade de 120 dias consecutivos, 90 dos quais necessariamente a seguir ao parto, podendo os restantes ser gozados, totalou parcialmente, antes ou depois do parto”. Mas o nº 6 do mesmo artigo do CT deixa claro que “a licença prevista no nº 1, com a duranção mínima de 14 dias e máxima de 30 dias, é atribuída à trabalhadora em caso de aborto espontâneo, bem como nas condições previstas no artigo 142º do Código Penal”.
Comentário sobre este assunto em "Incontinentes Verbais", aqui.
Políticas anti-natalistas autor: Liliana F. Verde | data: 09:41 O Ministro da Saúde Correia de Campos não perde uma oportunidade na sua cruzada anti-natalista!
Com efeito, depois de:
- Se ter distinguido como um dos mais fervorosos militantes pró-aborto num país com um gravíssimo e crescente défice de natalidade;
- Ter eleito a gravidez como uma preocupante doença sexualmente transmissível e, como tal, estar fortemente empenhado na implantação de clínicas abortistas anunciadas como "clínicas de tratamento da gravidez";
- Ter vindo a encerrar maternidades, levando a que um crescente número de portuguesas tenha os seus filhos em ambulâncias ou tenham que ir a Espanha para que aí nasçam;
surpreendeu hoje o país ao declarar que pretende que as crianças até 12 anos passem a pagar taxas moderadoras!
Portanto, enquanto um crescente número de empresas e municípios procuram facilitar a vida dos casais com filhos, como resposta normal ao cada vez mais rigoroso Inverno demográfico, o governo, pela mão do MSCC, diverte-se a agravar ainda mais a política anti-natalista que Portugal tem tido nas últimas dezenas de anos, ao arrepio de todas as recomendações que a Comissão Europeia tem vindo a fazer nesse sentido!
A APFN, que tem estado na linha da frente na obtenção de facilidades para as famílias com filhos, manifesta a sua mais forte repulsa pelo comportamento do Governo, e em particular do MSCC, apelando à intervenção de S. Exa. o Presidente da República para que, no mínimo, o Governo não agrave ainda mais as imensas medidas que já existem contra as famílias com filhos e que, pelo contrário, adopte o que tem vindo a ser defendido pela Comissão Europeia e já é seguido, com sucesso, pela esmagadora maioria dos nossos parceiros europeus.
São objectivos deste prémio, meramente simbólico, apoiar e agradecer publicamente a uma personalidade ou instituição que tenham tido, de forma regular e continuada, uma acção objectiva no apoio, promoção e defesa da Vida Humana e/ou da Família. Atendendo a que a “AJUDA DE BERÇO” é uma instituição que se tem distinguido pela sua dedicação e empenho na defesa da Vida Humana, a Associação Famílias decidiu distingui-la com o referido prémio.
A entrega do mesmo será em Lisboa, sede da “AJUDA DE BERÇO” em data a anunciar.
O Prémio Pró-Família, atribuído todos os anos no DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA – 15 de Maio, já foi concedido a diversas individualidades de que se referem as mais recentes: - Dr. António Pinheiro Torres (2003) - Prof. Doutor Daniel Serrão (2004) - Irmã Rosário Marinho (2005) - Drª Teresa Venda (2006)
Não quero um menino... Não quero uma menina... autor: Liliana F. Verde | data: 14:46 Uma empresa britânica lançou no mercado um polémico teste de ADN que permite saber o sexo do feto a partir da 6.ª semana de gravidez. Que à 8.ª semana se podia saber o sexo do bebé já eu sabia, mas à 6.ª...
A polémica está instalada e os movimentos pró-vida acreditam que o conhecimento do género do feto tão cedo pode impulsionar a prática do aborto, caso a criança não tenha o sexo desejado. Em Inglaterra, o aborto é legal até à 24.ª semana e estima-se que no país se realizem, anualmente, qualquer coisa como 190 mil abortos. O equivalente a cerca de um quarto das mulheres grávidas.
(...)
Para Julia Millington, representante da Prolife Alliance, “o risco de abortos como consequência deste teste é real”. Julia, que confessa não encontrar um propósito válido para saber o sexo de uma criança logo às seis semanas que não o de abortar caso o género não corresponda ao desejado, relembra que o mais provável é que este teste encerre em si uma forma de discriminação sexual e argumenta que “seguramente o número de abortos nas primeiras semanas vai aumentar”.
A responsável da Prolife Alliance relembra ainda que “a discriminação infantil por sexos, já levou ao caos demográfico em vários países como a China ou a Índia, onde os rapazes são preferidos às raparigas”. Razão pela qual Julia Millinton quer ver aprovado internacionalmente um diploma que condene toda e qualquer forma de discriminação sexual e apela à adopção, em Inglaterra, de medidas mais rigorosas na prática do aborto.
Já limpam as armas autor: Liliana F. Verde | data: 14:33
Alguns hospitais públicos já se preparam para receber mulheres que queiram fazer um aborto no âmbito da nova lei. Como vão os nossos hospitais (como???) gerir isto, se o serviço público de saúde é o que é?
"Temos perto de três mil partos anuais. Sendo o número de abortos estimado em um quinto do de partos, dá um máximo de 750 por ano para toda a população que este hospital cobre. Espera-se que dois terços das mulheres passem pelo centro de saúde, prevendo-se que a maioria das IVG ocorram até às oito semanas, resolvendo-se com comprimidos. E muitas mulheres preferirão o privado. Contamos ter aqui três a quatro IVG por semana, pouco mais de 200 por ano".
Para o que bastarão duas consultas semanais, acredita o director de Obstetrícia, Luís Graça, que já tratou também dos pedidos de encomenda de material específico e da pílula abortiva (de venda proibida em Portugal), autorizados pela administração do Santa Maria, faltando agora o aval do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed).
(...)
O cenário do Santa Maria não encontra paralelo no Hospital de S. João, no Porto, cujo director de Obstetrícia espera pela reunião de hoje para saber com que linhas se coser. Até porque ainda quer defender aquilo que considera a melhor solução, mas que dificilmente colherá adeptos.A ideia é criar uma estrutura autónoma, que sirva uma região inteira, onde as mulheres que querem praticar IVG vejam resguardada a sua intimidade e não tenham que se cruzar nos corredores do hospital com casais inférteis a tentar a procriação medicamente assistida, por exemplo, ou outros que tenham perdido o bebé. "Haveria conflito de interesses", diz Nuno Montenegro, cuja única iniciativa, à falta de regulamentação, foi conseguir a contratação de uma psicóloga a tempo inteiro. Para IVG, diagnóstico pré-natal e processos de fertilização.
A mensagem deixada pelo Presidente da República à Assembleia da República propunha (de facto, era só isto!), que na nova lei do aborto, estivessem presentes algumas medidas excluídas pela Assembleia. Uma delas foi a de que a mulher grávida fosse informada da adopção. Li aqui que as "mulheres devem ser informadas das possibilidades de adopção ". Do mal o menos... Mas, e as outras medidas?
Para fazer um aborto há sempre solução... autor: Liliana F. Verde | data: 14:06
Para fazer um aborto há sempre solução! Há clínicas e há dinheiro para pagá-lo. E caso não haja, inventa-se sempre um modo de todos os "cuidados" serem prestados. Assim, médicos objectores de consciência "vão ser obrigados a levar as pacientes para outros estabelecimentos e a pagar as intervenções, de acordo com um projecto de portaria do Ministério da Saúde." Lá se vai a objecção...
Hospitais vão pagar IVG noutros estabelecimentos em caso de recusa dos médicos
As instituições de saúde que se vejam impedidas de proceder à interrupção voluntária da gravidez por objecção de consciência dos médicos vão ser obrigadas a levar as pacientes para outros estabelecimentos e a pagar as intervenções, de acordo com um projecto de portaria do Ministério da Saúde. A medida consta do projecto que define as regras "a adoptar nos estabelecimentos de saúde oficiais ou oficialmente reconhecidos com vista à interrupção da gravidez".
O diploma, a que a Lusa teve acesso e que está a ser analisado por especialistas, dedica um artigo à objecção de consciência dos profissionais de saúde que sejam contra a prática do aborto.
Os profissionais que pretendam evocar esse direito devem manifestá-lo por escrito e apresentá-lo "em tempo útil, de modo a que sejam garantidos, no mínimo indispensável, os cuidados a prestar e seja possível recorrer a outro profissional, se for caso disso".
Os médicos e profissionais de saúde em causa deverão, contudo, "prestar a assistência necessária em situações decorrentes da interrupção da gravidez em que a saúde da mulher esteja comprometida e em risco".
Instituições podem recorrer a outro profissional
O projecto de portaria — que deverá regulamentar a lei sobre a IVG, publicada há um mês em Diário da República — prevê uma resposta das instituições que, perante a objecção de consciência dos profissionais de saúde, fiquem impossibilitadas de realizar abortos. Nestes casos, os estabelecimentos de saúde "devem desde já providenciar pela garantia da sua realização, adoptando as adequadas formas de cooperação com outros estabelecimentos de saúde legalmente habilitados, assumindo os encargos daí resultantes".
As instituições de saúde poderão, inclusive, recorrer a outro profissional, após ter conhecimento "em tempo útil" da formalização da objecção de consciência dos médicos e demais profissionais de saúde.
De acordo com o diploma, "os profissionais de saúde objectores de consciência não podem em qualquer circunstância impor os seus fundamentos éticos ou morais, mas podem explicá-los à mulher se ela o solicitar".Segundo o artigo 30º do Código Deontológico dos Médicos, "o médico tem o direito de recusar a prática de acto da sua profissão quando tal prática entre em conflito com a sua consciência moral, religiosa ou humanitária, ou contradiga o disposto neste código".
IVG com registo obrigatório anónimo e confidencial
Segundo a mesma portaria da tutela, todas as interrupções de gravidez legais, realizadas nas instituições públicas e privadas, terão de ser inscritas num registo anónimo e confidencial que reunirá dados da utente, da intervenção e da contracepção após o aborto.
O acto deverá ser assim precedido do preenchimento de pelo menos três documentos: o registo de interrupção da gravidez, o consentimento livre e esclarecido para a interrupção da gravidez e um certificado de comprovação do tempo de gestação.
O registo de interrupção da gravidez será "anónimo e confidencial e de preenchimento obrigatório" e reunirá "todas as interrupções de gravidez com enquadramento legal realizadas nos sectores público e privado". Este registo deverá conter dados da utente, da IVG e da contracepção após a intervenção.
Cada estabelecimento de saúde deverá, até ao dia 20 de cada mês, "proceder ao registo online das intervenções realizadas no mês anterior", lê-se no documento.
O diploma apresenta os quatro tipos de IVG, para que a mulher autorize o procedimento recomendado pelos profissionais de saúde: cirúrgico com anestesia local; cirúrgico com anestesia geral; medicamentoso; e medicamentoso seguido de cirúrgico.
O documento prevê ainda que o profissional de saúde assuma que informou a grávida "do significado da interrupção da gravidez, assim como dos seus possíveis riscos e complicações".
O outro documento que deverá proceder a IVG é "um certificado de comprovação do tempo de gestação", a preencher por um profissional de saúde e a atestar que a gravidez não excede as dez semanas de gestação, mediante observação por ecografia.
Assim, médicos objectores de consciência "vão ser obrigados a levar as pacientes para outros estabelecimentos e a pagar as intervenções, de acordo com um projecto de portaria do Ministério da Saúde." Lá se vai a objecção...
Não são os medicos que vão pagar os abortos realizados em instituições particulares. Isso era impossivel. Um médico não ganhava para pagar abortos.
Quem paga o aborto realizado em instituição particular é o hospital.
Dessa forma pretende-se que a administração do hospital pressione os medicos a realizar lá os abortos.
Repare-se que esta medida é quase inédita.
Imaginemos que eu tenho problema de saude. Se se aplicasse essa lei que é aplicada no aborto o hospital seria obrigado a pagar a operação num estabelecimento particular.
de facto essa lei existe porém são tantos os entraves para alguém ser declarado necessitar de cirurgia..., que de facto a lei se não aplica. só se aplicará no caso do aborto.
Tem toda a razão, queria dizer que os médicos objectores das instituições médicas, de qualquer maneira, vão ter de "cooperar" com o aborto, não podendo levar uma mulher que o queira fazer a desistir da ideia, sendo que a instituição pagará o aborto numa outra instituição particular. Arranjou-se uma maneira de haver sempre uma solução para que o aborto seja feito. As injustiças agravam-se quando o aborto é uma prioridade e não tem entraves... Não é por acaso que se falou em liberalização do aborto (ainda que esta terminologia não fosse aceite pelos defensores do "sim").
A Vergonha autor: Liliana F. Verde | data: 10:28 Sem muitos comentários, pois o próprio texto acaba por ser claro, deixo, aqui, um texto de opinião, publicado no Diário de Notícias, que vem denunciar uma situação grave... para além do grave a que já temos assitido, a propósito do referendo que procurou liberalizar o aborto até às 10 semanas. (As partes a negrito são minhas.)
DA INFÂMIA DOS FINS À CORRUPÇÃO DOS MEIOS
Daqui a tempos haverá novo referendo sobre a regionalização. Suponha que, ao contrário do anterior, ele aprova essa política. Suponha que depois, em nome da legitimidade da vitória, as novas autoridades regionais criam uma autonomia que destrói Portugal. Um exagero desses acontece agora com o recente referendo sobre o aborto.
A questão posta à votação no passado dia 11 de Fevereiro tratava apenas da "despenalização da interrupção voluntária da gravidez". Mas a lei que a maioria apresentou e aprovou prevê a "exclusão da ilicitude" (Lei n.º 16/2007 de 17 de Abril). Os nossos legisladores conhecem bem a diferença, pois há anos decretaram a despenalização do consumo de droga (Lei 30/2000 de 29 de Novembro), sem com isso excluir a ilicitude nem, pior, impor a sua banalização. Desta vez porém deram esse salto lógico sem dificuldades ou contemplações. O Sistema Nacional de Saúde prepara-se para fornecer livremente o aborto em nome da suposta legitimidade democrática do referendo.
Agora junta-se insulto à infâmia. Na proposta de Lei de Política Criminal prevê-se que "toda a criminalidade menos grave vai deixar de estar sujeita a penas de prisão. Nela se inclui 'o aborto com consentimento da mulher grávida fora das situações de não punibilidade legalmente prevista' - lê-se no artigo 10.º da proposta" (DN de 20 de Abril). Assim a argumentação do campo abortista não passou de grotesta impostura.Falavam de pobres mulheres presas e grave repressão policial, mas este diploma em preparação eliminará a questão da prisão para o aborto consentido em toda a gravidez.Para quê então tanto esforço e despesa no referendo? Nem sequer houve o pudor de deixar passar algum tempo para disfarçar a burla.
O embuste vem de longe. A lei do aborto é há muito um festival de aldrabice e distorção, pois começou por ser rejeitada em 1997, para ser aprovada pela mesma Assembleia, menos de um ano depois, após manipulação dos deputados. Agora, com base num voto que só falava de despenalização, as autoridades vão impondo os caprichos que escamotearam durante a campanha. Na altura o primeiro-ministro prometeu "as melhores práticas europeias" e falou no caso alemão. Depois, desavergonhadamente, acabamos com uma solução pior que soviética.
A questão curiosa é saber como é possível tal grau de desonestidade. A explicação simplista, de afirmar que temos uma elite corrupta e mentirosa, nada diz. Primeiro não pode ser levada a sério sem implicar a única solução coerente, a emigração. Depois porque hoje um tal nível de indignidade nunca pode vir apenas da corrupção da elite. O mal é demasiado grande para a explicação directa.
Só existe uma força capaz de tanta desfaçatez: a certeza da convicção. As maiores catástrofes da era moderna foram causadas, não por assassinos maléficos, mas por reformadores inspirados. De Robespierre a Pol Pot, de Hitler a Bush, foi sempre em nome de um mundo novo, de uma sociedade mais justa que se cometeram as piores atrocidades. O mesmo se passa agora com a liberalização do aborto. Os seus defensores estão fanaticamente convencidos, com um fanatismo indispensável para calar a consciência, de que só assim se defende o bem da mulher e sociedade. Julgam os opositores como bárbaros obsoletos que não merecem atenção. Com um fim tão "sublime" justificam-se quaisquer meios. Até a desonestidade aberta e a manipulação perversa da vida democrática. Que representam algumas distorções semânticas perante a liberdade sexual e o acesso a cuidados de saúde, mesmo na chacina de embriões?
O poder não só impõe a prática infame do aborto mas para o conseguir cobre de infâmia a legalidade e a democracia. Os fins corrompem os meios.Este processo é velho por cá, onde os maiores atropelos já foram feitos "a bem da Nação". Mas agora é num tema nuclear, a vida humana inocente. Uma vez passada esta fronteira, nunca mais se volta atrás. A arrogância da elite fica imparável. Temos de nos preparar para os próximos atropelos à legitimidade e honradez. Provavelmente já na regionalização.
É mesmo vergonhoso! FAz-se o que se quer neste país...mais parece uma ditadura do que uma democracia ois quem faz, fazendo mal nunca é responsabilizado por nada.
Este caso é gritante no que aptropelos éticos concerne pois nem sequer tentam disfarçar...
Enfim e lá teremos nós de aturar esta gentalha por mais dois anos
Disfarçar não disfarçam, mas o pior é que as pessoas já se estão nas tintas e não vão querer saber do que se anda a fazer no tempo pós-referendo. Os do "não" é que ficam sempre mal vistos. Cheguei a dizer, neste "blog", em comentário, que se o "sim" ganhasse no referendo, teríamos porta aberta para a despenalização/liberalização do aborto até às 12 semanas... afinal, conseguiram ir mais longe. Isto é, de facto, uma Vergonha!!!
DIA DA MÃE – PORQUE MÃE É MÃE autor: Liliana F. Verde | data: 23:53
Em tempos de contradição, queria lembrar aqui todas as mulheres que quiseram, apesar das adversidades, das angústias, da falta de apoio, ser mães.
Um poema de Almada Negreiros( 1893-1970):
Mãe! Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei! Traz tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue verdadeiro, encarnado! Eu ainda não fiz viagens E a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar. Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras. Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exatamente para a nossa casa, como a mesa. Como a mesa. Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça! Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade!
Não é incongruente? autor: Liliana F. Verde | data: 21:29 Posso ter entendido mal e se assim é elucidem-me:
Para fazer um aborto (até às 10 semanas), basta que a mulher queira. A proposta de lei a ser ainda aprovada pela AR diz que no caso de a mulher grávida ser menor de 16 anos precisa do consentimento de um representante legal para fazer o aborto.
Na proposta de lei do tabaco, é proibida a venda de tabaco a menos de 18 anos (ainda bem!). Ora, se bem entendi, uma rapariga de 17 anos pode fazer um aborto, porque quer, mas não pode comprar tabaco.
Para mim, a lei do aborto está mal, a do tabaco, neste ponto (ainda que discutível noutros, mas não é isso que importa agora), bem. Mas, vendo quem faz as leis... este ponto não é incongruente?
Posso concluir, como, aliás, já antes tinha dito, que a lei do aborto fica menos regulamentada que a do tabaco...
APFN apela mais uma vez ao Governo e à AR autor: Liliana F. Verde | data: 20:00
A APFN, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, é uma das associações portuguesas que luta pelos direitos dos casais a serem ajudados pelo Estado Português, enquanto pais e mães.
Hoje, «apelou ao Governo e à Assembleia da República para a criação de medidas de apoio aos casais com vários filhos, congratulando-se com a atitude de 28 municípios nesta matéria».
(...)
«A APFN sublinha, em comunicado, que Portugal tem vindo a apresentar, desde 1982, um défice de nascimentos, actualmente de mais de 50.000 por ano, “motivo pelo qual têm vindo a ser anunciadas alterações ao sistema de pensões e reformas, mas sem que sejam adoptadas medidas de apoio aos casais, para que possam ter os filhos que desejem sem serem penalizados por isso”».
Ver notícia, aqui.
As evidências científicas autor: Liliana F. Verde | data: 23:48
donde se conclui que o ser humano não funciona através da lógica. O ser humano não é um ser lógico. Sabendo-se que o feto é vida..,as pessoas defendem que a vida é inviolável e defendem simultâneamente que o feto pode ser abortado. Isto não faz sentido. Este facto prova que os humanos podem defender posições contraditóriasconvencidos de que estão cheios de razão.
O jornal "Correio da Manhã" e a revista "Sábado" vão publicar a colecção completa em DVD "Vida no Ventre", da National Geographic.
São três os documentários: - Vida no Ventre: Mamíferos; - Vida no Ventre: Gémeos, Trigémeos e Quadrigémeos; - Vida no Ventre.
Estes documentários dão a conhecer todo o processo de desenvolvimento da gravidez no útero materno, permitindo acompanhar, passo a passo, um dos momentos mais mágicos e misteriosos de qualquer ser vivo: a gestação. Efeitos visuais de última geração, gráficos computorizados e ecografias a quatro dimensões combinam-se para mostrar a vida desde o momento da concepção até ao nascimento, numa série de documentários com a qualidade National Geographic.
26 de Abril – Vida no Ventre: Mamíferos: A evolução da gestação dos animais num dos documentários mais avançados do ponto de vista tecnológico. A gestação de um bebé elefante é acompanhada ao longo de 22 meses. A demorada gravidez da mãe, de cinco toneladas, é intercalada com uma perspectiva completamente nova sobre o desenvolvimento dos fetos de nove cães Golden Retrievier e de um golfinho nascido no Zoomarine do Algarve, em Albufeira.
3 de Maio – Vida no Ventre: Gémeos, Trigémeos e Quadrigémeos: Um documentário que dá a conhecer os acontecimentos e as teorias mais espantosas sobre o mundo oculto da gestação múltipla. Através de fabulosos detalhes, as imagens geradas por computador mostram a forma como os gémeos dão a mão, dão pontapés ou puxam o cordão umbilical. De acordo com os investigadores, o comportamento mais “agressivo” ou “passivo” pode prolongar-se depois do nascimento e determinar o tipo de relações que se estabelecem em anos futuros. O documentário acompanha a história de três grávidas, desde o momento da concepção até ao momento do parto, dando a conhecer a história e a ciência do milagre dos partos múltiplos.
10 de Maio – Vida no Ventre: Antes de respirar pela primeira vez, um bebé humano passa por uma incrível transformação que o faz passar de uma única célula a um organismo complexo e auto-suficiente. Vida no Ventre mostra-nos este assombroso processo à medida que as primeiras células cardíacas começam a bater, as células nervosas se acendem para a vida e os sentidos se desenvolvem. O documentário utiliza a mais recente tecnologia de imagem, a chamada ecografia 4D, que mostra o feto em tempo real enquanto chucha no dedo, pestaneja, boceja, sorri e se mexe dentro do ventre da mãe.
(Recebido por APFN)
Espero que estes vídeos contribuam para a redução da ignorância no nosso país.
A contra corrente portuguesa autor: Liliana F. Verde | data: 13:26
A uma mulher com dificuldades em ter um filho, a sociedade dá-lhe a hipótese de abortar, mas não a de o ter. Será que é mesmo esta a Sociedade que os Portugueses querem?
A “Ajuda de Mãe” é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sem fins lucrativos e que tem como objectivo apoiar mulheres grávidas e mães, sós ou em dificuldades, criando condições para melhor receberem e criarem os seus bebés.
Este ano promove mais uma campanha para auxílio às mães necessitadas.
Exacto. Mesmo que o aborto fosse despenalizado o estado nunca deveria apoiar o aborto , isto é, subsidiá-lo. Aborto não é tratamento. Quem está gravida não está doente. Assim sendo não faz sentido o estado apoiar o aborto. Faria sim sentido o estado apoiar a maternidade. O facto do estado apoiar o aborto faz cair a farsa de que afinal do que se tratava era despenalizar as mulheres que recorressem ao aborto. Não só o aborto foi despenalizado como o estado o subsidia como se o estar-se grávida fosse doença cujo tratamento o Serviço Nacional de Saúde tivesse o dever de garantir a todas os portuguesas.
Começou o terror autor: Liliana F. Verde | data: 11:55
A lei que permite o aborto até às 10 semanas de gestação, por opção da mulher, em estabelecimento autorizado, entra hoje em vigor. O Governo tem dois meses para a regulamentar. (Ver notícia aqui1, aqui2 e aqui3.)
Bem..,o terror vai começar quando as clinicas espanholas abrirem. Para os fetos é uma roleta russa. Alguns escapam outros não. Futuro cartaz do dia da mãe : " Obrigado mamã por não me teres feito IVG quando fui concebido".
O texto que se pode ler a seguir foi escrito por mulher.
"1ª Ecografia!! - 9 Semanas
Ontem foi a 1ª ecografia ao meu pimpolho... Eu estava muito nervosa e anciosa de o ver e saber se tudo estava bem. Acho que começo a sofrer da ansiedade das mães....hehehehe :P...afinal é uma vida que está a crescer dentro de mim. Tem 23 mm e é ainda um embrião... Esta foto não é minha, porque na minha não se vê grande coisa...é apenas um feijãozinho em que dá pra distinguir a cabeça maior que o resto do corpo...mas é lindo! O coração já bate com muita força....parece um comboio e por mais 100 anos que viva nunca vou esquecer a emoção que foi ao ouvir aquele coração a bater pela 1ª vez!!! É uma sensação simplesmente indiscritivel....não há palavras pra descrever e não há maneira de evitar a lagriminha que escorre pelo canto do olho...é simplesmente fantástico! Agora gostava de fazer uma ecografia assim tipo....todos os dias...;P...isso é que era, mas não pode ser...!! A próxima fica para as 12 semanas e já não falta muito.
*(só pra dizer que apartir de agora vou andar mais lamechas e chorona e a falar mais de coisas de bébes....é a vida!)
".
A autora deste lindo texto , publicado no blog dela, estava a favor do sim ao aborto. É ela que o diz no blog.
Nova lei do aborto é publicada no Diário da República autor: Liliana F. Verde | data: 19:24 A alteração da lei que permite a interrupção voluntária da gravidez nas primeiras 10 semanas foi publicada em Diário da República, tendo o Governo agora 60 dias para a regulamentar. (Ver notícia aqui e aqui.)
Pois... autor: Liliana F. Verde | data: 14:18 Sugestões feitas por Cavaco Silva caem em saco roto
O PS prepara-se para passar ao lado das sugestões de Cavaco Silva para a regulamentação da lei do aborto.
Muito embora o discurso oficial socialista passe por afirmar que as propostas do Presidente da República serão tidas em consideração, responsáveis da maioria referiram ontem ao DN que não há muito por onde acolher as sugestões de Belém. Porque parte delas "já estão incluídas" na lei, enquanto outras contrariam o texto legal que será agora promulgado. E, destaca fonte socialista, a regulamentação "não pode contrariar" a lei.
Exemplo disso é o reparo feito pelo chefe de Estado quanto ao afastamento dos médicos objectores de consciência da prestação da consulta obrigatória. "Não parece que a invocação da objecção de consciência constitua, em si mesma, motivo para a desqualificação dos médicos para a prática de um acto de outra natureza - a realização de uma consulta com um conteúdo clínico informativo", refere a mensagem que Cavaco enviou ao Parlamento. Acontece que é o próprio texto da lei a inviabilizar esta hipótese - "Os médicos ou demais profissionais de saúde que invoquem a objecção de consciência (...) não podem participar na consulta ". Um quadro que inviabiliza a proposta do PR, sublinha fonte socialista, reiterando: "A portaria não pode contrariar a lei". Outro exemplo apontado é a sugestão de que o médico possa questionar a mulher sobre as razões para a interrupção da gravidez - "é uma violação da privacidade".
Já a disponibilização de informação sugerida por Cavaco é apontada como já estando contemplada na lei - com excepção de uma eventual obrigatoriedade de mostrar à mulher grávida a ecografia do embrião, uma hipótese que também não merece o acolhimento socialista.
Qualquer cedência às pretensões de Cavaco será, por isso, minimalista. Até porque a maioria socialista se precaveu: com a regulamentação da lei feita através de portaria e não de decreto-lei, as directrizes que saírem do Ministério da Saúde já não passam por Belém. O mesmo é dizer que Cavaco Silva já não tem qualquer poder de veto sobre este processo.
Estas mensagens são uma espécie de ... eu disse, mas não me quiseram atender!!!
Eu até queria fazer melhor...mas eles não deixaram!!!
Confesso a minha desilusão com o Senhor Presidente.
Abraço
Mensagem do Presidente da República à Assembleia da República autor: Liliana F. Verde | data: 14:11
Presidente da República promulgou o diploma sobre a exclusão da ilicitude nos casos de interrupção voluntária da gravidez e enviou mensagem à Assembleia da República
O Presidente da República promulgou hoje a lei da exclusão da ilicitude nos casos de interrupção voluntária da gravidez, tendo enviado à Assembleia da República uma mensagem em que identifica um conjunto de matérias que deve merecer especial atenção por parte dos titulares do poder legislativo e regulamentar, de modo a assegurar um equilíbrio razoável entre os diversos interesses em presença.
É o seguinte o teor da mensagem enviada pelo Presidente da República à Assembleia da República:
Nos termos do artigo 134º, alínea b), da Constituição, decidi promulgar como Lei o Decreto nº 112/X, da Assembleia da República, que regulou a exclusão da ilicitude nos casos de interrupção voluntária da gravidez.
No uso da faculdade prevista na alínea d) do artigo 133º da Constituição, entendi fazer acompanhar o acto de promulgação de uma mensagem à Assembleia da República.
1. Como é do conhecimento público, o Decreto nº 112/X foi aprovado na sequência do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez que se realizou no dia 11 de Fevereiro de 2007, o qual não logrou obter a participação de votantes necessária para que o mesmo se revestisse, nos termos do artigo 115º, nº 11, da Constituição, de carácter juridicamente vinculativo.
2. Não se encontrando a Assembleia da República juridicamente vinculada aos resultados do citado referendo, entendeu todavia o legislador, no uso de uma competência que a Constituição lhe atribui, fazer aprovar o Decreto que agora me foi submetido a promulgação.
3. Para esse efeito, terá por certo concorrido a circunstância, a que o Presidente da República não pode ser indiferente, de naquele referendo ter sido apurada uma percentagem de 59,25 % de votos favoráveis à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, nas condições e nos termos expressos na pergunta submetida à consulta popular e cuja constitucionalidade o Tribunal Constitucional, através do seu Acórdão nº 617/2006, deu por verificada.
4. De igual modo, não pode o Presidente da República ser indiferente à circunstância de o Decreto nº 112/X ter sido aprovado por uma larga maioria parlamentar.
5. Considero, todavia, que existe um conjunto de matérias que deve merecer especial atenção por parte dos titulares do poder legislativo e regulamentar, de modo a que, da concretização da legislação ora aprovada e de outras leis a emitir no futuro, se assegure um equilíbrio razoável entre os diversos interesses em presença.
6. Assim, prevendo a Lei que a «informação relevante para a formação da decisão livre, consciente e responsável» da mulher grávida, a que se refere a alínea b) do nº 4 do artigo 142º do Código Penal, seja definida através de portaria – opção que se afigura questionável, dada a extrema sensibilidade da matéria em causa – importa, desde logo, que a mulher seja informada, nomeadamente sobre o nível de desenvolvimento do embrião, mostrando-se-lhe a respectiva ecografia, sobre os métodos utilizados para a interrupção da gravidez e sobre as possíveis consequências desta para a sua saúde física e psíquica.
A existência de um «período de reflexão» só faz sentido, em meu entender, se, antes ou durante esse período, a mulher grávida tiver acesso ao máximo de informação sobre um acto cujas consequências serão sempre irreversíveis. E a decisão só será inteiramente livre e esclarecida se tiver por base toda a informação disponível sobre a matéria.
Por outro lado, afigura-se extremamente importante que o médico, que terá de ajuizar sobre a capacidade de a mulher emitir consentimento informado, a possa questionar sobre o motivo pelo qual decidiu interromper a gravidez, sem que daí resulte um qualquer constrangimento da sua liberdade de decisão.
Parece ser também razoável que o progenitor masculino possa estar presente na consulta obrigatória e no acompanhamento psicológico e social durante o período de reflexão, se assim o desejar e a mulher não se opuser, sem prejuízo de a decisão final pertencer exclusivamente à mulher.
É ainda aconselhável que à mulher seja dado conhecimento sobre a possibilidade de encaminhamento da criança para adopção, no âmbito da informação disponibilizada acerca dos apoios que o Estado pode dar à prossecução da gravidez, nos termos da alínea b) do nº 2 do artigo 2º da presente Lei.
A transmissão desta informação deve revestir-se de um conteúdo efectivo e concreto, não podendo cingir-se a uma mera formalidade, antes tendo de incluir todos e quaisquer elementos que esclareçam a mulher sobre a existência de procedimentos, medidas e locais de apoio do Estado à prossecução da gravidez e à maternidade.
A disponibilização da informação acima referida constitui algo que não só não contende com a liberdade de decisão da mulher, como representa, pelo contrário, um elemento extremamente importante, ou até mesmo essencial, para que essa decisão seja formada, seja em que sentido for, nas condições mais adequadas – quer para a preservação do seu bem-estar psicológico no futuro, quer para um correcto juízo de ponderação quanto aos interesses conflituantes em presença, quer, enfim, quanto às irreparáveis consequências do acto em si mesmo considerado.
7. Tendo em conta que o acompanhamento psicológico e social, durante o período de reflexão que precede a interrupção da gravidez, pode ser prestado não apenas em estabelecimentos oficiais mas também em estabelecimentos de saúde oficialmente reconhecidos (v.g., clínicas privadas especialmente dedicadas a esse fim), importa que o Estado assegure uma adequada fiscalização, designadamente através da implementação de um sistema de controlo da qualidade profissional e deontológica e, bem assim, da isenção daqueles que procedem a tal acompanhamento.
Na verdade, podendo não existir separação entre o estabelecimento onde é realizado o acompanhamento psicológico e social e aquele em que se efectua a interrupção da gravidez e tendo a Lei procurado garantir a imparcialidade e a isenção dos profissionais de saúde – determinando-se, nomeadamente, que o médico que realize a interrupção não seja o mesmo que certifica a verificação das circunstâncias que a tornam não punível –, considero que salvaguardas do mesmo teor devem ser asseguradas no que respeita ao acompanhamento psicológico e social, especialmente quando a interrupção da gravidez é realizada numa clínica privada.
Além disso, o Estado não pode demitir-se da função de criar uma rede pública de acompanhamento psicológico e social, para as mulheres que o pretendam, ou de apoiar a acção realizada neste domínio por entidades privadas sem fins lucrativos.
8. Para além do plano regulamentar, a exclusão dos profissionais de saúde que invoquem a objecção de consciência, prevista no nº 2 do artigo 6º, parece assentar num pressuposto, de todo em todo indemonstrado e ademais eventualmente lesivo da dignidade profissional dos médicos, de que aqueles tenderão a extravasar os limites impostos por lei e, além de informarem a mulher, irão procurar condicioná-la ou mesmo pressioná-la no sentido de esta optar pela prossecução da gravidez.
Não parece que a invocação da objecção de consciência à prática da interrupção da gravidez constitua, em si mesma, motivo para a desqualificação dos médicos para a prática de um acto de outra natureza – a realização de uma consulta com um conteúdo clínico informativo.
Esta exclusão é tanto mais inexplicável quanto, em situações onde podem existir legítimos motivos para suspeitar da imparcialidade e da isenção dos prestadores da informação, o legislador nada previu, nem evidenciou idênticas preocupações quanto à salvaguarda da autonomia das mulheres.
9. Além disso, é legítimo colocar a dúvida sobre se a invocação do direito à objecção de consciência pelos médicos e outros profissionais de saúde tem de ser feita obrigatória e exclusivamente de modo geral e abstracto – o que parece desproporcionado – ou se poderá ser realizada também selectivamente, de acordo com circunstâncias específicas transmitidas pela mulher, nomeadamente o recurso reiterado à interrupção da gravidez, a existência de pressão de outrem para a decisão tomada ou mesmo o sexo do embrião, cada vez mais precocemente determinável.
10. Considero que devem ser delimitadas de forma rigorosa as situações de urgência em que a interrupção da gravidez pode ter lugar sem a obtenção do consentimento escrito da mulher e sem observância do período de reflexão mínimo de três dias, nos termos do nº 6 do artigo 142º do Código Penal. Esta questão ganha agora uma acuidade acrescida com a despenalização da interrupção da gravidez, por opção da mulher, até às dez semanas.
11. Sendo a interrupção da gravidez um mal social a prevenir, como foi amplamente reconhecido por todas as forças que participaram na campanha do referendo, será anómalo que o legislador não tome providências que visem restringir ou disciplinar a publicidade comercial da oferta de serviços de interrupção da gravidez.
Assim, à semelhança do que fez em relação a outros males sociais, devem proscrever-se, nomeadamente, formas de publicidade que favoreçam a prática generalizada e sistemática da interrupção voluntária da gravidez, em detrimento de métodos de planeamento familiar cujo acesso o Estado está obrigado a promover e que, nos termos da presente Lei, se encontra vinculado a transmitir à mulher.
12. Justamente no quadro do planeamento familiar, tem igualmente o Estado a obrigação, agora ainda mais vincada, de levar a cabo uma adequada política de promoção de uma sexualidade responsável e de apoio à natalidade.
13. Registei o progresso efectuado no sentido de aproximar o conteúdo do diploma das soluções contidas na generalidade das legislações europeias nesta matéria, através da proposta de alteração apresentada no Plenário da Assembleia da República no dia 8 de Março, que determinou a obrigatoriedade de a mulher que se proponha interromper a gravidez ser informada sobre «as condições de apoio que o Estado pode dar à prossecução da gravidez e à maternidade».
14. Considero ainda que, se o processo legislativo em causa tivesse beneficiado de um maior amadurecimento e ponderação, talvez daí resultassem, como seria desejável, um consenso político mais alargado e soluções mais claras em domínios que se afiguram de extrema relevância, alguns dos quais atrás se deixaram identificados, a título exemplificativo.
Após a sua entrada em vigor, caberá então verificar se, na prática, esta Lei contribui efectivamente para uma diminuição não só do aborto clandestino como também do aborto em geral, o que implica uma avaliação dos resultados do presente diploma, a realizar pelo legislador num prazo razoável.
15. De todo o modo, no Decreto nº 112/X, aprovado por uma ampla maioria, encontram-se reunidas, no essencial, as condições para que se dê cumprimento aos resultados da consulta popular realizada no dia 11 de Fevereiro de 2007 e à pergunta então submetida a referendo.
Além disso, os aperfeiçoamentos introduzidos no decurso do debate parlamentar constituem, na medida em que se tenham em consideração as observações atrás formuladas, um passo para conciliar a liberdade da mulher e a protecção da vida humana intra-uterina, valor de que o Estado português não pode, de modo algum, alhear-se.
Lisboa, 10 de Abril de 2007
Texto publicado na página da Presidência da República. Ver aqui.
Lei do aborto promulgada autor: Liliana F. Verde | data: 14:06 O Partido Socialista garante que, apesar da mensagem de Cavaco Silva, a regulamentação da lei do aborto vai ser feita de acordo com o que já foi aprovado no Parlamento.
(...)
Na mensagem, o Presidente da República defende - ao contrário do que está no diploma - que a mulher deveria ser informada sobre a adopção, que a publicidade ao aborto deveria ser restringida, e que os médicos objectores de consciência não deveriam estar excluídos de dar as consultas prévias à interrupção da gravidez. Além disso, propõe que o Estado crie "uma rede pública de acompanhamento psicológico e social para as mulheres que o pretendam" ou apoie "a acção realizada neste domínio por entidades privadas sem fins lucrativos".
(...)
O PS garantiu hoje que a lei do aborto será "a que saiu da Assembleia da República" baseada na decisão "livre, consciente e responsável da mulher", considerando que as preocupações do Presidente da República devem ser "objecto de ponderação". No entanto o líder parlamentar socialista, Alberto Martins, frisou que "a matriz da lei será sempre, como foi referendado, baseada na decisão livre, responsável e consciente da mulher", e acrescenta: "Congratulamo-nos com a promulgação desta lei, que acaba com uma situação iníqua e socialmente injusta".
(...)
O PCP criticou apenas o conteúdo da mensagem enviada pelo Presidente da República ao Parlamento, considerando que assenta num "pressuposto de desconfiança em relação à decisão livre da mulher". "Pretende-se incluir, na regulamentação, disposições que o legislador quis excluir, como a questão da adopção ou das ecografias", criticou o líder parlamentar Bernardino Soares, em declarações aos jornalistas no Parlamento. "A opção do legislador foi uma, não pode agora a regulamentação ser outra, não pode ir contra a decisão dos deputados da Assembleia da República", frisou Bernardino Soares.
(...)
Apesar de considerar positivas as recomendações incluídas na mensagem de Cavaco Silva, Ribeiro e Castro defendeu que o chefe de Estado deveria ter tido um papel mais activo neste processo. "O Presidente da República não é apenas um comentador, é uma parte do processo legislativo. Deveria ter politicamente assinalado, por um gesto de acção, essas reservas e não através de uma simples comentário", criticou Ribeiro e Castro.
(...)
Luís Fazenda, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, considerou hoje que a mensagem do Presidente visa condicionar a decisão da mulher. Sobre a promulgação, Fazenda disse que "era um facto esperado dado o larguíssimo consenso parlamentar que se obteve na votação final global com dois terços dos deputados". Luís Fazenda afirmou questionar o "entendimento do Presidente da República" sobre a matéria e desvalorizou a mensagem de Cavaco Silva face "ao que diz a lei". "Não faz sentido os médicos que contrariam a prática irem aconselhar as mulheres. O Presidente da República entende que assim deve ser mas entende mal", afirmou Fazenda. "Os Verdes" consideraram "excessivas" as recomendações do Presidente da República, e que "denotam uma clara tendência para que a mulher possa ser aconselhada a enveredar por outras alternativas que não a do aborto".
Só hoje escrevo, porque só hoje pude reabrir deste precioso blog. Antes apeteceu-me desabafar noutro contexto. Não o fiz, também por pudor: achava que onde a hipocrisia é tão espectacular - desde o Presidente da República aos dirigentes partidários - quem tem um mínimo de decência faria melhor calar-se. Vocês fazem-me ser menso radical. Continuem... Agora, queria só acrescentar que, por altura da promulgação desta lei, recordei, num misto de tristeza e conforto, aquele Chefe de Estado, que por acaso até era rei, que para não promulgar a lei sobre o aborto - muito menos iníqua do que a portuguesa - abdicou do trono... Por algum tempo, como prevê a cosntituição democrática desse país, mas abdicou... antes que manchar a consciência... Nem tudo é cobardia neste nosso mundo de progressismo ao avesso. AP
"Mother and child" autor: Liliana F. Verde | data: 13:16
Quem ousa separá-los?
Bem.., até ao referendo sobre o aborto também pensava isso : Uma mãe ama um filho. Depois da vitória do sim ao aborto comecei a pensar de forma diferente. A verdade é que ao longo da história os pais praticaram infanticidio. Muitas sociedades praticaram-no ( e praticam-no). Muitas mães abandonavam os filhos para morrer. E hà muitas mães que -de facto - não amam os filhos. Maltratam-nos, abandonam-nos..,etc. Na india,por exemplo, as mães mergulhavam as filhas indesejadas em leite, afogando-as. (Hoje abortam quando podem).
O facto de tantas mulheres acreditarem que os pais têm direito de matar os filhos fez-me olhar de novo para o amor de mãe que até essa altura eu considerava ser realidade inquestionável. E bingo. Descubro que em muitas sociedades humanas se praticava ou pratica o infanticidio. A aceitação do aborto não acontece pois por acaso. O universal amor materno é um mito. A verdade é que incontável número de novos seres são mortos plas mães
Que amiguinha... autor: Liliana F. Verde | data: 17:04
Que Rebecca Gomperts, das Woman on waves, não se incomode absolutamente nada com o aborto, já eu sabia. Mas que ela se incomode com o facto das mulheres serem aconselhadas e terem tempo para "repensar" o mesmo, essa é nova para mim.
Leio (deslumbradíssima!!), na Visão (8 de Março de 2007):
Lamento que a proposta de lei preveja um período de reflexão de três dias, algo que a Organização Mundial da Saúde desaconselha e que, pessoalmente, me parece discriminatório. É um desrespeito assumir que a mulher que solicita uma IVG não reflectiu já sobre a sua decisão. (Rebecca Gomperts)
Por muito que tente entender, não consigo! É o mesmo que dizer "Façam, se se arrepederem, azar o vosso.". Que amiguinha que ela é.
O negócio fresquinho... e lucrativo autor: Liliana F. Verde | data: 10:27
As clínicas de aborto não esperaram pela demora.
Agora, até já fazem questão de, na sua publicidade de jornal, indicar que estão "Em Portugal".
É o negócio... fresquinho e bem lucrativo!E vamos nós pagá-lo. Mas o que é que isso interessa? A grande parte da população portuguesa vive bem, tem educação, justiça e saúde garantida, etc., etc., e tal...
Lutar pelo que ainda é possível III autor: Liliana F. Verde | data: 18:49
Vários deputados estão já a mobilizar-se para remeter ao Tribunal Constitucional o pedido de fiscalização da lei do aborto.
A partir de hoje, Cavaco Silva tem dez dias para promulgar - ou vetar, tal como a Constituição lhe permite - a lei do aborto.
Ver notícia aqui.
Lutar pelo que ainda é possível II autor: Liliana F. Verde | data: 10:50
Defensores do 'não' entregaram manifesto em Belém
Os defensores do 'não' à despenalização do aborto entregaram hoje um manifesto pedindo ao Presidente da República, Cavaco Silva, o veto da lei do aborto aprovada «ilegitimamente» pelo Parlamento
Ver notícia aqui.
Continuamos (sempre) empenhados/as autor: Liliana F. Verde | data: 16:08
Lutar pelo que ainda é possível fazer autor: Liliana F. Verde | data: 16:03 Os movimentos anti-aborto vão formar um cordão humano no sábado à tarde nos jardins em frente ao Palácio de Belém contra «a mentira» da lei do aborto, aprovada na sequência do referendo que deu vitória ao sim.
O Presidente da República recebeu, nos últimos dias, segundo a Rádio Renascença, representantes de vários movimentos que apelaram ao voto no referendo, tanto pelo 'Não', como pelo 'Sim'.
Já a preverem que a decisão do PR não passaria pelo envio para o TC, os momentos que defenderam o 'Não' marcaram para amanhã uma manifestação em frente à residência oficial de Cavaco.
Intitulada «Caminhada pela Vida», a manifestação decorre frente ao Palácio de Belém, a partir das 15h e o objectivo é apelar a Cavaco que vete a lei aprovada no Parlamento.
(Ver notícia aqui.) Há esperança??? autor: Liliana F. Verde | data: 15:40
Termina hoje prazo para enviar lei do aborto para o TC
O prazo para o Presidente da República decidir se pede a fiscalização da lei do aborto ao Tribunal Constitucional (TC) termina hoje, sem que Cavaco Silva tenha dado qualquer sinal sobre a sua decisão.
(...)
Três dias após o referendo, o Presidente da República apelou a "soluções de bom senso, equilibradas e ponderadas" para a nova lei do aborto e prometeu analisar o diploma "com toda a ponderação".
No dia seguinte, Cavaco Silva aconselhou o Parlamento a analisar as "boas práticas" existentes nos países desenvolvidos da União Europeia.
Se Cavaco Silva enviar a lei para o tribunal, poderá ser já o TC com os novos seis juízes, eleitos quinta-feira no Parlamento, a julgar o pedido fiscalização da constitucionalidade do diploma.
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De acordo com os prazos constitucionais, Cavaco Silva tem agora mais 12 dias - até 11 de Abril - para decidir se veta ou promulga a lei, aprovada na sequência do referendo de 11 de Fevereiro, em que venceu o «sim».
(Ver notícias aqui1, aqui2, aqui3, aqui4, aqui5, aqui6.) 25 de Março - Dia do Nascituro autor: Liliana F. Verde | data: 14:58
Ia chamar-se Rita e ia nascer no dia 27 de Setembro de 2007. Ia ser uma menina tão igual e tão diferente quanto as outras meninas. Ia nascer no Porto e a mãe dela, a Filipa, ia tê-la aos 24 anos, em situações económicas e familiares difíceis. Ia ter brinquedos oferecidos pelos amigos nos aniversários. Ia ler todos os livros do Harry Potter, comprar os filmes e as cadernetas de cromos. Ia ter dois gatos pardos, a Chica e o Contente. Ia adoptar um cão rafeiro na Feira de Animais. Ia estudar na escola pública. Ia vestir-se de Chinesa, no Carnaval. Ia vestir o vestido decotado, na festa de finalistas. Ia apaixonar-se muitas vezes, namorar algumas. Ia amar o homem com que se ia casar. Ia abraçar a melhor amiga num momento de aflição. Ia adorar fazer compras. Ia ao Rock in Rio. Ia votar. Ia tirar a carta de mota só para ir praia no Verão. Ia protestar por ganhar menos no emprego que os outros. Ia estudar à noite e arrepender-se por não ter estudado quando era nova. Ia licenciar-se aos 35 anos e fazer o mestrado aos 38. Ia ser de “nariz empinado” e uma lutadora. Ia ser uma mulher das duras. Ia ter gémeos. Ia ser avó e estragar os netos com mimos, como todas as avós. Ia chorar. Ia sofrer. Ia sorrir. Ia sonhar. Ia ser mulher, uma mulher do século XXI.
A Rita ia nascer e ser uma pessoa como as outras. Ia, mas não foi, porque outros, que nasceram antes dela, negaram-lhe a vida...
"Por opção"? autor: Liliana F. Verde | data: 21:22
O debate sobre o aborto foi, recentemente, um espinho no concurso "Miss Jamaica", cujas regras impedem as concorrentes de participar estando grávidas, sendo que Sara Lawrence recusou fazer um aborto:
Ainda recentemente uma jovem de 13 anos foi obrigada a abortar, em itália. Jovem sofre aborto forçado na itália
Turin, Italia, 19 de Fevereiro.
Um juiz italiano ordenou que uma jovem de 13 anos fosse obrigada a abortar não obstante a grávida ter implorado para que pudesse manter a gravidez , noticiou a agência La Stampa.
A Jovem com o nome de Valentina havia engravidado do seu namorado de 15 anos . Os Pais da jovem obrigaram-na a abortar afirmando que ela arruinaria a sua vida se levasse para a frente a gravidez.
" Não podes ficar com este filho...tens de abortar...O Pai não precisa de saber " , afirmou a mãe de Valentina à filha.
A Mãe afirmou não ter dinheiro para sustentar um neto.
Não obstante as tentativas de valentina para convencer os pais de que queria o filho estes foram para um tribunal de menores .
O Juiz Judge Giuseppe Cocilovo decidiu que o bébé seria abortado.
Maria, nome fictício, tinha 28 anos quando engravidou. Estava a trabalhar há meio ano como secretária numa empresa com sede em Espanha. Decidiu esconder a gravidez até conseguir. «Sabia que assim que descobrissem que estava grávida, ia ser despedida», conta ao PortugalDiário.
Conseguiu esconder a barriga que crescia de dia para dia até aos seis meses de gestação. «Tinha de usar uma farda e, a certa altura, já não conseguia fechar a saia. Tinha de contar, já não dava para esconder mais», lembra.
«Disseram-me logo que ia para a rua. Pedi para continuar a trabalhar, argumentei que a gravidez não era impedimento e que queria continuar a exercer as minhas funções». Mas as chefias estavam surdas a argumentos. «Não me esqueço da resposta deles: "Não queremos problemas com grávidas. Tem de se ir embora"».
Maria foi afastada do seu emprego de secretária com sete meses e meio de gravidez. Trabalhou até ao dia do parto, «com um amigo que me estendeu a mão».
Esse argumento do direito de opção é mais um argumento sem sentido que se destinou a justificar aquilo que se desejava que era poder abortar à vontade, às custas do contribuinte.
Nascer em Portugal é difícil... autor: Liliana F. Verde | data: 14:18
Uma criança nasceu hoje, cerca das 7:00, numa ambulância dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (BVFF), ao quilómetro 22 da auto-estrada A14, o segundo nascimento naquelas circunstâncias em 15 dias, disse fonte da corporação.
A 8 de Março, uma menina nasceu de parto normal naquela via, também a bordo de uma ambulância dos BVFF, naquele que foi o primeiro nascimento a caminho de uma unidade hospitalar de Coimbra, após o encerramento, no início de Novembro, do bloco de partos do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF).
E com a lei do aborto quem nasce em ambulância é um privilegiado. Muitos acabarão na Clinica dos Arcos.
comentário de Anônimo em 23/05/2007 21:45:00
Uma menina nasceu numa ambulância estacionada na A14, quando a mãe era transportada da Figueira da Foz para uma maternidade de Coimbra. É o quinto caso de um bebé nascido num contexto extra-hospitalar desde que encerrou o bloco de partos figueirense, há menos de sete meses.
Segundo teorias dominantes a venda de fetos não deveria ser considerada tráfico. A mulher é dona do corpo. (Afirma-se) Assim sendo um cidadão deve ser livre de vender aquilo de que é dono. Ou não?
Sendo o feto parte do corpo da mãe esta deveria poder vendê-lo.
Esta é a conclusão lógica da afirmação que postula que a mulher é dona do corpo e o feto parte do corpo da mulher.
Projecto de Lei chega a Belém autor: Liliana F. Verde | data: 22:55
«A confirmar-se, o Presidente da República, Cavaco Silva, terá oito dias para enviar o diploma para o Tribunal Constitucional, se tiver dúvidas sobre a sua constitucionalidade, e 20 dias para promulgar ou não o documento.» (Notícias para ler aqui e aqui.)
Estou muito curioso e um pouco esperançoso de que por sua influência ainda possa ser modificada a lei, no aspecto de um verdadeiro aconselhamento às mulheres. Abraço
O "fantasma das prisões" autor: Liliana F. Verde | data: 21:18
Esta notícia, para ver aqui, é interessante de se ler. Parece, de facto, que "o fantasma das prisões foi mais uma mentira eleitoral”... Entenda cada um como quiser...
O começo da não-vida autor: P.A. | data: 09:32
Não tenho andando por aqui. Quero dizer: tenho andado, mas não tenho escrito. E tenho visto as figuras que se continuam a fazer um pouco por aí e lido algumas enormidades um pouco por toda a comunicação social. Até já vi desenhos de mulheres a fazer manguitos em dias internacionais das mulheres. Hoje remeti-me por aqui para escrever como acordei. Para escrever o que vi quando acordei. Vi naquele às vezes maravilhoso ecrã quatro por cinco uma espécie de revista de imprensa que notícias de crianças vítimas de maus tratos, algumas delas com consequências irreversíveis. Há quem diga: por causa de pais assim, é que sou pelo aborto! Eu atrevo-me a dizer: por causa do aborto, é que há pais assim! A possibilidade da eliminação da vida intra-uterina será sempre o primeiro passo para a possibilidade da eliminação da vida extra-uterina. Quanto à eliminação da consciência social, essa já é um facto.
esse argumento é muito usado. Diz-se : " Hà que exercer paternidade consciente. Dê-se poder de os pais de eles liquidarem os fetos ". Esta é uma lógica invertida. O facto de dever existir maternidade consciente não justifica morte dos filhos. Se a mesma lógica fosse utilizada poderia dizer-se. "O patrão deve ter boa relação com os trabalhadores. Como nem todos os patrões conseguem ter bom relacionamento com trabalhadores o patrão deve ter direito a executar trabalhador com quem tenha más relações ".
Equivocado!!! autor: Liliana F. Verde | data: 22:03
O primeiro ministro disse que a nova lei, a do aborto, vai defender melhor a vida. É para rir ou para chorar?
Ele disse que portugal está em melhores condiçõies de defender a vida. Como as clinicas de abortos estão para abrir tem que se concluir que país que se abra às clinicas de abortos está em melhores condições para defender a vida. por este caminho a directora da clinica dos arcos ainda recebe medalha do Governo pelos altos serviços prestados em defesa dos direitos da mulher.
O que hà a fazer é guardar essas pérolas de Filosofia Socrática e daqui a uns anitos com as estatisticas da evolução do aborto em portugal, recordar as brilhantes tiradas do engenheiro.
«Há batalhas que valem uma vida», declarou Sócrates , recebendo de novo prolongadas palmas da plateia de mulheres socialistas.
As mulheres socialistas batem palmas nem sequer entendo que a nivel as primeiras vitimas do aborto são as mulheres porque são estas as mais abortadas.
Na India aborta-se em função do sexo do Feto. Se é mulher é para abortar.
as socialistas, entusiasmadas, batem palmas a um suposto direito que impede milhões de mulheres de nascer, no subcontinente indiano.
Que hà a dizer perante isto ? É que as mulheres socialistas andam demasiado atarefadas para pensar.
Como às mulheres é dado o direito a abortar..., as socialistas acham a coisa muito boa.
Nem lhes ocorre ao espirito que para a mulher em geral , o aborto é calamidade.
Essas são preocupações metafisicas para mulheres cujos horizontes são bem mais reduzidos.
A frase " hà batalhas que valem uma vida " , é frase a guardar.
Quando os numeros do aborto começarem a disparar ( como aconteceu em Espanha ) será bom recordar essa fase de Socrates.
" Hà batalhas que valem uma vida ".
( Ou será que alguns batalham para que se destruam muitas vidas ? )
A clínica espanhola dos Arcos, que se dedica à interrupção voluntária da gravidez (IVG), abre em Março uma unidade no centro de Lisboa, próximo da Avenida da Liberdade, disse hoje à agência Lusa a directora da clínica.
Yolanda Hernandez Dominguez explicou que a clínica «está na última fase de construção», em simultâneo com a instalação do equipamento.
«É uma clínica com profissionais portugueses para mulheres portuguesas», garantiu Yolanda Dominguez, escusando- se a especificar, de momento, o local concreto em Lisboa onde a unidade espanhola vai abrir portas.
Nas clínicas dos Arcos, em Badajoz e Mérida (Espanha), foram atendidas no último ano cerca de quatro mil mulheres portuguesas.
Diário Digital / Lusa
12-02-2007 10:21:08
Aborto: Nova lei permite defender melhor a vida, diz Sócrates
O secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou hoje que a aprovação da nova lei do aborto, quinta-feira, no Parlamento, permitirá agora a Portugal defender melhor a vida e acabar com a «indignidade» do aborto clandestino.
A intervenção de José Sócrates foi feita no final de uma sessão promovida pelo Departamento das Mulheres Socialista, na sede nacional do PS, que assinalou o Dia Internacional da Mulher. Perante uma plateia com dezenas de mulheres, Sócrates recebeu palmas quando afirmou que o PS se «reencontrou com a sua história» quando aprovou no ano passado a lei da paridade na Assembleia da República (cuja primeira versão foi vetada pelo Presidente da República, Cavaco Silva) e na quinta-feira a nova lei do aborto.
/......../
«Agora, estamos em melhores condições para defender a vida, mas também para lutar contra a indignidade do aborto clandestino», declarou, antes de se comprometer em «manter as políticas da igualdade» com temas centrais do PS e do Governo nos próximos dois anos.
Cada vez mais tenho a sensação que se lhe dessem oportunidade, Sócrates ficaria agarradinho ao poder durante muitos e maus anos...
Nova lei aprovada autor: Liliana F. Verde | data: 05:22 A nova lei do aborto, que despenaliza as interrupções da gravidez realizadas por opção da mulher nas primeiras dez semanas, foi aprovada esta quinta-feira em votação final global pelo PS, PCP, BE, Verdes e 21 deputados do PSD.
Ana Manso, Pedro Duarte, Miguel Relvas, José Eduardo Martins, Sérgio Vieira, Agostinho Branquinho, Mendes Bota, José Raul dos Santos, Pedro Pinto e Emídio Guerreiro votaram a favor do projecto de lei do PS, PCP, BE e Verdes.
Três deputados do PSD, incluindo Luís Campos Ferreira e José Matos Correia, foram os únicos a abster-se.
A maioria do PSD, incluindo o líder parlamentar, Marques Guedes, e o ex-presidente do partido Pedro Santana Lopes, votou contra o diploma.
O mesmo fizeram o CDS-PP e as três deputadas independentes da bancada socialista Teresa Venda, Maria do Rosário Carneiro e Matilde Sousa Franco. O presidente do PSD, Marques Mendes, estava ausente por se encontrar numa reunião do Partido Popular Europeu (PPE), em Bruxelas, e a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro preferiu sair do plenário e não participar na votação.
O projecto de lei conjunto do PS e da oposição de esquerda despenaliza o aborto realizado por opção da mulher nas primeiras dez semanas de gravidez, mudando uma lei que tem 23 anos, na sequência do referendo de 11 de Fevereiro.
A mulher será obrigada a um «período de reflexão não inferior a três dias» após uma «primeira consulta» em que lhe será informação sobre as condições de realização do aborto, as suas consequências e os apoios do Estado à prossecução da gravidez.
Este último ponto foi adoptado do projecto alternativo apresentado pelo PSD e obteve os votos favoráveis do PS, PCP, BE, Verdes e de 16 deputados sociais-democratas, entre os quais Ana Manso, Pedro Duarte e José Eduardo Martins.
A nova lei obrigará ainda os estabelecimentos de saúde a disponibilizar à mulher que deseje interromper a gravidez acompanhamento psicológico e por assistente social.
As propostas alternativas tanto do PSD como do CDS-PP foram chumbadas pelo PS, PCP, BE e Verdes.
Após receber o diploma, o Presidente da República, Cavaco Silva, terá 20 dias para vetar ou promulgar a nova lei do aborto.
Caso decida enviar o diploma para o Tribunal Constitucional, Cavaco Silva terá de o fazer num prazo de oito dias desde a recepção do projecto para o mandar para o Tribunal Constitucional, tendo 20 dias para decidir se promulga ou veta o projecto após receber o acórdão do TC para decidir.
Notícia da Diário Digital / Lusa (aqui) 08-03-2007
Obrigada! Eu tenho andado à procura do novo projecto de lei e ainda não o tinha encontrado.
"dia inter-NACIONAL da mulher" autor: Alx | data: 22:19
Tenho andado sem tempo para ter tempo para escrever, com tempo, alguma coisa sobre os acontecimentos desde o Referendo... De qualquer modo, e não sei se foi de propósito, é-me estranho neste "dia internacional da mulher" saber que uma lei foi aprovada no parlamento português... E, no entanto, eu sei, que esta coisa de estender os direitos sexuais e reprodutivos até à liberalização do aborto, é entendido como uma vitória das mulheres, mesmo que seja uma derrota para este pedaço de Humanidade que Portugal é...
É um contrasenso afirmar-se que o direito ao aborto é um direito da mulher. Senão vejamos :
Na india são abortadas milhões de mulheres só por serem do sexo feminino.
" India é um dos paises onde se pratica o aborto baseado no sexo do feto.
A amniosintese foi introduzida em 1974 para determinar defeitos no feto mas esta tecnica tornou-se imediatamente popular. Seguiu-se uma onda de abortos com base no sexo do feto ". /........../
Dahlburg refere que de acordo com estudo médico universitário " em Jaipur Capital do Estado de Rajasthan a determinação do sexo do feto resulta em que sejam abortadas anualmente 3 500 fetos femininos ".
( fim citação)
(Tradução livre. Veja texto original abaixo).
Grande direito das mulheres que impede as mulheres de nascer.
Segundo a lógica dos defensores do direito ao aborto as mulheres que abortam impedindo outras mulheres de nascer só estão a exercer o seu direito de escolha.
Aldeias da india existem onde hà só homens.
É um paradoxo afirmar que é direito da mulher impedir que outras mulheres nasçam-
As maiores vitimas desse direito das mulheres são as proprias mulheres.
India is also the heartland of sex-selective abortion. Amniocentesis was introduced in 1974 "to ascertain birth defects in a sample population," but "was quickly appropriated by medical entrepreneurs. A spate of sex-selective abortions followed." (Karlekar, "The girl child in India.")
/......./
Dahlburg notes that "In Jaipur, capital of the western state of Rajasthan, prenatal sex determination tests result in an estimated 3,500 abortions of female fetuses annually," according to a medical-college study. (Dahlburg, "Where killing baby girls 'is no big sin'.")
Os defensores do direito ao aborto não têm ainda consciência de que os direitos de uns acabam onde começam os direitos do outros. O defensor do direito ao aborto julga-se com direito a tudo , incluindo o direito de tirar a vida a outro.
Pensar dessa forma é não ter consciência de que os nossos direitos acabam onde começa a liberdade do outro.
Todos têm direito à vida e portanto é um contrasenso afirmar-se que uns têm liberdade de tirar a vida a outros. Isto é òbvio.
Os defensores do aborto porém são incapazes de entender que os outros têm os mesmos direitos que eles e assim julgam-se com direito a tirar a vida a outros seres humanos mas òbviamente negam que outros seres humanos possam ter o direito de lhes tirar a vida a eles.
Que direitos para os "sem-direitos"? autor: Liliana F. Verde | data: 23:08 Que direitos para os "sem-direitos"? para ler aqui.
Uma lei sem consenso e de promessas ausentes autor: Liliana F. Verde | data: 15:25
Os artigos da nova lei do aborto foram aprovados, hoje, pelo PS e pela oposição de esquerda. As propostas apresentadas pelas três deputadas independentes da bancada socialista, Maria do Rosário Carneiro, Teresa Venda e Matilde Sousa Franco, assim como as dos outros partidos que propunham outras medidas foram chumbadas. (Ver notícia aqui.)
José Sócrates, após a vitória do "sim", no referendo, afirmou que Portugal seguiria «as melhores práticas» europeias (ver também aqui), no que se refere às práticas de aborto dos países em que este é legal. O primeiro ministro referiu ainda que a decisão da mulher não podia ser fruto do desespero, pressupondo-se, assim, uma lei que antes do aborto, equacionasse todas as outras alternativas, entre elas que obrigasse a ponderação e ao oferecimento de alternativas à prática daquele.
De facto nem percebo as razões daqueles que se dizem enganados. No referendo tudo foi claro. A mulher deve ter poder de decidir sobre a vida do feto, ou não ? Era essa a questão. Agora Luis Campos vir afirmar que " não foi por este sim que lutou " não me parece posição que faça sentido. Antes do referendo as posições estavam claras . uns defendiam o direito à vida do feto. Outros defendiam o direito da mulher poder optar. Não hà optar sob determinadas condições. Ou se tem poder de opção ou não. O falar-se da legislação alemã era cortina de fumo para enganar os tolos.
Quanto à posição de Ana Manso.., acho-a inacreditável.
"Eu não quero o aborto livre, não foi por isso que eu lutei, por isso não podem agora de maneira nenhuma consagrar isso na lei, é a negação da campanha ", protestou, antes, a social-democrata Ana Manso.
(fim citação). Eu não desejava o aborto livre- por isso votei não. Se a tal Ana Manso votou sim mas afinal não queria o aborto o problema é dela. Essa atitude é que revela - desculpem-me a franqueza- falta de inteligência. Eu não me sinto enganado. Num dos textos em que defendia o sim , afirmava-se. "4) Porque o direito à maternidade consciente e à saude reprodutiva são direitos fundamentais.". O direito à saúde reprodutiva é direito fundamental, afirmava-se. Se se fôr àwikipedia e se vir o que é saúde reprodutiva este termo significa entre outros o direito ao aborto livre. Assim sendo quem defende o direito à saude reprodutiva defende o direito ao aborto. Quem pensava o contrário é porque andava distraido ou se deixou enganar. As confissões de deputados social democratas só provam que os defensores do não tinham razão e quem faz essas queixas estava enganado.
Mas essas confissões de que afinal foram enganados não abonam muito em relação à perspicácia de tão argutos deputados da Nação.
Jorge Neto, que foi um dos mandatários do movimento Voto Sim e participou nos tempos de antena pela despenalização, acusa os socialistas de "falta de elevação e de classe", desabafando: "Em política não pode valer tudo!" Um desapontamento partilhado pela deputada Ana Manso, sua colega de partido que também andou em campanha pelo "sim": "Fizemos uma caminhada juntos. Era natural que no processos legislativo também tivéssemos sido ouvidos pelo PS." DN
Definição de Idiota Ùtil da Wikipedia.
Em Jargão politico o termo idiota util foi usado para descrever simpatizantes ocidentais da união soviética e a atitude deste país em relação a eles.
A implicação da expressão é a de que o idiota ùtil é um ingénuo , com falta de senso, inteligência (foolish ) que é cinicamente usado pela união soviética ou outro estado comunista.
Hoje em dia o termo é usado de forma mais abrangente para caracterizar quem é manipulado por um movimento politico , um grupo terrorista ~seja qual fôr a sua ideologia.
O que eu penso em relação às posições de Ana Manso e outros que agora vêm dizer que não foi para esta lei que lutaram: lágrimas de crocodilo.
Na pergunta estava escrito "opção da mulher"...
A contra-corrente autor: Liliana F. Verde | data: 15:22
Nos países onde o aborto foi legalizado, as estatísticas comprovam o crescente número daquela prática.
O descréscimo do número de nascimentos, em que o aborto não deixa de ter um impacto significativo, os Governos, com o intuito de compensar o desequilíbrio demográfico, garantindo a sustentabilidade social, começam a aplicar novas políticas de incentivo à natalidade. É já por demais conhecido, na Alemanha, o pagamento de 25 mil euros pelo nascimento de um filho a cada mulher grávida. (Ver outras notícias relacionadas aqui1, aqui2, aqui3, aqui4 e aqui5.)
Outras medidas de combate ao aborto têm-se implementado como uma contra-corrente dos crescentes números desta prática.
Infelizmente somos um país demissionário e facilitista pois é muito mais fácil mandar abortar do que criar uma solução real, estruturada para os problemas do aborto e do envelhecimento da população.
Se alguém quisesse em consciência resolver estes dois problemas veria que a solução é a mesma, isto é o incentivo da natalidade através da criação de condições que propiciem a mesma.
Posso dizer que tenho um filho de 16 meses e nunca me passou pela cabeça não ter pelo menos mais um. No entanto, a falta de Condições que o governo apresenta é de tal forma gritante que sei que vou ter de esperar mais tempo para ter o 2º pois a educação de um filho encareceu imenso nos 2 últimos anos... e acho que ainda não vai parar por aqui. Fico muito angustiada por sentir que são meras condições sociais e financeiras que ditam quando é que podemos ter filhos.
PS - Só a título de curiosidade: recebo 10 € de abono de família e tenho sorte porque ainda recebo pois qualquer dia ainda me dizem que tenho de pagar
A propósito do abono de família: o valor do abono é tão irrisório que a minha mãe não deu conta que não recebeu, durante 9 anos, o abono da minha irmã. O erro, pelos vistos, tinha sido dos Serviços Sociais. Alguma vez recebeu os valores referentes a esses 9 anos? Era uma piada... Claro que não!
Uma vida dura autor: Liliana F. Verde | data: 12:52
Sempre que penso na facilidade com que se fala do aborto e do mesmo que pode levar uma mulher a fazê-lo, sem que se meçam as consequências posteriores, lembro-me de um caso verídico que me contaram.
Uma rapariga, tendo engravidado, e pensando que essa seria a sua melhor solução, abortou. Depois do aborto, a sua vida tornou-se um pesadelo, pois, todos os anos, sempre que chega aquela que seria a data de aniversário do seu filho, entra em depressão.
Um dia destes ao pensar nesse caso, que pode muito bem ser um caso igual ao de tantas mulheres, fez-me lembrar a música do Eric Clapton, Tears in Heaven, composta aquando da morte do seu filho.
... e fico a pensar na falta que um filho pode fazer...
Num debate do Sociedade Civil, a Alexandra Teté disse que o aborto é virar uma mãe contra o filho.
Reportando-me à mulher de que em cima falei, penso como o aborto consegue ser mais do que desumano, ele é bárbaro, pois não salva ninguém do sofrimento profundo...)
A publicidade ao negócio autor: Liliana F. Verde | data: 20:59
O aborto é um negócio, por sinal, bastante lucrativo.
Nas leis do marketing, o negócio sustenta-se com publicidade. É também o que as clínicas de aborto fazem, publicidade ao seu negócio.
Em 2004, a Associação Vida Universitária lançou uma abaixo-assinado para que desaparecesse a publicidade referente a clínicas de aborto, i.e., à Clínica dos Arcos e à Clínica El Bosque, nos jornais Correio da Manhã e Público, escrevendo, depois da renovação de publicidade do mesmo género, ao 24 Horas, para que a mesma não fosse divulgada. Em Espanha, como em Portugal, a publicidade ao aborto era/é feita como "tratamento voluntário da gravidez". A gravidez é uma doença? Desde quando?
De facto, este tipo de publicidade esteve sempre presente nos jornais. As clínicas de aborto espanholas, Clínica Dator, Clínica El Bosque e a Clínica dos Arcospublicitaram sempre o seu "tratamento voluntário da gravidez". Esta última, antes do resultado do referendo, tencionava mesmo instalar-se em Portugal (ver aqui e aqui).
Até hoje, 2 de Março, a publicidade aparece nos jornais e a nova lei ainda não foi aprovada... A publicidade vai desaparecer? Cá para mim, vai é aparecer em força. As leis do negócio...
É provável que na internet exista um website, também.
Vamos ajudar! autor: Liliana F. Verde | data: 17:48
Há muitas maneiras de lutar pela vida. Às vezes, uma palavra de apreço é o bastante. Por isso, correspondendo a um pedido que nos foi feito, e a uma cadeia de ajuda que se vai gerando pela via blogosférica, aqui fica um apelo à sua ajuda, pelas palavras de apoio que podem ser dadas a quem precisa delas.
Amigos da blogosfera: temos um amigo nosso a quem nasceu um filhote apressado. Este filhote, o Rodrigo, a quem também tratamos carinhosamente por Sazinho, nasceu no dia 3 de Fevereiro e está, neste momento, na neonatologia a ganhar peso e forças para poder ir para casa com os pais.
Convidamo-vos a deixar uma mensagem de incentivo à Mãe Anabela, ao Pai Sá e ao Sazinho, para que os três saibam que estamos todos a torcer por eles.
Não sei se teremos isto já que o nosso país é mais conservador. Assim sendo onde se arranjam as jovens para fazer os clipes? Por outras palavras : As pessoas ir-se-ão arrepender de fazer abortos. Já hoje se arrependem. Não terão é coragem de dar a cara nem o movimento anti aborto fará videos contra o aborto.
O aborto será praticado..,as pessoas até se arrependem de ter abortado.., mas fica tudo abafado.
Que educação para a sexualidade? autor: Liliana F. Verde | data: 19:38
Dois dos muitos assuntos discutidos em torno da I.V.G./aborto, em tempo de campanha, foram o do Planeamento Familiar e da Educação Sexual, sem dúvida, duas de muitas políticas merecedoras de atenção e investimento, muito mais agora que o aborto até às 10 semanas é livre.
Tanto Planeamento Familiar, como Educação Sexual são uma sombra do que, de facto, deveriam ser. Importa, pois, que, para além das muitas controvérsias que vão gerando, se encontrem pontos de consenso forte e medidas de actuação a curto e a longo prazo.
Das duas políticas, no meu entender, a pior tratada tem sido a da Educação Sexual, cujas acções desenvolvidas têm sido dispersas e pontuais. Procurando pensá-la, colocam-se-me, então, algumas questões: Deverá ou não existir uma disciplina de Educação Sexual nas escolas? Como?
Aqui ficam alguns pontos de reflexão pessoal sobre o assunto, que cada um julgará por si. O debate fica aberto.
Sem dúvida que deve e tem de haver, na escola, uma disciplina de Educação Sexual. Gostaria de salientar, contudo, que, não raras vezes, quando se fala de Educação Sexual, se reduz a sexualidade à sua perspectiva anatómica, prevenção de doenças e contracepção. Assim, preferindo a denominação Educação para a Sexualidade e Afectividade, defendo que a abordagem da mesma seja realizada numa perspectiva transversal, ampla e construtiva, envolvendo a participação e cruzamento de vários saberes, entre eles os da Saúde, da Psicologia, do Desenvolvimento, da Filosofia, da Ética e das Relações Humanas, dado que a sexualidade envolve o desenvolvimento corporal, psicológico, afectivo e moral da pessoa ao longo dos anos, num contexto social e familiar (eventualmente religioso muito próprio). Enfim, a Educação para a Sexualidade e Afectividade, a existir nas escolas, como defendo, deverá integrar a formação humana, pessoal e social, numa dinâmica plural. Quero com isto dizer que acho insuficiente e reducionista uma disciplina de Educação para a Saúde (onde, entre várias temáticas, são abordadas a educação sexual), e muito pior, a sua abordagem em disciplinas como a da área de Projecto ou Estudo Acompanhado, votando a sexualidade a tema de conversa esporádico e até pouco planeado.
Um projecto como o acima citado parece ambicioso? Talvez, mas mais do que nunca, sob pena de lançar a sexualidade para a sua dimensão fisiológica e biológica, ele é necessário.
Creio que educar para a sexualidade não passa somente por informar, mas por formar. Educar para a sexualidade não pode ser só e exclusivamente falar da prevenção de doenças e da gravidez, e da contracepção. Educar para a sexualidade também não é facultar indiscriminadamente preservativos nas escolas (vejamos o caso inglês em que uma política deste género levou a um retrocesso nesta matéria), liberalizar as relações sexuais ou apelar ao hedonismo. Uma boa Educação para a Sexualidade e para a Afectividade é um processo que atenderá ao desenvolvimento sexual da pessoa em diferentes idades e estádios de desenvolvimento físico e psíquico, e isto deverá ter em conta a educação sexual desde a Pré-Primária até ao Ensino Secundário.
Se a problemática tem sido posta nos moldes que descrevi, ela deve ainda ser pensada conjuntamente com todos os agentes educativos, entre eles a família (pais). Pelos seus direitos e deveres na educação das crianças/adolescentes, uma correcta política de educação sexual não pode eliminá-la, relegando-a a um papel dispensável. Numa sociedade em que o sexo é explícito, em que a informação pode ser adquirida nas mais variadas fontes, fiáveis ou não, é importantíssimo que todos os agentes educativos estejam despertos e preparados para educar para a sexualidade, sendo necessária, assim, formação e esclarecimento em Escola de Pais, procurando que se quebre a barreira entre pais e filhos no diálogo sobre a sexualidade.
Antes de mais peço desculpa pela ausênca de comentários. Tenho visitado regularmente o nosso blog, mas as obrigações maternas e profissionais têm-me privado da intervenção. Contudo, não podia deixar de tecer um comentário partilhando a mesma preocupação em relação à Educação Sexual. Confesso que não estou muito inteirada do momento em que se encontram as negociações, mas parece-me que a prioridade deveria estar na formação dos responsáveis pela disciplina. Bem sabemos que o sucesso da assimilação ou não do conteúdo está na forma como ele é transmitido. E infelizmente vivemos numa sociedade que tem dificuldade em relacionar-se com o corpo como um todo, na sua dimensão fisiológica e na sua dimensão "humana", para tentar usar um termo neutro. Só quem assume plenamente a sua sexualidade será capaz de falar sobre o tema com terceiros. É que só nesse momento se distanciará da sua experiência biográfica, algo que tanto transtorna alguns professores que conheço. N.B.: Assumir plenamente a sexualidade não quer necessariamente dizer casado...
Reparo agora na ambiguidade do meu N.B., pois é preciso também esclarecer que "assumir plenamente a sexualidade" não é sinónimo de ter prática de relações sexuais. Assim sendo, um celibatário pode ser um óptimo pedagogo se a relação com o seu corpo for harmoniosa. Para ser sincera, acho que a Educação Sexual devia ser não só dirigida aos jovens, mas também à grande massa de adultos que cresceu com o estigma do pecado associado ao sexo e ao prazer. Tenho a forte convicção que boa parte das depressões encontrariam o fim.
I only ask of God autor: Liliana F. Verde | data: 18:14
Não me recordo, nem da última vez que rezei, nem da última vez que fui a uma missa (terá sido no Natal?)... Hoje, em Quaresma, ainda de "rescaldo", que esta seja a minha oração para o Mundo.Pela Vida de cada Ser Humano.
Só peço a Deus Que não me deixe indiferente ao sofrimento Que o deserto da morte não me encontre Vazio e sem ter dado tudo o que tinha
Só peço a Deus Que não me deixe indiferente às guerras É um grande monstro que esmaga A pobreza e a inocência das pessoas É um grande monstro que esmaga A pobreza e a inocência das pessoas
People...people, people
Só peço a Deus Que não me deixe indiferente à injustiça Que não me batam na outra face Depois de uma garra ter rasgado todo o meu corpo
Só peço a Deus Que não me deixe indiferente às guerras É um grande monstro que esmaga A pobreza e a inocência das pessoas É um grande monstro que esmaga A pobreza e a inocência das pessoas
People...people, people
Solo le pido a Dios Que la guerra no me sea indiferente Es un monstro grande y pisa fuerte Toda la pobre inocencia de la gente Es un monstro grande y pisa fuerte Toda la pobre inocencia de la gente People...people...people
Sim, de facto a letra da canção diz "injustice". Obrigada, já está emendado.
Lutar pelo Bem Comum autor: Liliana F. Verde | data: 20:30
Deixo, aqui, uma frase de uma das pessoas que ousa continuar a mesma luta que as pessoas deste blogue. Obrigada.
Enquanto a sociedade não tiver um pensamento colectivo, tendo como fim um bem comum, a vida perderá sempre pois seremos apenas uns quantos a remar contra a maré.
Nesta fase pós o Referendo interessa prosseguir na defesa das razões do SIM. Rejeitar as manobras para atrasar a nova lei e tentativas para que a lei tenha conteúdos restritivos à vitória do Sim.
Prosseguir igualmente a luta em outros campos, tais como a implementação da Educação para a Sexualidade, do Planeamento Familiar e o Apoio à Família.
Refira-se o importante trabalho que tem sido feito por ONGS (Organizações Não Governamentais) como a APF (Associação para o Planeamento da Família) e da UMAR (União de Mulheres, Alternativa e Resposta), que no âmbito nacional e regional, que integraram as acções pelo SIM no Referendo. Estas e outras organizações da área dos Direitos Sexuais e Reprodutivos e da Igualdade de Género que agora certamente irão prosseguir com maior vigor a sua acção em prol dos direitos humanos, pelo apoio à maternidade e paternidade responsável e gravidez desejada, no país e na região.
Manobras para atrasar a nova lei? Conteúdos restritivos à vitória do Sim? Prosseguir a luta no apoio à família? Só conhecem duas ONG's? Há aqui qualquer coisa que não bate bem...
Caro P.A. É preciso estar muito atento porque, tal como eu previa, vêm aí o novo "ataque" para a "educação sexual", mas à maneira deles, ou seja, o que é importante é mostrar como se "faz sexo", não explicar porquê, quando e todas as implicações e frustrações que a prática do sexo "desenquadrada" pode trazer. Temos exmplos recentes do que entendem sobre "educação sexual", vindas sobretudo dessa APF, que como já fomos alertados tem ligações a associações pró-aborto, etc. Ainda darei com mais tempo exemplos do que cabo de dizer. Abraço
Estas pessoas limitam-se a ficar pelas palavras (ainda por cima bastante infelizes diga-se..) e de certeza que não passarão aos actos pois não conheço nenhuma ONG de apoio a mulheres grávidas em dificuldades que tenha sido criada por algém que defenda o aborto livre.
Mas sabem uma coisa? Acho que a culpa é nossa! Quando digo nossa, digo de todos nós pois somos um país demissionário. Falei com pessoas que acabaram por não ir votar porque ou achavam que não tinham nada a ver com o assunto (como se só quem abortasse devesse votar...) ou então achavam que o resultado estava decidido e que o seu voto não faria diferença.
Isto é grave pois trata-se de um problema cultural e não estrutural. Enquanto a sociedade não tiver um pensamento colectivo, tendo como fim um bem comum, a vida perderá sempre pois seremos apenas uns quantos a remar contra a maré.
Gostei da última frase da Ka, pela sua grande verdade:
«Enquanto a sociedade não tiver um pensamento colectivo, tendo como fim um bem comum, a vida perderá sempre pois seremos apenas uns quantos a remar contra a maré.»
Amillia Taylor, o bebé mais prematuro autor: Liliana F. Verde | data: 22:57 Nasceu, no Baptist Children's Hospital, em Miami, na Florida, o bebé mais prematuro até hoje, de 21 semanas e 6 dias de gestação. Trata-se de Amillia Taylor que, aquando do seu nascimento, pesava 280 gramas e media 24 centímetros. (Ver notícia aqui, aqui, aqui e aqui.)
Até ao momento, a viabilidade de um feto era de 23/24 semanas de gestação. Não vem um caso como este revolucionar, não só a Medicina, mas também as leis que regulam a prática de aborto? Lembremo-nos, pois, que algumas leis legalizam a prática de aborto para além do período de gestação deste novo caso.
Artigo "Direitos e Valores Fundamentais no Início da Vida Humana" autor: Liliana F. Verde | data: 22:47
Deixo aqui o artigo Direitos e Valores Fundamentais no Início da Vida Humana, pelas reflexões e questões importantes que nos deixam.
Mulher grávida trabalhadora: que protecção? autor: Liliana F. Verde | data: 08:15 Numa Sociedade que permite e consente o aborto como primeira alternativa é imprescindível que outras medidas de combate àquele sejam uma prioridade, a fim de que ele não se torne em "a" alternativa possível. Por declarações recentes, vemos que à mulher grávida, que tenha a intenção de abortar, não são apresentadas outras alternativas fortes, que a dissuadam de abortar, inclusivamente num aconselhamento obrigatório.
Uma lei permissiva como a que o resultado do referendo permite aprovar, que consente o aborto em toda e qualquer circunstância, com ou sem motivo, coloca-nos, de agora em diante, entre muitos outros, um problema grave. Esta é uma porta aberta a pressões e a coacções sobre a mulher grávida, impelindo-a a abortar. Se antes essas pressões já existiam (na TAP, uma mulher foi fazer um aborto porque na entrevista de emprego assim lho "aconselharam"), agora, aumentam as probabilidades de virem a acontecer.
Face à permissividade da lei que se quer aprovar, é imprescindível que medidas políticas contra corrente protejam a mulher grávida, já que o feto deixa de ter protecção legal até às 10 semanas, estando dependente da opção da mulher (pelo menos assim me parecer ser). Que medidas são essas? Elas são de diverso âmbito, como já expliquei noutro post. Uma das medidas que tenderá a proteger a mulher grávida é a lei laboral e o acesso ao trabalho. No JN de hoje, com o título de Operárias que ninguém quer, uma notícia dá-nos conta das questões que Ana, uma operária, mãe e esposa, ouve: "Está a pensar engravidar? Tem filhos pequenos? Que idades têm?".
Devem preocupar-nos, a todos, declarações como estas:
Se uma das razões que levam mulheres a abortar é a carência económica e a precariedade laboral, urgem medidas de apoio à maternidade e de apoio laboral.
Espero que os políticos não deixem de ter dores de cabeça só porque um referendo dá "direito" às mulheres de "interromperem a sua gravidez"...
Como vai ser daqui em diante?
Outra notícia sobre a discriminação de grávidas, aqui.
Também defendi esse ponto durante o tempo de campanha... Em algumas sessões de esclarecimento que fiz juntamente com um grupo,falei muitas vezes nesse aspecto, pois é algo que me assusta, e que me faz sentir sem protecção... Porque acho que realmente irá acontecer muitas vezes algo do género: "Tás grávida... Olha, já podes fazer o aborto sem te preocupares... Agora tens duas opção: ou tens emprego ou tens o filho... A escolha é tua..." Deve ser daqui que virão as ditas "razões socio-economincas" (entre outras talvez)... Não sei... Digo eu...
Excelente texto. Muitos parabens. Quem ficar grávida está tramada já que agora já é possível abortar legalmente. Vejam o que acontece em espanha. Em dez anos as taxas de aborto aumentaram 75% , segundo artigo no guardian de Londres. A certo ponto do artigo, diz-se:(cito)
" Delgado ( uma demógrafa) afirmou que o aumento de abortos no grupo das mulheres entre 20 e 29 anos se devia em parte às precárias condições económicas. As mulheres trabalhadoras ocupam a maioria dos contratos a prazo e muitas esperam por ter uma situação profissinal estável para ter um filho , já que engravidar antes poderia comprometer as possibilidades de arranjar emprego ou ser promovida".
/......./
"A cultura empresarial é hostil "( à gravidez ), conclui ela
Ms Delgado said the rise in abortions among these women was partly due to precarious economic conditions. Female workers hold the bulk of temporary contracts, and many wait until they have a permanent post to have children for fear that a pregnancy will dash their chances of a job or promotion, she said.
O mundo não acaba aqui autor: Liliana F. Verde | data: 00:53
Sempre fui da opinião de que uma questão como a do aborto não é uma questão religiosa, antes ética, merecendo, por isso, antes de qualquer análise social, antropológica, filosófica ou política, uma análise ética. Evidentemente que não é a minha opinião que vai impedir quem quer que seja de se pronunciar sobre esse assunto, sob os mais diversos pontos de vista. Também não quero com isto dizer que as diversas e diferentes Igrejas estejam impedidas de se pronunciarem sobre ele. Estranho seria se não o fizessem. Por isso, a “Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa” mereceu-me, no novo contexto político português, pós-referendo, uma leitura atenta e uma reflexão pessoal sobre a actuação dos Católicos.
Na pessoa do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, a Igreja Católica, manifestou a sua posição, quanto ao referendo. É óbvio que ela já estava contra a lei anterior e está contra a actual, em fase preparatória. Para muitos, a sua posição assumida mete medo, mesmo quando os tempos vêm a provar que as pessoas já não se sentem envolvidas na Igreja como noutras décadas.
A mim, sabendo as linhas por que se cose, uma posição em campanha da Igreja Católica, não me aqueceu, nem me arrefeceu. O que me preocupa deveras é o que se faz no combate ao aborto (em todas as áreas, desde a educação sexual à acção social), e a posição dos(as) leigos(as) (para quem tiver dúvidas, o feminino é propositado!).
É certo que os(as) leigos(as) já não são o que eram. O Concílio Vaticano II rompeu com a sua indiferença nalgumas tomadas de decisão e empenhamento pastoral. Louvável. Ainda assim, dá-lhes voz q.b., não vão eles esticar-se demasiado.
Há leigos(as) incómodos(as). Não me refiro àqueles(as) que, dizendo ser-se católicos(as), pouco ou nada cooperam na vida pastoral ou contrariam em quase tudo a Igreja, refiro-me aos que estão presentes e, apesar de todas as dificuldades, continuam a (re)pensar outras formas de acção e formação evangelizadora. Os exemplos seriam muitos. Reportar-me-ei a um, somente, para que se entenda melhor o que quero dizer.
A formação humana, pessoal e social, por qualquer instituição com responsabilidades na formação e educação da pessoa, deve e tem de ser uma prioridade. À Igreja Católica cabe também essa função, e.g., através da Catequese e da Educação Moral e Religiosa Católica. Levar a cabo uma educação por pessoas que dominem matérias de base como Psicologia, Pedagogia, Desenvolvimento Moral e Catequese não é fácil. Para além de exigir uma formação académica sólida, que grande parte da população portuguesa não tem, obriga a uma dinâmica de trabalho cooperativo e formação contínua. Enfim, há muito que se exige, numa forma simples de ver as coisas: estudo, trabalho e inter-ajuda.
Quantos leigos(as) se empenharam (e empenham!) em projectos novos. Sei de casos em que se procurou desenvolver projectos de educação sexual, integrados na Catequese de adolescentes. O resultado, fruto de muita ignorância, creio eu, foi o da chacota, dor de cotovelo e total alheamento. Anos volvidos, as mudanças não são, nem as desejáveis, nem as necessárias. Valerá, pois, a pena reflectir sobre esta frase: A busca de uma solução, a médio e a longo prazo, tem de passar, também, por uma política de educação que forme para a liberdade, na responsabilidade, concretizada numa correcta educação da sexualidade.
Face ao novo contexto português, exige-se um espaço de reflexão e crítica construtiva vinda de todos. O que foi feito até aqui? O que será feito a partir de agora?
À Igreja do século XXI, onde o papel dos(as) leigos(as) é determinante, cabe reflectir e encontrar respostas para as novas realidades, sem rodeios. Pede-se, pois, uma cooperação com aqueles(as), dando-lhes também liberdade para agirem, se empenharem e criarem projectos, respeitando e acolhendo os talentos e as vocações individuais. Uns terão mais capacidades para trabalhar em áreas como as da acção social, outros, a da formação (inter-pessoal, relacional), outros ainda, a da educação para a sexualidade. Saibamos acolher o que cada um tem para dar, em diálogo e cooperação. Não apoiar projectos como o citado é matar a esperança de uma Igreja que ousa andar para a frente, continuando a andar a reboque. E aos jovens empenhados, não lhes cortemos as pernas, pois a fragilidade do processo evangelizador também está quando não se lhes dá a hipótese de trabalharem livremente.
As vozes mais dramáticas já vislumbram o pior cenário possível. Que ele não se avizinha o melhor, pelo que vemos dos outros países, é uma realidade, mas entrar em esterismos é demais. Águas passadas não movem moinhos. Saibamos aprender com os erros do passado e construir um presente para o futuro.
Agora temos mais responsabilidades, arregacemos as mangas e comecemos uma época nova, cientes de que a Vida Humana é um bem maior por que vale a pena lutar inteligentemente.
Se chegarmos ao numero de abortos em espanha teremos 20 mil abortos ,ano.
Agora- no máximo - existirão uns 6 ou 7 mil abortos,ano. Teremos assim um aumento para mais do dobro. Em espanha- em dez anos- o aborto aumentou 75%.
Se aqui o aborto aumentar de seis, sete mil para 15 mil.., serão 8 mil vidas perdidas todos os anos, graças à liberalização do aborto.
Estas contas são fundamentadas já que como referi o aborto em espanha aumentou dramáticamente.
According to the Spanish news agency EFE, the National Institute for Statistics reports that abortions among women under 19 in Spain rose to 8.8 abortions for every 1,000 women, up from 5.5 for every 1,000 women in 1995. /......./ one in every six pregnancies ended in abortion, and one in seven abortions were carried out by women under 19
Uma em cada 6 gravidas aborta. Como creio que aqui existirão 100 mil gravidas ano.., uma em seis..., são os tais 15 mil abortos, ano.
Carta dos bispos aos jovens? autor: P.A. | data: 17:46
A Conferência Episcopal Portuguesa apresentou o "novo contexto da luta pela vida", uma nota pastoral que vem no seguimento do resultado do referendo. Leio-a de relance para deixar aqui os tópicos que me chamam a atenção. Explicam que são algumas reflexões pastorais aos cristãos e à sociedade em geral (mas desconfio que, no seguimento do artigo anterior do alx, haja muito mais gente a ligar aos outdoors e às imagens publicitárias... aprendam que não é só com notas destas que vamos lá...).
Sublinho aquela parte que diz que esta realidade social, em muitas das suas manifestações, tem posto a descoberto, em vários aspectos, alguma fragilidade do processo evangelizador, mormente em relação aos jovens, apesar de admitir o sinal positivo de esperança que foram a vasta e qualificada mobilização, verificada nas últimas semanas, em volta da defesa do carácter inviolável da vida humana e da dignidade da maternidade. Talvez seja por isso que vamos continuar a alimentar este espaço e a dar letras à motivações que expressamos lá em cima no topo deste blogue.
Estranho e entranho quando os bispos afirmam que toda a missão da Igreja tem de ser, cada vez mais, pensada para um novo contexto da sociedade e que são necessárias criatividade e ousadia, na fidelidade à missão da Igreja e às verdades evangélicas que a norteiam já que, de certa forma, houve uma aceitação de automarginalização que se viram em vários sectores e um esforço de fazer o politicamente correcto esquecendo o verdadeiro conceito de politikê que, hoje em dias se confunde com politiquices mesquinhas e desonestas. Ah, pois, a Igreja respeita a consciência, o mais digno santuário da liberdade, mas penso que é um respeito amedrontado.
Mas há uma pare ainda mais linda na nota pastoral: às mulheres grávidas que se sintam tentadas a recorrer ao aborto, aos pais dos seus filhos, pedimos que não se precipitem. A decisão de abortar é, na maior parte dos casos, tomada em grande solidão e sofrimento. Um filho que, no início, aparece como um problema, revela-se, tantas vezes, como a solução das suas vidas. Tantas mulheres que abortaram sentem, mais tarde, que se pudessem voltar atrás teriam evitado o acto errado. Abram-se com alguém, reflictam, em diálogo, na gravidade da sua decisão.
Acho que esta nota pastoral, parecendo ter como destinatários todos os cristão em geral, tem como objectivo de facto alertar os jovens. São três as referências que faz à juventude e com elas me fico por agora:
Esta realidade social, em muitas das suas manifestações, tem posto a descoberto, em vários aspectos, alguma fragilidade do processo evangelizador, mormente em relação aos jovens
A mudança de mentalidade interpela a nossa missão evangelizadora, de modo particular a evangelização dos jovens.
Pensamos que o único caminho eficaz e verdadeiramente humano é avançarmos significativamente na formação da juventude.
Importante o que disseste PA "haja muito mais gente a ligar aos outdoors e às imagens publicitárias... aprendam que não é só com notas destas que vamos lá...)." Sem dúvida!!!
Apontamentos, ó não... autor: Alx | data: 15:54 Isto é para comentar um dia destes... E fazer um cruzamento com isto! Penso que terei/teremos trabalho que chegue.
De qualquer modo adianto já uma convicção: acho que os nossos Bispos ainda não perceberam, TOTALMENTE, que a questão do PROFISSIONALISMO, hoje, resolve muitas coisas (REPITO). E, se for possível, juntá-lo a CONVICÇÕES PROFUNDAS, talvez faça MILAGRES, ou melhor, gestos que são SINAIS... duma vida MAIOR que as nossas capacidades para a abraçar MISTERIOSAMENTE!
Entregues aos bichos autor: P.A. | data: 11:15
Ouvi eu: há “Nãos” para vários gostos. E ouvi a resposta: E “Sins”, também. E riram-se. Por estes dias, vi confirmações. Afinal, havia mesmo “sins” para vários gostos. E, pior: havia “sins” enganadoramente camuflados de preocupação pela mulher e veementemente contra o abortamento.
O bloquista Daniel Oliveira era desses. Diz que continua a ser quando diz:
Defendo o aconselhamento a que qualquer médico está obrigado, dando à mulher as informações e as alternativas a que ela tem direito. Acho bem um período de reflexão exequível. Sou contra a transformação dos médicos em novos polícias ou juízes organizados em comissões.
E ouvem-se vozes que dizem que não. A mulher é livre. Mas que isso não é liberalização. Por isso, a Dra. Isilda Pegado, presidente da Federação Portuguesa pela Vida, na conferência de imprensa dos movimentos pró-Vida que teve lugar ontem, em face das últimas cambalhotas pré-legislativas da maioria socialista (sic Último Reduto), dizia:
(...) 3 – Porém, 48 horas após o encerramento das urnas, verificou-se que o PS mentiu por estratégia eleitoral. Dirigentes ao mais alto nível do PS, em campanha eleitoral, garantiram aos portugueses que com esta pergunta o aborto não seria liberalizado e por isso, seria exigido aconselhamento e acompanhamento às mulheres, a fixar na regulamentação da lei. Senão vejamos: 4 - A campanha eleitoral é o momento próprio para que as diferentes propostas submetidas ao voto sejam apresentadas e conhecidas dos eleitores. No referendo ao aborto, SIM e NÃO, fizeram esse trabalho. 5 – O NÃO disse que a pergunta era para liberalização do aborto, sem regras nem limites, que não o prazo e a vontade da mulher. O SIM objectou afirmando, que a regulamentação do aborto a pedido criaria um quadro legal de aconselhamento, dissuasão e consentimento informado. Do lado do SIM tivemos, entre outros, a fazer campanha, o actual Primeiro Ministro e Secretário Geral do PS assim, como outros membros da actual maioria parlamentar de que recordamos as Deputadas Maria de Belém Roseira e Ana Catarina Mendes, os quais em intervenções públicas disseram aos Portugueses que caso o SIM vencesse, a lei de regulamentação iria prever o aconselhamento e acompanhamento obrigatórios das mulheres que praticassem o aborto. Assim como impositivos em ordem ao planeamento familiar acompanhado por técnicos de saúde. Afirmaram ainda estes dirigentes do partido do governo, que seria uma lei “moderada”, não estando em causa a liberalização do aborto, por não ser isto o pretendido. 6 - Ora, 48 horas volvidas sobre a decisão do povo português assistimos a declarações do líder da bancada do PS, em que é negado tudo o atrás enunciado. Alberto Martins diz «Não haverá aconselhamento obrigatório à revelia do que foi o mandato popular», confirmando assim que, o aborto será totalmente livre até às 10 semanas e apenas por «vontade» da mulher. Hoje o consentimento informado é uma prática na área da saúde, donde se conclui que o povo português foi dolosamente enganado. 7 – Ontem ouvimos Ministros e Deputados afirmar que o SIM iria combater o aborto. Hoje ouvimos os mesmos a dizer que o aborto não implica regras de conduta ou a prestação de cuidados para o consentimento informado. Ontem ouvimos Ministros e Deputados afirmar que o aborto seria praticado pelo SNS pago pelo Estado. Hoje ouvimos os mesmos dizer que o SNS não tem capacidade para prestar o serviço de aborto a pedido. Ontem ouvimos Ministros e Deputados dizer que a vida do bebé e a saúde da mãe é uma preocupação de todos que se assegura com a despenalização. Hoje ouvimos os mesmos Ministros e Deputados dizer que a vontade da maioria não pode impor limites à vontade da mulher. Ontem Ministros e Deputados prometiam-nos que o negócio do aborto iria terminar com a despenalização. Hoje sabemos pelas primeiras páginas dos jornais que as clínicas cujo negócio é o aborto estão preparadas para se instalar em Portugal, o que não se compadece com o aconselhamento prometido. (...)
Esperava-se, com a vitória do "sim", bom senso na redacção da lei. As mulheres, pelo rumo das medidas a ser tomadas, ficarão irredutivelmente sozinhas e desamparadas na "sua decisão" e na "sua vontade" de abortar.
É esta a liberdade e a autonomia que parecem advogar-se, a das mulheres deixadas ao Deus dará, à solidão, sem alternativas, sem ajuda, sem outras opções.
Com a vitória do "sim", urge encontrarem-se medidas que apoiem a mulher grávida na "sua decisão" de abortar, procurando outras saídas possíveis. O aborto deixa sequelas físicas e psíquicas graves! Dêem-se às mulheres outras alternativas.
outros Horizontes... autor: Alx | data: 00:04
No final deste dia fui vendo/lendo o texto, que a seguir transcrevo, citado em vários blogues... Penso que o mesmo de deve fazer por aqui... uma questão de alargarmos os horizontes da nossa reflexão:
14.02.2007, Rui Ramos [no Público de hoje] "... os entusiastas do "sim" entretidos a celebrar o que alguns julgam ser a vitória póstuma de Afonso Costa, nem repararam que se o "sim" teve um milhão de votos a mais do que em 1998, o "não" também recolheu mais 200.000. E que conceito de "modernidade" e "progresso" autoriza a fazer dos concelhos mais rurais, envelhecidos e analfabetos do Sul - aqueles em que o "sim" teve os melhores resultados -, a vanguarda do "progresso" e da "modernidade"? Para perceber esta estranha mentalidade, teremos de recuar ao século XIX. As esquerdas em Portugal acreditaram sempre que a "modernidade" consistiria numa simples versão laicista da homogeneidade católica do Antigo Regime: onde antes todos eram "católicos", todos um dia seriam "homens de esquerda" (inclusive as mulheres...). Foi o que aprenderam com Auguste Comte. O "progresso" iria consistir no triunfo total do secularismo socialista, tal como a história antiga teria consistido na expansão da igreja cristã. As direitas seriam uma espécie de índios americanos, condenadas a desaparecer perante as caravanas e comboios da esquerda. Foi assim que Afonso Costa, em 1910, se convenceu de que podia acabar com o catolicismo em "duas gerações". O que aconteceu a seguir é conhecido. Mas, pelos vistos, houve quem não tivesse aprendido nada. As esquerdas portuguesas dão-nos as boas-vindas ao século XXI com as ideias do século XIX.Se algo define a "modernidade", não é o triunfo exclusivo desta ou daquela ideologia ou modo de vida, mas a institucionalização do pluralismo. O "não" de domingo não representa o Portugal antigo: é apenas a outra metade de um país fundamentalmente plural. Já houve quem, a propósito, lembrasse o mapa eleitoral de 1975. Mas há projecções geográficas mais antigas da diversidade política dos portugueses. A primeira que conheço é a do mapa do apoio das câmaras municipais ao Governo liberal de 1822: lá está, já muito nítida, a separação entre o Sul e o Norte. Assim como as esquerdas não têm o monopólio do Portugal "moderno e progressivo", também as direitas não possuem o exclusivo do Portugal "antigo e tradicional": a base sociocultural que sustenta as esquerdas políticas é tão antiga como a que sustenta as direitas. Ninguém, neste país, tem o privilégio do progresso e da democracia, ou das cidades e dos jovens. Por exemplo, nos distritos em que o "sim" ganhou, foi nos concelhos das capitais de distrito que o "não" obteve resultados acima da média: no Sul, o "não" é urbano. Isto quer dizer apenas que as cidades são, em cada área cultural, mais heterogéneas do que o campo envolvente.Em Identificação de Um País (1986), José Mattoso explicou como esta pluralidade estava inscrita no código genético de Portugal. Pouca gente, pelos vistos, percebeu a lição. O que a modernidade fez em Portugal foi dar dimensão política a velhas fronteiras culturais. É significativo que, tendo a sociedade portuguesa mudado tanto nos últimos quarenta anos, essas fronteiras tenham permanecido, independentemente das velhas civilizações rurais com que andaram associadas. Aqueles que aspiraram a governar Portugal longamente e mais ou menos em sossego souberam sempre que, além do país que estava com eles, havia outro país que precisavam de ter em conta. Até os republicanos, no fim, procuraram corrigir o seu terrorismo laicista, com António José de Almeida a impor o barrete cardinalício ao núncio papal. E Salazar, ao contrário do general Franco, nunca restaurou a monarquia e o catolicismo como religião de Estado.Este país e o seu futuro não pertencem ao "sim", nem ao "não". Não entrámos na modernidade no domingo passado. Estamos nela há duzentos anos. O tempo suficiente para percebermos que nunca teremos todos as mesmas opiniões. Tirem portanto as pêras postiças à Afonso Costa, e portem-se como gente grande.
Partir louça (ã?) autor: P.A. | data: 15:19
Gosto de citar. Fica bem. Desta vez vou contar a história que conta o Fiat Lux. Verdade, verdadinha.
Diálogo e abertura, na versão bloquista [parafraseado] Um alto dirigente de um partido de extrema-esquerda, cuja identidade não posso divulgar, embora possa referir que o primeiro nome é Franciso e o último nome é Louçã, encontrava-se na Baixa a distribuir panfletos. O panfleto em questão referia que existiam mulheres presas por aborto e mencionava mesmo números. Três jovens, apercebendo-se do erro, aproximaram-se do dirigente político em questão e comunicaram-lhe o erro: - Não existem mulheres presas por aborto em Portugal. Reposta do dito dirigente: - Foi o Padre que te disse isso, pá?. A discussão continua no mesmo tom. E, a certa altura, o dito dirigente político grita: - Não quero mais falar convosco. - E vira-lhes as costas. Os jovens perguntam-lhe: - Então isso é que é diálogo e abertura? Resposta: - É isso mesmo pá, diálogo e abertura. Fim
comentário de Anônimo em 14/02/2007 23:24:00
bem, agora fiquei surpreendido...
podes garantir que isso que tás a dizer é pura verdade????
pois se assim for é de atirar à cara do tal francisco que parte louça
Como disse, a história está no "Fiat Lux". Nos próprios comentários a esse artigo, alguém jura a pés juntos que isso se passou com amigos.
a) acredito que a história se tenha passado como dizem; até aconselho a ler um artigo que vem na Sábado desta semana de um jornalista que se infiltra na campanha do Sim (e, já agora, do Não);
b) também admito a possibilidade de ser estória... mas, pensem bem...
Sem alternativas... O que é que se esperava? autor: Liliana F. Verde | data: 15:12
A pergunta do referendo era, de facto, muito "clara": por opção da mulher.
Consulta obrigatória?
Tempo de reflexão?
Acompanhamento?
Alternativas?
Outras soluções?
Com a vitória do "sim", todas estas medidas são mais do que indispensáveis!
Que haja uma consulta e um aconselhamento obrigatória, um período de reflexão e apresentação de alternativas à mulher que "quer abortar".
Vamos diminuir o número de abortos? Eu até gostava de acreditar que sim.
Questão de língua autor: P.A. | data: 15:10
Um passarinho disse-me que houve quem dissesse "sí" em vez de "sim"...
Impressão minha autor: P.A. | data: 14:47
Foi impressão minha, ou ouvi gente do SIM a defender durante a campanha que a lei a referendo poderia/deveria evoluir no sentido de aconselhar as mulheres a não abortarem e a dar-lhes condições materiais e emocionais para poderem vir a ter o "futuro" filho? (eu sei que a pergunta é comprida; mas a do referendo também era e disseram a pés juntos que ela era clara como água!) Pelo menos, sei que o sr. Vital "Fleumático" Moreira sempre se manifestou nesse sentido e toda a gente batia muitas palmas; foi ele que disse bem dito que
a proposta submetida a aprovação no referendo de despenalização do aborto implica a regulação dos actos de interrupção da gravidez, tanto a nível da ponderação da decisão da mulher (aconselhamento, etc.) como a nível da organização dos serviços de saúde.
Como ele, vieram outros, sobejamente conhecidos da praça a defenderem o indefensável (já que não estava na pergunta do referendo):
Assim, consideram que a mulher deveria ter acesso a aconselhamento médico sobre as implicações da sua opção e ser acompanhada e orientada, de modo não directivo, na reflexão sobre a decisão a tomar.
A lei deve prever um período de reflexão que assegure que a decisão da mulher - que sempre deve prevalecer - seja uma decisão ponderada e reflectida e não fruto de um qualquer desespero momentâneo»
É impressão minha, ou já vejo espanhóis de armas e bagagens prontinhos para instalarem por aí umas clínicas abortivas, daquelas que agem "no sentido de aconselhar as mulheres a não abortarem e a dar-lhes condições materiais e emocionais para poderem vir a ter o "futuro" filho"?
Proposta de alteração do Código Deontológico dos Médicos autor: Liliana F. Verde | data: 14:44
Por curiosidade, leia-se a "Proposta de Adequação da Deontologia Médica à Prática da Interrupção Voluntária da Gravidez", aqui, e que se encontra disponível, desde dia 2 de Fevereiro de 2007, no site da Associação Portuguesa de Bioética.
(DES)Confusões autor: Alx | data: 22:52
Aproveitando a ideia de continuar a postar neste espaço, e a convicção da necessidade de continuar a reflectir sobre o tema que nos vai trazendo até aqui...
Hoje, Alberto Martins, tirou todas as dúvidas a quem as tinha. Que ninguém esteja à espera da “obrigação” à mulher que quiser abortar de ter de passar por uma fase de aconselhamento... (Mas também, acredito e sei, tendo em conta o que vai acontecendo noutos espaços onde o Estado pede "ajuda" a ONG's, que quem o viesse a fazer tinha de ter uma postura tão "não directiva" que ainda criaria mais confusão... e, claro, tinha de proclamar determindad cartilha).
(Neste campo, parece-me haverá muito trabalho de casa, ainda mais!!!!!!!!, a desenvolver pelos movimentos do não. Assim como pela própria Igreja (sim, eu sei que na minha situação não me fica bem referi-la) que das duas uma, ou abandona a postura castrada que manteve neste tempo de reflexão, ou então é melhor rever algumas questões para poder falar com eles no sítio... e mais não digo).
Por razões que se prendem com a minha diáspora lisboeta, tenho/tive o “privilégio” de conhecer pessoalmente mais defensores/militantes do sim do que do não. Talvez por isso nunca tenha escrito que a pergunta do referendo estivesse mal escrita, ou mal formulada. Ela de facto estava como eles queriam que estivesse... Estava de modo que Portugal pudesse ser reconhecido, além fronteiras, como um país do progresso... Onde as mulheres pudessem decidir como bem entendessem...
E para quem tem boa memória recordo Edite Estrela, no primeiro Prós e Contras (muito antes da campanha para o referendo), com ar muito angélico/indignado a defender que as mulheres do país dela não eram umas levianas (mais ou menos isto)..... pois não. Mas mulheres e homens do país dela (e de todos os outros) têm actos tais... (nessa altura cheguei a pensar que ela daria a ideia de extinguir todo o código penal português). Aqui gostaria, também, de referir o papel que pequenas minorias estão a ter na organização de movimentos cívicos de intervenção nesta área dos costumes... E para quem se quiser dar a esse trabalho, passem os olhos pelos logotipos de apoio aos sites do SIM... (não, não estou a ser "indelicado", simplesmente a dizer que eles andam por aí, aos beijos e abraços...) Isto para dizer, que podemos estar preparados para outras batalhas que aí vêm... Pois também nestas coisas "não há almoços grátis"...
pequena provocação/dúvida!? Terá sido a costela judaico-cristã da nossa sociedade que permitiu a vitória do sim? -“coitadinhas das mulheres que sofrem tanto quando abortam".... na clandestinidade!!! E como o que se não vê, mais dificilmente se ama, quanto mais dar-lhe estatuto de defensável...-o que será o sofrimento daquela coisa comparado com a da mulhar que aborta!?
Já dizia JC que os filhos das trevas (esta em vez da música habitual, deu-nos com livros... e tantos) têm esperteza e manhas que, por vezes, superam os filhos da luz...
Por último, já repararam na publicidade gratuita que tem sido feita, pelos mais variados meios de comunicação social, às clínicas que se preparam para abrir, (já quase prontas!!!), no nosso país!?
Também ouvi falar das palavras de Alberto Martins... Senti uma alegria e uma tristeza profunda... O referendo tinha sido há dois dias... E ao fim desse tempo já se sabem as verdades que o pessoal do "sim" dizia que nós, do "não", andávamos a baralhar as pessoas... Pois é... Agora parece que as pessoas já têm oportunidade de ver o que irá acontecer... E que os do "não" estavam certos... Agora é esperar para ver qual o próximo passo...
Tudo faz lembrar a "eterna" conversa entre pais e filhos: "Quando fores mais velho vais ver que eu tinha razão". Invariavelmente quando somos mais velhos vemos que eles tinham razão, mas já não há, na maior parte dos casos, "volta a dar-lhe". Esperemos que neste caso do aborto ainda haja "volta a dar-lhe". Abraço
Mas, pensando bem, começo a ficar mais "confortável" com a minoria judaico-cristã de que faço parte. Do género: eu bem avisei, como dizia o Joaquim. Abóbadas de clínicas estão aí preparadas para nos dar razão.
Concordo inteiramente com a Liliana... E com outros que defendem as mesmas ideias (que já tínhamos dito que ia ser assim antes de se dar o referendo)... Certo???
Eu agora só tenho medo de uma coisa... E cheguei a dizer isto a muita gente... É que veio a referendo a questão como sendo das 10 semanas... E agora que têm a aprovação dos portugueses... Se quiserem aumentar esse número de semanas, já não vem a referendo... Poquê??? Porque "nós" (salvo seja) já lhes dissemos que podiam matar um ser humano em desenvolvimento (isto é só para dizer que é um ser humano, e não uma coisa)... Por isso... Qual é o problema de eles eventualmente poderem aumentar o número de semanas??? (tenho uma certa curiosidade em relação ao que pensa a oposição... queria saber se depois das 10 semanas já virou gente, ou se ainda continua a ser uma coisa!?!?!?!?)
Vamos ao trabalho pessoal... Porque acho que isto tá longe de acabar...
Também nós aqui estamos e sempre estaremos para ti e por ti autor: Liliana F. Verde | data: 16:23
Uma das pessoas que mais me tem surpreendido na luta da causa da protecção da vida humana intra-uterina e na ajuda à mulher-mãe é Alexandra Teté, da Associação Mulheres em Acção.
Hoje, li uma mensagem escrita por ela que gostava de partilhar:
Por ti
No hospital dissemos-te: «Vai bugiar!»? Quando adoeceste, algum de nós se negou a tratar-te? Não nos preparámos, nós, os médicos, anos a fio, para cuidar de ti? Do teu corpo? Da tua barriga? De ti, da cabeça aos pés?
Não foi para ti que levantámos hospitais? Não foi por tua causa, sofresses do que sofresses? Não fomos nós que abrimos farmácias, e as enchemos de remédios?...
Algum de nós te disse: «Não és nossa! Não tens nada a ver com isto!»?
Não foi para ti que tecemos panos, talhámos vestidos, fabricámos lindos sapatos, fizemos colares?
Não foram para ti as escolas que frequentaste, e onde se te ofereceram tantas amizades? As igrejas onde rezaste? As avenidas onde passeaste? Os campos onde jogaste?
Na livraria, algum de nós te respondeu: «Faça livros você!»?
Não são para ti os cinemas, as confeitarias, as lojas de cosméticos, os super-mercados, os autocarros, as ruas e as praças da cidade?
Alguém te berrou: «Não és dos nossos! Fora daqui!»?
Algum de nós te mandou passear e comer ervas? Cobrir-te de sacos?
E aos teus pais? Não lhes deves nada? Nem sequer a vida? Sabes com que sacrifícios se dedicaram a ti, sem hesitarem?
E aos teus avós, aos teus parentes, aos amigos? E aos antigos, que fizeram este mundo em que vives?
Sim senhor, foi por ti!
E pelos teus filhos!
Para que os possas embalar, brincar com eles, cuidar do seu corpinho e da sua alma; e ver-te cercada de quem é seu mas também te pertence e te deve muito, porque lhes deste a vida, e os amaste antes de saberes como eram, e quem viriam a ser...
E que não te dirão «Vai à tua vida, porque tu és só tua, e eu sou só meu!»... Não nos digas outra vez: «Eu sou minha, e só minha, e faço de mim o que quiser». Não é verdade! Não estás só!
Não estás isolada e perdida! Todos contámos contigo e precisamos de ti, porque todos somos diferentes; não há ninguém como tu! És insubstituível!
E o teu filho também.
Por isso aqui estamos e sempre estaremos para ti e por ti.
“É amar-te assim perdidamente é ter alma e vida em mim e dizê-lo cantando a toda gente”
Um abraço amigo Pela Associação Mulheres em Acção Alexandra Teté
Ver participações da autora do texto, aqui, aqui e aqui.
Abortada... mas sobrevivente autor: Liliana F. Verde | data: 15:44 Um dos nossos leitores deixou-nos uma notícia interessante, o caso de uma mulher que foi abortada... e sobreviveu.
I have a love of life and a joy of life. Gianna Jessen Ver notícia da BBC, aqui. Ver comentário, aqui. O mundo ao contrário autor: Liliana F. Verde | data: 19:56
é exactamente isso. Vou utilizar esse desenho. Repara o que diz à BBC a directora de uma organização que faz mais de 30 mil abortos por ano na grã bretanha.
" Se uma mulher tem uma gravidez desejada e o seu bébé nascer prematuramente tudo será feito pelo bébé. Mas se elas precisarem de ter um aborto tardio o objectivo será de que não nasça um bébé vivo e os procedimentos a ter deverão evitar que um bébé nasça vivo " .- Afirma Ann Furedi.
Isto é : Conforme o desejo da mãe assim se salva a vida do b´bé ou se mata o b´bé no ventre materno.
É o direito de escolha.
Ainda não sabem o motivo do sismo?... autor: Liliana F. Verde | data: 19:37
Agradecimento autor: Liliana F. Verde | data: 19:21 O "não" saiu derrotado. É um facto: 40,75% dos votos “não” contra 59,25% dos votos “sim” .
A partir de hoje, em Portugal, toda e qualquer mulher grávida, pode pedir uma "interrupção voluntária da gravidez", por sua e exclusiva vontade, com todos e nenhuns motivos, nas primeiras dez semanas de gestação, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado, protegida pela Lei, paga pelos impostos dos contribuintes.
Lutei, com os meios que estavam à minha disposição, pelo "não", à pergunta deste referendo. Saio desta luta desiludida e muito apreensiva quanto ao futuro do meu país, da União Europeia, da Europa e do Mundo, pois vejo que as prioridades tomam outros rumos que não a defesa dos Direitos Humanos, a verdadeira defesa do Ser Humano.
Não acredito que sejamos muito mais beneficiados com uma Lei que desprotege, por completo, o feto até às 10 semanas de gestação, que não dá alternativas à mulher, que não a apoia, que não considera a posição do homem-pai, etc., etc., etc.
Não obstante, não vai ser a derrota, nem muito menos “o meu novo direito” (sim, eu sou mulher, e tenho um direito novo…!), que me vai deixar alheia às injustiças políticas e sociais que a Sociedade do novo século leva como estandarte e sua glória. No que for para dizer “sim”, cá estarei, no que for para dizer “não”, também. É uma questão de consciência!
A todos os que se uniram a esta luta, o meu apreço, a minha admiração e o meu muito obrigada.
Uma última questão: Como será o século XXI?
Aquilo que quisermos que ele seja. Está nas nossas mãos.
comentário de Anônimo em 12/02/2007 20:56:00
partilho totalmente da tua ideia.
só para imaginares até quanto. depois de saber os resultados do referendo, senti-me mal por ser português.
A minha mãe biológica estava grávida de sete meses e meio quando decidiu abortar-me. Não sei porque é que ela tomou essa decisão.Estavamos em 1977. Ela e o meu Pai biológico tinham 17 anos na altura e não estavam casados. Ela decidiu abortar numa clinica de Los Angeles e realizou um aborto salino. Uma solução com sal é injectada no ventre materno e o bébé bebe-a e ficando queimado por dentro e por fora. Nesse tipo de aborto o bébé é expelido morto em 24 horas mas eu sobrevivi.
O Aborcionista não estava de serviço quando eu vim ao mundo porque se isso tivesse acontecido ele tinha-me estrangulado, algo que era considerado perfeitamente legal até 2002.
/..../ A unica pessoa preocupada comigo foi a enfermeira . Ela chamou uma ambulância e fui transportada para o hospital. Fui colocada numa incubadora. Não se esperava que eu sobrevivesse.
Porém sobrevivi.
Devido a ter estado 18 horas sem hoxigénio sendo queimada viva no ventre da minha mãe fiquei com problemas .
Não me conseguia mover por mim mesma e os medicos afirmavam que eu iria viver num estado vegetativo o resto da vida.
A minha mãe adoptiva- Penny - decidiu que não obstante aquilo que os médicos afirmavam ela tentaria recuperar-me.
Com 3 anos e meio comecei a conseguir andar. Foi quando a filha de Penny me adoptou.
Tenho 28 anos e trabalho como musica em Nashville, Tennesse. Ainda coxeio e por vezes caio mas já participei numa maratona e irei participar para o ano numa maratona, em londres , para jovens deficientes.
A minha mãe adoptiva falou-me do meu passado.
Sempre senti que havia algo que faltava contar.Perguntava-lhe muitas vezes porque tinha problemas e ela respondia-me que eu havia nascido prematura.
Aos 12 anos perguntei-lhe de novo e ela disse-me o que havia acontecido. Eu respondi que tinha este problema devido a um facto interessante. A minha mãe adoptiva disse-me que eu em vez de ficar amargurada deveria alegrar-me por ter sobrevivido.
Quando eu tinha 17 anos a minha mãe adoptiva encontrou-se com a minha mãe biológica e disse-lhe que eu a perdoava. Sou cristã. Acredito que a revolta nos pode consumir a vida.
A minha mãe adoptiva amou-me tanto que eu não sinto necessidade de me encontrar com a minha mãe biológica.
Não sei muito do que se passou no encontro entre elas. Só sei que a minha mãe biológica não pediu perdão e fez outro aborto depois do meu. Comecei a falar contra o aborto quando tinha 14 anos e na terça Feira falarei na camara dos comuns. Eu penso que é importante mostrar o que aconteceu comigo não só para mostrar a verdade do aborto mas também para mostrar as potencialidades que cada um de nós tem dentro de si.
Não creio que o assassinio seja um direito . Sou completamente contra o aborto, seja em que circunstancia fôr mesmo em casos de violação. Embora a violação seja um crime horroroso não deve ser a criança a pagar por esse crime. De facto encontrei-me com pessoas produto de violações e elas estão gratas por estar vivas.
Se o aborto é um direito das mulheres quais são os meus direitos ?
Não existiam protestos feministas contra o facto dos meus direitos estarem a ser violados no dia em que fui queimada viva .
Todos os dias agradeço a Deus.
Não me considero um monte de celulas nem nenhum dos nomes que se costumam dar ao que a mulher carrega no seu ventre. /..../ Hoje um bébé é um bébé quando isso convém. Mas quando não convém , quando não chega no momento certo é chamado de um monte de celulas. Um bébé é chamado de Bébé quando um aborto não provocado ocorre aos 2 , 3 ou 4 meses.
Um bébé é chamado de monte de celulas quando um aborto ocorre aos 2, 3 , ou 4 meses. Eu não vejo diferença entre os 2 .
Acredito que sou prova viva de que o aborto é o assassinio de um ser humano. A minha Mãe biologica hà 28 anos atras estava convencida de que tinha direito a escolher , de que tinha direito a uma escolha que só a afectaria a ela. Porém em cada dia da minha vida eu carrego as consequencias da sua escolha. Embora eu nada tenha contra ela acho importante as pessoas reflectirem antes de tomarem determinadas decisões.
Tem toda a razão. Detesto quando isto acontece. Com apreço, obrigada pela chamada de atenção. lol
Pergunto (talvez com a ideia de encerrar de vez este lugar): autor: P.A. | data: 15:56
Acham que tem sentido continuarmos este espaço aberto à discussão do que nos trouxe realmente aqui? (Para quem não tenha percebido - e são muitos, tantos -, o referendo foi apenas um pretexto)
Olá PA, acabo de vir ao blog precisamente para ver o que lhe aconteceria depois do referendo. Na minha modesta opinião, achei a experiência muito rica e gostava de continuar a partilhar e discutir preocupações, experiências, opiniões. Talvez pudéssemos (ou melhor pudesses) criar um novo blog colectivo, pois este acabou por se fechar no tema único do referendo e parece estar condenado à flagelação. De qualquer forma manifesto a minha gratidão pelo convite que me fizeste e pelo empenho que tu e o Alx dedicaram a este espaço. Um abraço meu e do Renas
Apesar da minha fraca participação, discordo com o encerramento. É certo que tem sido "chato" ver o email cheio postas vindas de "A minha vida é um dom", no entanto, pelo título em si e as questões aqui debatidas, considero que o término do referendo não encerra por si só o que aqui se proporcionou.
Acho que é importante que, tanto "sim" com "não" continuem com tanto vigor na defesa do maior dom dado ao Homem: a vida.
P.A. por mim, podes deixá-lo aberto, até porque há aqui muitas pérolas que podem ser apreciadas e reflectidas por quem o visitar.
Achava excelente manter o blogue aberto por alguns motivos.
Ter informação de apoio a mulherers que não queiram ter o aborto como solução. E continuar a ser uma voz vigilante perante o que se vais passar nos próximos tempos. Perdemos uma batalha P.A., não perdemos a guerra.
Eu só participei indirectamente, porque andei noutras batalhas paralelas. Mas não faltaram por cá frases minhas... Quanto à continuidade, siga! Miguel, o do Jornal da Golpilheira
comentário de Pja em 12/02/2007 21:56:00
Olá! Quero dar os parabéns a todos os que imaginaram, participaram e deram vida a este espaço. Por várias razões, segui tudo um pouco à distância.... Apesar de o resultado do referendo não ter sido aquele pelo qual se lutou (muito e bem!) neste blog, a iniciativa vale por si. Não é fácil manter um espaço destes com qualidade e assiduidade. Mas, quem sabe??? Agora que o "NÃO À VIDA" venceu nas urnas, impôe-se ainda com mais urgência àqueles que, por razões de fé, humanismo, ou quaisquer outras, não são desta opinião a necessidade de afirmar com clareza e convicção o seu "SIM À VIDA"!
pois logisticas à parte,mais do que nunca faz sentido a sociedade civil- NÓS- acompanharmos, debatermos nas várias opticas os projectos-lei que já estão no prelo( aí vem luta:),situações, imagens...sempre de forma livre como este blog bem foi disso exemplo- Muitos PARABÉNS
Nos estados unidos existem montes de movimentos anti aborto. Em espanha também existe um movimento pro vida. Sendo o aborto uma opção faz sentido não um mas vários espaços onde se mostre as realidades do aborto..,e se organizem manifestações junto das clinicas. (Creio ser direito)
Parece que... autor: P.A. | data: 12:56
...ouvi dizer que está na calha um novo método contraceptivo...
Um dia depois: outro sismo! autor: Alx | data: 12:14
Parece que ao princípio desta manhã houve um sismo em Lisboa e não só. Não se preocupem que não farei aqui qualquer apologia referente a castigo/sinal divino...
MAS
São estas coisas que nos dizem verdades (In)convenientes... Um dia depois de uma participação referendária ter dado (apesar de não vinculativa, mas pecebo que politicamente se possa considerar como tal) luz verde ao aborto livre em Portugal (sim eu sei que é só até às 10 semanas...); ou seja, à possibilidade de outro eliminar a vida de um outro (a possibilidade de nos nos armarmos em donos não só da nossa vida mas também de outras (e não é só abortar que é isto, votar também é isto))... Um dia depois, quero dizer, um acontecimento, ainda bem que banal ao que parece (não há estragos ou vítimas conhecidos), vem-nos dizer que possivelmente não somos donos de nada... Então convém que sejamos bons administradores... E cá estamos de novo diante deste mistério: a vida, nossa e alheia, real ou possível, sagrada ou profana...
Pois... Nada de teorias de perseguições de Deus pois em nada abonam a inteligência dos crentes...
comentário de Anônimo em 12/02/2007 15:16:00
Mas vcs ainda não perceberam que não seria a vitória do Não que iria acabar com o aborto? Ainda não entenderam que o aborto sempre existiu, existe e continuará a existir? Ainda não perceberam o quão hipócritas são as vossas " cruzadas " pelo não quando defendiam que a lei actual é justa? Então não estão a matar uma criança fruto de uma violação? Não estão a matar uma criança malformada? Se defendiam o não deveria ser um não total... A criança fruto de uma violação não merece viver? Terá ela culpa?... Ponto final, a LEI VAI MESMO SER ALTERADA...
O senhor anonimo merece levar o prémio "vocês de certeza que pensam como eu acho que tenho a certeza de que vocês gostavam de pensar". Não perceberam? Eu também não percebi o que ele escreveu... Assim como tenho a certeza que ele não percebeu o que temos escrito por aqui...
Transcrevo uma parte do que o anónimo disse: "Mas vcs ainda não perceberam que não seria a vitória do Não que iria acabar com o aborto? Ainda não entenderam que o aborto sempre existiu, existe e continuará a existir?" Pois é... O aborto sempre existiu, existe e continuará a existir... Afinal a lei que vai entrar em vigor agora tá a mudar os argumentos... Porque como o anónimo disse, o NÃO não iria terminar o aborto... Mas ele acabou por dizer que com o SIM também não vai acabar, porque o aborto continuará a existir... Do que o sr. anónimo disse... Sinceramente não vejo bem as vantagens que poderão haver... Mas cá estarei para ver...
Mais livres (?!) autor: P.A. | data: 09:39
Finalmente, entrámos na modernidade e no progresso civilizacional. Já não há lugar para a hipocrisia e a mediocridade.
Deixo-vos com umas frases que escrevinhei muito antes desta nova era:
Aliás, acho que nunca poderei encarar como uma derrota a eventualidade do “sim” ganhar. Por um lado, não vamos arcar com o suplício das mulheres que foram “obrigadas” a fazer uma opção limite. Por outro lado, teremos sempre mais margem de manobra para podermos defender a posição dos que optam incondicionalmente pela vida e que não querem condenar pessoas, mas sim atitudes. E além disso, vamos poder assistir à responsabilidade social, resultante da prática do aborto, em criar condições de vida bem melhores já que, de certeza, uma lei pró-IVG irá desmascarar ainda mais os problemas de fundo de uma sociedade que teima em escolher a via facilitista em detrimento da sua própria sanidade.
Tem toda a razão no que escreve mas eu vou ainda mais longe:
Se por um lado nos cabe a nós que sempre assumimos a defesa da vida, continuar com esta tarefa já longe das luzes da campanha, por outro lado estou curiosa se quem votou sim confirmará as minhas piores suspeitas: de se demitirem de arranjar mais soluções para as mulheres que queiram proteger a vida que têm dentro de si.
Gostava sinceramente de ser surpreendida pela positiva.
PS - Já agora não resisto a comentar repararam que ontem, apesar de terem apregoado que havia mulheres presas, apareceram uma data delas a assumir que já tinham feito abortos? Nunca as vi num tribunal, e muito menos presas....
PS2 - Parabéns pela sua campanha e Obrigada pelas visitas ao meu blog
Obrigado pelas tuas visitas desde sempre. Retenho uma das tuas afirmações: "estou curiosa se quem votou sim confirmará as minhas piores suspeitas: de se demitirem de arranjar mais soluções para as mulheres que queiram proteger a vida que têm dentro de si".
Penso que essas suspeitas foram confirmadas durante a campanha: essas soluções vão estar (como estiveram sempre e unicamente) ao encargo dos tais "hipócritas e medíocres".
Pois é.. prefiro ser conotada com todos os adjectivos que me deram ao longo da campanha (principalmente no BdN onde já tinha uma claque anti-ka), do que contribuir para uma morte que seja.
Já agora, fica o convite para contnuares a visitar o meu blogue, que embora deixe de estar dedicado só à defesa da vida, não deixará ter ter alguns artigos acerca deste assunto
Caro P. A. Em relação ao assunto do aborto eu ainda gostava de pertencer ao grupo dos paises "atrasados e subdesenvolvidos", se calhar porque sou "hipocrita e mediocre".
Temos de continuar a lutar pela vida e por aquelas grávidas que precisam de ajuda. Li algures uma bela proposta ao Governo. Como querem pagar os abortos, então que dêem o mesmo valor às mães que quiserem ter os filhos. Espero as tuas visitas no meu "canto". Abraço
Obrigado pelos teus contributos. Acerca do teu espaço, já está há muito no meu "feedreader"
comentário de cutchie em 12/02/2007 17:05:00
É claro que a vitória do SIM vai pôr a nu o irrealismo e a demagogia dos seus argumentos. Pena é que, para o país da modernidade (livra!, que nunca me tinham chamado ignorante retrógrado tantas vezes em tão pouco tempo!...) perceber que a liberalização não é a solução, se matem tantos e tantos inocentes com o beneplácito e o patrocínio do estado.
Independentemente do resultado do referendo autor: Liliana F. Verde | data: 22:48
A campanha e a contagem decrescente para o dia em que os Portugueses eleitores, residentes em Portugal, são chamados a referendar a pergunta Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?, depois do referendo de 1998, cujo resultado não foi vinculativo, chegam ao fim.
De tudo o que fui capaz de acompanhar, procurando estar o mais informada possível, ainda que haja sempre muito que me escapa, pela Internet, pela televisão, pelos jornais, pelos blogues, pelo correio electrónico e por conversas com amigos e familiares, gostaria de salientar dois aspectos que considero relevantes. O primeiro é o de que, desde o último referendo, perante a necessidade de resposta às carências de apoio social, psicológico, médico, legislativo, etc., a mulheres grávidas em dificuldade, nasceram mais de meia centena de instituições de ajuda, sem fins lucrativos. O segundo é o de que muito se discutiram e propuseram as soluções de combate às causas do aborto.
O resultado do referendo é uma incógnita. Em sua altura o saberemos. Não obstante, é, não só, mas também dependente desse resultado que estarão as prioridades do(s) Governo(s) de Portugal.
Independentemente de uma vitória do “não” ou do “sim”, espero que TODOS, apoiantes do “não”, apoiantes do “sim”, comunidade em geral, começando pelo Estado, se empenhem no combate às causas que levam ao aborto, clandestino ou não.
Espero, pois, que os Governos Portugueses (este e os próximos), se empenhem em iniciativas políticas, sociais e legislativas (para pôr em prática!) de promoção da família e da natalidade em diversos domínios: fiscal, laboral, habitacional, segurança social, saúde, transportes, educação, cultura. Assim, que essas iniciativas, devidamente estudadas, ponderadas e reflectidas, passem por políticas de:
1) protecção da família e da parentalidade (maternidade e paternidade):
- provimento de meios de incentivo à natalidade, de forma a compensar o profundo desequilíbrio demográfico do país e a garantir a sustentabilidade social,
- alargamento do tempo de licença de maternidade e/ou paternidade, remunerado, pelo menos até à idade escolar dos filhos,
- aumento do abono de família, de acordo com o número de filhos;
2) ajuda à mulher grávida em dificuldades: - apoio médico e social,
- apoio a centros e a instituições de auxílio a grávidas e recém-nascidos em situação de dificuldade;
3) planeamento e aconselhamento familiar;
4) educação nas escolas que passe pela formação humana, pessoal e social:
- educação para a sexualidade e afectividade, em cooperação com os Pais/Encarregados de Educação (formação e esclarecimento em Escola de Pais), numa cultura da Liberdade e Responsabilidade;
5) revisão do mecanismo de adopção, de modo a tornar-se mais célere e eficaz;
6) medidas de saúde, educação, justiça e cultura que promovam o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadãos, incentivando os grupos familiares:
- desagravamento da carga fiscal, tendo em conta o número de pessoas do agregado familiar,
- ajustamento do “crédito bonificado” e outros apoios na aquisição/troca de habitação, em função da dimensão da família e do rendimento “per capita”,
- regulação dos impostos e dos benefícios sociais, de harmonia com os encargos familiares,
- criação de mecanismos que incentivem o mercado de arrendamento para facilitação da mobilidade das famílias e da aproximação entre habitação e local de trabalho,
- adequação da licença para “assistência ao agregado familiar” de acordo com o número de dependentes e reconhecimento do valor económico do trabalho relacionado com as tarefas domésticas (em que se enquadra a função educativa dos filhos),
- descontos em eventos culturais e recreativos (concertos, museus, actividades desportivas, etc.),
- criação de passes familiares para os transportes públicos (beneficiando as famílias com filhos menores e/ou estudantes),
- benefícios na habitação, consumo de água e energia,
- escolha da Escola pelos Pais, permitindo-lhes o direito de escolherem o tipo de educação que querem para os seus educandos, de acordo com o Projecto Educativo,
- manuais, material escolar elementar e refeições na Escola gratuitos,
- incentivo de creches e espaços de tempos livres em empresas;
7) trabalho e oportunidades laborais: - flexibilização dos horários de trabalho ou do trabalho a tempo parcial,
- igualdade de salário,
- facilitação do retomo da actividade profissional na sequência de interrupção por motivo de ordem familiar, nomeadamente através de iniciativas de formação contínua e/ou de reconversão profissional,
- criação de incentivos fiscais para empresas que desenvolvam experiências inovadoras e exemplares que facilitem a conciliação entre trabalho e vida familiar;
8) voluntariado e trabalho cívico: - apoio de várias iniciativas que procurem a ajuda de agregados familiares fragilizados ou vítimas de exclusão social. Nada do que escrevi aqui é novo. Muitas destas medidas são há muito propostas pela APFN, numa política de medidas de incentivo à família e à parentalidade. Exija-se qualidade de Vida!
Que o objectivo, depois do referendo, seja o da redução drástica do aborto, clandestino ou não. O aborto nunca é solução! O aborto não é “a” solução! Haja também vontade e competência política para o seu combate!
A única reflexão que faço e vos convido a fazer é a leitura deste pequeno poema de uma santa que foi um dos maiores a fzer o que vocês fazem, ajudar. Ela foi Madre Teresa de Calcutá.
A VIDA é uma oportunidade, aproveite-a. A VIDA é beleza, admire-a. A VIDA é felicidade, saboreie-a. A VIDA é um sonho, torne-a realidade. A VIDA é um desafio, enfrente-o. A VIDA é um dever, cumpra-o. A VIDA é um jogo, jogue-o. A VIDA é preciosa, cuide dela. A VIDA é uma riqueza, conserve-a. A VIDA é amor, goze-o. A VIDA é um mistério, descubra-o. A VIDA é promessa, cumpra-a. A VIDA é tristeza, supere-a. A VIDA é um hino, cante-a. A VIDA é uma luta, aceite-a. A VIDA é uma aventura, arrisque-a. A VIDA é felicidade, mereça-a. A VIDA é a VIDA, defenda-a.
Acredito que a Vida vencerá. Parabéns pela luta. Abraços, Leila Fernandes.
comentário de Anônimo em 11/02/2007 20:27:00
Venceu o SIM no referendo sobre a IVG. Ao menos, neste assunto, venceu em Portugal o conhecimento, a inteligência e o bom-senso sobre a ignorância, a estupidez e, sobretudo e pior que tudo, a hipocrisia! Já bastava Portugal ser um país atrasado em tudo... Acabou o negócio das parteiras ilegais, e oxalá acabem também os nascimentos sem condições básicas.
Viva as mulheres! Viva a vida!
O SIM é a favor da vida. O SIM é a favor da vida com dignidade e com qualidade
Sim, anónimo, "oxalá acabem também os nascimentos sem condições básicas"... Só espero é que não haja por aí um desejo implícito de que "acabem os nascimentos".
O dom da Vida?! E a exigência da liberdade? autor: P.A. | data: 18:16
Esta vai ser a minha última reflexão escrita antes de exercer o meu direito de voto. Oiço dizer que o que está em jogo são os direitos: os da mulher, os do feto, os do pai, os da mãe, os da escolha. Parece que há direitos para todos os gostos. Até apetece perguntar se é possível o direito nascer torto ou se deus escreve torto pelo direito ou se a modernidade se endireita pelo direito que nasce torto. Sei lá. Até há gente de direita de pensamento torto e gente de esquerda de pensamento direito. E nós clamamos pelo direito à vida como se de uma exigência se tratasse.
Bolas, isto é confuso. É confuso eu estar aqui a endireitar a minha argumentação e a tentar entortar a opinião de quem não é como eu penso. E é confuso darmos por nós neste quase ódio a quem não é como nós. Gaita! Têm esse direito, bolas! De não ser nem pensar como nós, como nosso é o direito de ser assim, com as nossas convicções que parece transcenderem até o transcendente.
Mas não é sobre este prolegómeno que me quero estender, quiçá espalhar-me.
Antes do direito que tenho, vem a liberdade. Penso. Sou livre de pensar. Realmente esta coisa de ser livre tem que se lhe diga. Há quem ache que não. Têm liberdade para isso. Mas é, de facto, a minha liberdade que me faz comichões. Faz-me cócegas de dor saber que a liberdade para mim tem um sentido tão diferente de tantas liberdades.
- Epá! Casaste? Lá se foi a liberdade! - Alguém me disse. E eu respondi, bem na pontinha da língua: - A minha liberdade permite-me, obriga-me até, a fazer compromissos. A aceitação do compromisso é o exercício mais efectivo da liberdade. E vou lá remoendo a ideia de ser "avis rara" enquanto mais se pensa que o não-compromisso é, para quase todos, liberdade. Tentei-me fazer perceber. Talvez não o fosse capaz.
Por tudo isto, confesso a tristeza de não ter visto discutir em nenhures a liberdade. A verdadeira. Mas ouvi dizer à boca cheia: sou pela liberdade! E continua a existir a liberdade a negrito e a normal...
A liberdade tem que envolver necessariamente responsabilidade. E compromisso(s)
(Se eu não vou votar é também no exercício dessa minha liberdade comprometida antes de mais com a minha consciência, pois que o que vai a referendo, saia que resultado sair, resultará sempre de um artifício abusivo através de uma pergunta em última análise incompreensível)
Tens toda a razão e eu ainda vou mais longe...alguém sabe como vai ser as "regras" da lei se for aprovada ou não? Estamos a discutir simplesmente entre o sim e o não, mas ninguém discute como é que vai ser a lei, ou seja, é como passarmos um "cheque em branco" a alguém, sem saber o que vai acontecer depois... passa no meu blog www.legalization.blogs.sapo.pt tenho em debate este tema da lei do aborto
Caro P.A. Foi um prazer estar contigo nesta luta. Obrigado pela mesma. Ai a liberdade, tão falada e tão mal entendida, como muito bem dizes. É como a consciência, porque se diz agora, se for de acordo com a minha consciência, então tudo está bem, o que não é bem verdade, porque a nossa consciência é "manipulável", a maior parte das vezes por nós próprios. A despropósito, mas talvez a propósito deixo-te esta história, que envolve várias coisas entre elas o "machismo" ancestral: Uma amigo meu chegou ao pé de mim um dia, muito contente e disse-me: a minha mulher teve um filho! Ficou muito irritado comigo porque eu lhe respondi: Ai teve, mas então não é teu!!! Abraço do Joaquim Mexia Alves
Advogar o aborto como solução não é, de todo, um meio de combater o machismo, ao contrário do que vou ouvindo e lendo por aí. O aborto é, sim, um meio de incentivo a esse mesmo machismo. Até às 10 semanas de gestação, um filho ficará só e exclusivamente à "vontade" da sua mãe ("mulher", no referendo), sem que o pai, o homem, seja responsabilizado pelos seus actos e, mais, que fique privado do seu direito à paternidade (onde é que já se viu isto, no século XXI!!!).
Ao texto "O direito à paternidade" , de Diogo Almeida (ver aqui), que divulguei por concordar com ele, responderam-me assim:
Não pude deixar de reparar na expressão "direitos do pai da criança em gestação". Um completo disparate.
Até às 10 semanas a criança só tem pai, como todos sabemos, portanto a frase não faz sentido. Contraria todas as regras de feminismo e bom senso que o pai seja pai no mesmo momento em que a mãe é mãe. Convém dar o lógico prazo de 10 semanas para que a mulher, depois de engravidar, tenha o seu normal tempo de decisão de levar a gravidez até às 10 semanas e dividir o seu filho com o futuro pai da mesma, ou interromper voluntariamente a gravidez (há quem abusivamente se refira a este direito básico da mulher como "abortar"). Depois reparei em "eliminação da vida do feto". Primeiro, toda a gente sabe que um feto é um feto, não tem vida. Além disso, não será eliminação, será uma mera interrupção. Mais ainda, será voluntária.
Indigna-me ainda que se refira: "como é que o nosso parlamento aprovou uma questão tão discriminatória". Discriminatória? Discriminação é não deixar as mulheres decidirem sozinhas, que lata! Queriam o quê? Que o homem, esse ser machista, tivesse opinião sobre o feto que está numa barriga de uma mulher? É ridículo. Que espere dez semanas, como é óbvio.
Muitas destas ideias, senão praticamente todas, são defendidas em muitos lugares e por muita gente. Estranhei, porém, o texto, escrito por uma pessoa que eu sabia defender exactamente o contrário. Ainda assim, respondi:
Li com atenção o comentário deixado por ti na caixa de comentários. Responderei conforme o que penso e entendi do que escreveste.
Não considero um “completo disparate” a expressão "direitos do pai da criança em gestação". Escreveste “Até às 10 semanas a criança só tem pai, como todos sabemos, portanto a frase não faz sentido.” Quererias antes dizer “Até às 10 semanas a criança só tem mãe…”?
Independentemente de se dizer que um feto, cuja gestação é de 10 semanas, só tem mãe ou só tem pai, julgo que é resvalar para o absurdo. Um feto não pode ter só um progenitor. Isto é óbvio. O feto, que é um ser em desenvolvimento, nasceu/teve o seu início, porque houve a união do espermatozóide com o óvulo, ou seja, uma parte masculina e uma feminina [dispenso as descrições científicas muito elaboradas]. Dizer que é de um só, não faz sentido.
Enquanto mulher, muito longe de me enquadrar no feminismo ou no machismo, quiçá compreendê-los, muito embora, de um modo geral saiba em que moldes se pautam, e também enquanto cidadã, não posso, de todo, ignorar a figura masculina, muito menos a do pai. As questões de género abordadas pelo feminismo concedem o privilégio ao feminino em matérias que implicam a responsabilização dos dois pólos; o mesmo fará o machismo.
O pai, enquanto progenitor, educador e cooperante, foi completamente ignorado durante séculos. A História prova-o. Hoje, continua a sê-lo, quer na custódia dos filhos em caso de divórcio, quer no direito ao seu filho, em gestação ou até mesmo da criança pós-parto.
O pai é pai, assim como a mãe é mãe, antes e depois do nascimento. Cada uma destas partes tem responsabilidades, sempre que consentida (o que exclui por completo a violação), numa nova vida. Dizemos sempre que a mulher está grávida, por ter dentro de si, em desenvolvimento, um novo ser. Ao homem nunca nos referimos como sendo um homem-grávido por não “transportar” consigo o novo ser em gestação, apesar de, psicologicamente, a figura masculina ser também ela afectada por transformações, se assim lhe podemos chamar, psicológicas. Já antes escrevi que considero que ao homem-pai deve ser concedida a mesma dignidade e até direitos que à mulher-mãe. Os machismos continuam a proliferar quando se fala desta questão, pois nunca, na História, o homem-pai foi considerado enquanto tal. Homem é homem. Só é pai nove meses depois. Isto é que é um absurdo completo! A igualdade de género, nesta matéria, não existe. Nunca existiu. O direito aos filhos, em gestação ou não, por parte do homem é completamente secundarizado por as transformações físicas e o desenvolvimento do novo ser não serem da sua responsabilidade física directa. A igualdade de género, sem renunciar às especificidades de homem e mulher, não existe. O homem é permanentemente alheado ou secundarizado. Já antes o disse, considero que a especificidade do homem é também a de ser pai, tendo todo o direito a sê-lo. Um feto de 10 semanas, de menos ou de mais, é 50% da mulher e 50% do homem, ou seja, é igualmente parte dos dois. O homem tem o direito de ser pai, enfim, de ser um homem-grávido. Por isso, não me parece correcto que não se possa dizer que o pai seja pai no mesmo momento em que a mãe é mãe. É-se pai e é-se mãe ao mesmo tempo. Se assim não fosse, como poderia um homem dizer-se pai depois do nascimento da criança? Também não faria qualquer sentido. Dizer que é a mulher que decide e que só depois o homem tem direito à “divisão” de um filho que é dele também é entrar numa onda feminista do “quero, posso e mando”. Dê-se o direito à paternidade e à maternidade a cada uma das partes. Responsabilize-se cada uma delas, em igualdade de direitos, e não privilegiando um em detrimento de outro.
Muito se tem falado, na realidade, do prazo de 10 semanas como prazo para que a mulher, por sua vontade, possa decidir se quer ou não levar a gravidez adiante. Que ele seja “lógico” não sei. Se este é lógico, é-o o de 12, 14, 16 ou mais? Uma lógica ilógica. Antes um prazo arbitrário, pré-estabelecido, como seria outro qualquer.
O “direito básico da mulher” à interrupção voluntária da gravidez, vulgo aborto, a que te referes, colide com dois outros direitos: o direito de o pai ter a criança e o direito à vida de um novo ser, monopólio de alguém que há-de decidir se há-de continuar ou não o que já iniciou. Por isso, as coisas não são assim tão lineares como se querem fazer passar. São liberdades que entram em choque, sem que duas das partes se possam pronunciar: direito à paternidade, direito à maternidade, direito à vida de um novo ser. Uns julgarão que há monopólio sobre aqueles e vice-versa, outros não, prevalecendo a vida do novo ser, direito básico de qualquer ser.
Terei de me referir ao excerto:
«Depois reparei em "eliminação da vida do feto". Primeiro, toda a gente sabe que um feto é um feto, não tem vida. Além disso, não será eliminação, será uma mera interrupção. Mais ainda, será voluntária.»
Primeiro ponto: um feto é um feto;
Segundo ponto: um feto é um ser em crescimento e desenvolvimento;
Terceiro ponto: um feto é vida (se não fosse, não poderia crescer e desenvolver-se);
Quarto ponto: o feto é o desenvolvimento da vida humana;
Quinto ponto: completamente falso dizer que a interrupção não é uma eliminação; do ponto de vista semântico, “interromper” é um processo, um acto, que visa a paragem momentânea, de curto ou longo prazo, e que permitirá a sua retoma, o que, do ponto de vista pragmático, não é o que acontece com a I.V.G., dado que o feto é, de facto, eliminado. Esta é a verdade por muito que se queira ignorá-la.
Sexto ponto: a “interrupção voluntária” colide com um segundo direito, já explicado anteriormente.
Por último, devo dizer, na minha sincera opinião, que, na questão do próximo referendo, uma das partes é, de facto, discriminada e lacunar: o homem. Só não vê quem não lê.
A decisão exclusiva da mulher é um meio de alimentar o machismo, puro e duro, da Sociedade. Responsabilidades todas para cima da mulher. Ao homem que continue a sê-lo, sem responsabilidades nenhumas pelo que faz, só depois de a criança nascer, e ainda assim os preconceitos relativos à paternidade são alimentados constantemente. Enquanto mulher, sou da opinião de que há uma posição discriminatória em relação à pergunta; se fosse homem, revoltava-me. E não me admira absolutamente nada que esse maldito machismo continue a crescer, ainda para mais quando se ignora, por completo, o homem. Não é desta maneira que se vai acabar com aquele… Não quero nem imaginar os precedentes de, no século XXI, o homem continuar a ser votado ao papel de procriador machista.
E a resposta? Esta:
O meu comentário anterior tencionou ser um disparate completo. Quero explicitar bem isto. Onde escrevi "até às 10 semanas a criança só tem pai" queria dizer "só tem mãe", claro, pois estava a ironizar, como de resto fiz em todo o comentário. Como sabes bem, penso exactamente o oposto (leia-se o meu blogue). Deveria ter usado outro tom mais explícito, mas às vezes é difícil... Sabes bem...
Subscrevo inteiramente aquilo que escreveste, que li com atenção e interesse, e espero que existam muitos eleitores a pensar assim. Mais do que isso, muitos futuros eleitores a pensar assim...
Sinto-me dilacerantemente discriminado, amputado nos meus direitos. Quero muito que a sociedade me permita exercê-los, porque é com muita responsabilidade e genuína boa vontade que os reivindico. Julgo que não é pedir demais.
Sei que me entendes, agradeço-te por isso. Espero que todos os que lerem estes comentários também fiquem seguros que vou votar Não, e que este é um dos principais motivos: a lei discrimina sexualmente e desresponsabiliza com base no género.
Há casos em que a opinião do pai não deve ser tida em conta: quando a gravidez resulta de crime sexual. Não vou explicar que não se trata de obrigar uma mulher a ter um filho quando não quer mas o companheiro quer. Tenho isso explicado noutro post que gentilmente colocaste no teu blogue há algum tempo.
Gostava de ver mais Mulheres defenderem o que é seu por direito e de lutarem contra o machismo! O aborto não é uma, muito menos a solução!
Liliana, de novo te agradeço o hino ao homem/pai. Não sei se viram ontem o Jornal da Sic. Aí se apresentou o resultado de uma sondagem que daria a vitória ao Sim no próximo referendo. O que mais nos interpelou (a mim e ao Paulo) foi a tabela em que se compara a participação masculina e feminina e a tedência para o Não masculino e o Sim feminino. Não temos nenhuma interpretação a dar, mas parece inspirador, não? (P.A., eu não sei criar links, mas se quiseres ir ao portal da Sic, está lá o texto completo com as diferentes tabelas e poderia ser o mote para mais um post)
Não estarei por aqui no último dia de "campanha". Deixo esta imagem... que, acredito, também poderá valer mais que mil palavras...
Jornalismo de investigação v. opinião; OU a informação joana darquiana... autor: Alx | data: 17:23
As vezes que escrevi para algums jornal foram poucas... Não tenho nem nunca tive carteira de jornalista... E a minha ciência sobre a deontologia jornalística é pouca, ou nenhuma.
Mas, normamalmente, sou um leitor de alguns diários (e semanário) portugueses...
E ultimamente, então nos últimos dias nem se fala, (qual atitude de informação joana darquiana), muitas têm sido as histórias reais e "na primeira pessoa" sobre o aborto clandestino, num passado recente (e não só, já que as desavorgonhadas das nossas avós, de vez em quando, lá escorregavam num vão de escada e lá faziam um desmancho... ); -tudo isto para provar (?) que afinal o aborto está-nos no sangue...
No plano informativo, ando a ficar pasmado. Pois, afinal, os nossos jornalistas, com ou sem segredo profissional, conhecem-nas todas, ou todos, as que já fizeram, as que tentaram, onde, com que meios, ou falta deles, em portugal ou no estrangeiro...
E como, jornalisticamente, só o sim no referendo parece interessar, ando a ficar descansado descansado: depois do dia 11 (SE O SIM GANHASSE) que se cuidem todas/os aquelas/es que atrás referi. Pois, com tanto amor à nova lei, ai de quem tentar o aborto clandestino (antes ou depois das 10 semanas), ou quem o executar como "técnico"... será certamente logo preso...
E isto porque me parece que alqueles que agora opinam, tão fundamentados, devem continuar a opinar e a investigar o respeito pela lei (e eles próprios a respeitá-la!!!) DEPOIS... já que o nosso sistema judicial (e não só) não pode ou não quer.
Poderá/Quererá?
Melhor, Poderão/Quererão!?
Exercício de funções autor: P.A. | data: 16:38
O Bispo da nossa Diocese (D. António Marto, Leiria-Fátima) deu instruções aos seus padres no sentido de não exprimirem o seu sentido de voto nas celebrações e outras actividades pastorais. Isto, por forma a ir ao encontro do que está legalmente estabelecido para os ministro do culto. Eu aplaudo a decisão, mas não deixo de salientar que é uma carta que joga a favor dos que gostam de jogar por debaixo da mesa. - Temos de ser nós a dar o exemplo! - Há quem afirme, todos afirmamos. Na prática, somos sempre nós os primeiros a sermos vistos como mau exemplo nas notícias que aparecem por aí escolhidas com dedo cirúrgico.
Eu pergunto: então e o primeiro-ministro?, e os seus ministros?, e os magistrados? Também eles estão, preto no branco, contemplados na lei! - Ah, pois! Nessas alturas, eles não estão no exercício das suas funções...
Sugestão: durante a homilia, o padre podia ir à sacristia desparamentar-se e apresentar-se como estando fora do exercício das suas funções. Também não dá! Então e aquele padre que diz que já pode votar "sim"? Esse já pode falar? Realmente, há coisas que me escapam completamente.
caro P.A. O nosso Bispo, também sou da Diocese, deu instruções aos Sacerdotes para eles não exprimirem o seu sentido de voto, mas não os proibiu, julgo eu, de fazerem Catequese sobre o assunto e exprimirem a Doutrina da Igreja. Há assim modo de explicar aos fiéis a posição da Igreja e sobretudo a sua Doutrina. Resta que: «Quem tem ouvidos, que ouça.» Concordas comigo? Abraço
comentário de ffun em 09/02/2007 09:20:00
Sou da opinião de que a celebração litúrgica não é local para apelar ao voto. Poderão sempre dizer que a homilia é local para apelar a comportamentos... Sim, mas há que fazê-lo de forma sensata. Posso ser católico e ponderar pelo SIM ou pelo NÃO... Não faz de mim menos ou mais católico, desde que pondere. É precisamente para evitar falta de ponderação de alguns padres (quer pelo SIM quer pelo NÃO) que surge esta decisão. Concordo!. Acho-a sensata. Conheci pessoalmente o "nosso" Bispo há dias e perante a primeira impressão, acho que a decisão se adequa à pessoa. Sou da opinião de que a catequese se dá a conhecer nas palavras, mas se transmite nos actos. De facto, o padre pode sempre contornar a indicação do Bispo, catequisando explicita ou implicitamente sob a sua orientação de voto, no entanto, o cumprimento desta decisão, poderá ser uma mais valia para todos os católicos... Basta repararmos que o que mais tem faltado ao debate é precisamente a sensatez. Parabéns D. António Marto.
comentário de Manuel Henrique em 09/02/2007 10:46:00
Só queria dizer que sempre achei que não devo ir dizer votem não, mas uma coisa nunca deixarei de dizer nas homilias que o autor na vida não é o homem mas Deus, por isso porque querermos ser os autores da morte? um abraço
O apelo ao voto, nalgum sentido, sim ou não, durante as homilias, é algo, ao que sei, proibido pela lei eleitoral, razão, penso eu, para que o nosso Bispo, com toda a clareza, como é seu timbre tenha feito essa advertência. Já a explanação da Doutrina da Igreja, não é, e faz todo o sentido que os Sacerdotes o façam, ajudando aqueles que, sujeitos a tantas opiniões, algumas delas bastante falaciosas, não estão plenamente esclarecidos acerca da Doutrina da Religião que querem professar, que querem viver. Não me parece, assim, com todo o respeito, que seja contornar a indicação do Bispo, mas sim fazer aquilo que ele próprio fez em Fátima, salvo o erro, no fim de semana de 13 e 14 de Janeiro. Claro que o bom senso é imprescindivel em todo este assunto. Abraço
Claro que concordo contigo e claro que concordo com a decisão do nosso bispo.
Trouxe à baila o assunto porque penso que, no meio disto tudo, a sugestão do D. Antonio é das poucas decisões ponderadas que vejo. E insisto no exemplo que os governantes dão, quando a própria lei é clara onde diz que os titulares de cargos públicos de poder se deve, abster de fazer campanha... Essa é uma questão que gostaria de ver respondida... Em contraponto com as acusações de hipocrisia e intolerância.
comentário de Manuel Henrique em 09/02/2007 16:02:00
sim é esse Manuel Henrique. lol. Mas não devo saber quem é o joaquim penso eu. abraço
caro Manuel Henrique Sou mesmo seu vizinho! Parede com parede!!! Abraço
Novamente esclarecidos autor: P.A. | data: 09:20 Como disse lá em baixo, no domingo passado fui a uma conferência de esclarecimento... O Miguel Ferraz, que esteve presente na mesa e que é director do Jornal da Golpilheira fez o favor de publicar na íntegra na edição que saiu esta semana todas as intervenções. Para além disso, escreve o seguinte no seu editorial:
Todos os intervenientes da bancada do "não" eram pessoas claramente ligadas a instituições católicas, que não quiseram levar a discussão para a religião, por considerarem que esta é, sobretudo, uma questão social e cultural, embora sobre ela a nossa religião tenha uma palavra a dizer e uma posição clara. Se fosse preciso citar documentos a prová-lo, não teríamos feito outra coisa. Curiosamente, foi do lado do "sim" que surgiram essas citações, retiradas do seu contexto, como se legitimassem, por ventura, uma defesa "religiosa" da sua posição. Foi, precisamente, na discussão desse uso "destorcido" que terminou o debate.
Posto isto, e apesar de ter já feito uma resenha das minhas impressões, passo a fazer algumas citações "ipsis verbis". Julguem como entenderem...
Paulo Pedrosa, do PS, pelo SIM:
A minha posição é a de um "sim" pela vida. (...) o meu "sim" é pela vida das mulheres, das crianças que lá têm em casa e das que possam posteriormente vir a ter.
Francisco Meireles, médico, pelo SIM:
Devo dizer que quanto ao sistema nervoso central, que é a nossa cabecinha quando pensa, a sociedade científica está dividida, não sabe bem se às dez, se é às 12. (...) O que está aqui em discussão não é a vida. (...) A própria palavra aborto já por si é muito esquisita e, entre nós médicos, prefere-se falar em interrupção voluntária da gravidez. (...) Eu estou à vontade, porque infelizmente, não posso dizer aqui, mas já disse a algumas pessoas "vá a todo o lado, menos a Leiria, vá se calhar à Lourinhã, à Figueira da Foz, vá a Santarém" – temos conhecimento de coisas mas não podemos ir mais além – "e se acontecer alguma coisa, vá ao hospital, que eles lá fazem o resto".
Miguel Chagas, locutor Rádio Comercial, pelo SIM:
Eu paguei dois (abortos) e não tenho qualquer problema em dizê-lo. A rapariga dava umas "cambalhotas" e aparecia prenhe em casa e havia sempre uma vizinha que tinha uma prima, amiga da mulher do padeiro, que até fazia aquilo. Eu próprio poderia ter dois irmãos mais velhos, não tenho porque foram "desmanchados". Toda a gente sabe o que é uma escorregadela. Eu não quero que a minha filha, quando tiver 15 ou 16 anos e comece a descobrir a sexualidade, lá por dar uma "cambalhota", como o pai deu e toda a gente dá, porque aqui toda a gente sabe como aparecem os bebés, tenha de ir a um vão de escada ou falar com os amigos, em vez de ir ao hospital resolver o assunto. E se falamos de vida, então há que resolver o assunto daquela pessoa com 17 anos ou com 21 anos, que está na faculdade e tem uma vida pela frente e aspirações que são legítimas, e que numa noite de farra – porque é assim que as coisas acontecem – a coisa se conjugou, não havia camisas a jeito e a coisa aconteceu. O que é que se vai fazer? E por acaso o rapaz até nem era da mesma cor dela, ela é branca e ele preto… Ou a mulher é uma "emprenhadora" de serviço ou uma portadora? Não, o corpo é dela e a vida que lá vai estar não é só do pai, é dela.
P.A. Já o disse da outra vez, mas agora ao ler o que aqui está fico "abismado". As enormidades do médico, que deveria prestar contas do que afirmou fazer e aconselhar, somadas às, nem sei como classificar, "irracionalidades" do senhor locutor, que para além do mais, pelos vistos, é racista, deixam-me sem palavras, porque não querendo insultar ninguém, sinto-me incapaz de comentar tais coisas. Pena que a sessão não tenha sido na televisão, porque garantiria ao NÃO uma vitória assegurada. No dia 11 este tipo de intervenções terá a sua resposta, acredito eu. Abraço
O facto de escolherem as afirmações do sim a dedo,para as exporem aqui num blog do não, também me parece uma verdade bastante "distorcida". Eu estive lá, e não foi só isto que ouvi!!Criticam e criticam, mas nesta campanha tenho visto muitas mentiras "floreadas"(ou verdades distorcidas) do lado do não, que também mereciam ser aqui expostas.
Ana Rito: Sim, eu sei que estiveste lá :). Deixa-me que responda ao que dizes.
1º Toda a gente sabe (pelo menos os que frequentam este espaço) que sou declaradamente pelo Não;
2º Obviamente que fiz uma selecção "clínica" do que foi dito, repito, do que foi dito pelos intervenientes do Sim;
3º Também comprovarás que um dos oradores defensores do Sim presentes fez uma selecção "clínica" do que foi escrito e publicado por defensores do "Não;
4º Estou um bocadinho "farto" de que os sectores ligados à Igreja sejam os tótós da história, recusando usar as mesmas armas "dos outros";
5º Sim, há mentiras floreadas de parte a parte; isso não nego e, de facto, poderás desmenti-las; os comentários servem para isso mesmo;
6º O que não poderás desmentir é que as citações que destaquei aqui estão tal e qual foram utilizadas por gente que, supostamente tem responsabilidades na sociedade e/ou são fazedores de opinião pública;
7º Deixei as respectivas ligações para os visitantes poderem confirmar o texto integral; acho que não fiz manipulação nenhuma (mas isso é uma opinião própria);
8º Acho que a tua indignação devia estender-se aos que proferiram as frases em causa e deixares bem claro que não partilhas desse tipo de argumentação.
(De qualquer forma, mantém-se o convite para ires lá a casa beber um café :) e continuares a participar aqui...)
comentário de Anônimo em 08/02/2007 14:46:00
Vimos por este meio informar V. Exa. de que a caixa de comentários do pasquim “Arrastão” foi mandada encerrar pelo Exmo. Comandante Guélas, uma vez que o conteúdo do Blog viola as leis do TSOR (Tribunal do Santo Ofício da R.I.A.P.A.) e conspurca a juventude. Com o encerrar desse espaço a juventude perderá o interesse, visto que os “posts” são o espelho da debilidade mental do autor”.
www.riapa.pt.to
comentário de Anônimo em 08/02/2007 17:00:00
Governo deve tomar medidas em vez de pedir ao povo a solução
Não ! - Não à legalização do aborto através da falsa bandeira (engodo) da despenalização !
A despenalização do aborto é outra forma enganadora de combater o aborto. O número de interrupções de gravidez, no mínimo, triplicará (uma vez que passa a ser legal) e o aborto clandestino continuará - porque a partir das 10 semanas continua a ser crime e porque muitas grávidas não se vão servir de uma unidade hospitalar para abortar, para não serem reconhecidas publicamente. O governo com o referendo o que pretende é lavar um pouco as mãos e transferir para o povo a escolha de uma solução que não passa, em qualquer uma das duas opções, de efeito transitório e ineficaz. Penso que o problema ficaria resolvido, quase a 90 %, se o governo, em vez de gastar milhões no SNS, adoptassem medidas de fundo, como estas:
1 – Eliminação da penalização em vigor (sem adopção do aborto livre) e, em substituição, introdução de medidas de dissuasão ao aborto e de incentivo à natalidade – apoio hospitalar (aconselhamentos e acompanhamento da gravidez) e incentivos financeiros. (Exemplo: 50 € - 60 € - 70€ - 80€ - 90€ - 100€ - 110€ - 120€ -130€, a receber no fim de cada um dos 9 meses de gravidez). O valor total a receber (810€) seria mais ou menos equivalente ao que o SNS prevê gastar para a execução de cada aborto. (*)
2 – Introdução de apoios a Instituições de Apoio à Grávida. Incentivos à criação de novas instituições.
3 – Introdução/incremento de políticas estruturadas de planeamento familiar e educação sexual.
4 – Aceleração do "Processo de Adopção".
(*) Se alguma mulher depois de receber estes incentivos, recorresse ao aborto clandestino, teria que devolver as importâncias entretanto recebidas (desincentivo ao aborto). [Não sei se seria conveniente estabelecer uma coima para a atitude unilateralmente tomada, quebrando o relacionamento amistoso (de confinaça e de ajuda) com a unidade de saúde].
Estou para ver se os políticos vão introduzir, a curto prazo, algumas deste tipo de medidas. É que o povo, mais do que nunca, vai estar atento à evolução desta problemática.
A sessão de esclerecimento não se deveria chamar antes "Despenalização... Sim ou Não?". "Gravidez interrompida" deveria ser se a pergunta de domingo fosse "Concorda com a Interrupção da Gravidez?". Aí eu responderia Não obviamente. Mas como não é essa a questão...
Gosto da palavra "novamente"... nas duas edições anteriores deste JornaL apenas foram publicados textos com os argumentos do Não. Portanto não acho que este Jornal alguma vez tenha esclarecido alguém sobre este tema!! Na minha opinião limitou-se a impor um ideal e a defendê-lo de forma dramática durante 3 edições seguidas!!! Neste Jornal o Sim não entra. Novamente esclarecidos...???E depois falam aqui da parcialidade do Gato Fedorento... :)
Este último comentário recorda-me a chamada de atenção que o Região de Leiria fez, esta semana, a com um artigo: «Jornal de colectividade da Batalha apenas publica textos que defendem o “Não”».
» O dito título apresenta-se como de inspiração cristã, logo, defensor do “não”.
» Dada a linha editorial, o director e/ou responsável pela publicação, reserva-se ao direito de seleccionar artigos de opinião que lhe sejam enviados (não estão a ver o Público, Correio da Manhã, Região de Leiria e/ou Jornal de Leiria a publicarem artigos de leitores que digam mal dos próprios ou que ponham em casa as próprias publicações).
» Quanto ao Jornal da Golpilheira, eticamente agiu de forma correcta, já que não efectuou qualquer tipo de edição do debate, nem boicotou qualquer notícia que fosse contra a sua linha editorial! Publicou na íntegra tudo o que foi dito, por isso, não existiu parcialidade. Isso aconteceria se se tivesse limitado a transcrever as partes que lhe interessassem.
» Do artigo 14, do Estatuto do Jornalista (Lei n.º 1/99 de 13 de Janeiro), é dever do jornalista: a) Exercer a actividade com respeito pela ética profissional, informando com rigor e isenção; b) Respeitar a orientação e os objectivos definidos no estatuto editorial do órgão de comunicação social para que trabalhem; c) Abster-se de formular acusações sem provas e respeitar a presunção de inocência; d) Não identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual, bem como os menores que tiverem sido objecto de medidas tutelares sancionatórias; e) Não tratar discriminatoriamente as pessoas, designadamente em função da cor, raça, religião, nacionalidade ou sexo; f) Abster-se de recolher declarações ou imagens que atinjam a dignidade das pessoas; g) Respeitar a privacidade de acordo com a natureza do caso e a condição das pessoas; h) Não falsificar ou encenar situações com intuitos de abusar da boa fé do público; i) Não recolher imagens e sons com o recurso a meios não autorizados a não ser que se verifique um estado de necessidade para a segurança das pessoas envolvidas e o interesse público o justifique.
» Dado que em termos jornalísticos não foi infringido qualquer um dos pontos anteriores, não são legítimas as acusações de parcialidade. Quem não pode estar presente no debate, teve acesso a toda a informação que ai foi transmitida, tanto do “sim” como do “não”, logo, fica a cargo do leitor ajuizar livremente, sem qualquer tipo de constrangimento, sobre o seu sentido de voto.
Uma mulher pode fazer escrituras! autor: P.A. | data: 18:32
Álvaro Cohen, Obstetra de Medicina Fetal, no Prós e Contras:
O feto não existe até à sua viabilidade (algures entre as 24 e as 25 semanas). O feto não pode ser visto de uma forma desintegrada da mãe. Não tem estatuto autónomo. Da mesma forma que uma mulher pode assinar um contrato ou uma escritura, por que não há-de uma mulher fazer o pedido de interrupção de gravidez?
O que eu acho é que estamos a complicar de mais as coisas. Na vossa opinião não deviam existir abortos. Na minha também. O que é certo é que há nessecidade deles.
Sim, porque as mulheres, ao contrário do que pensam, não fazem abortos porque querem, é porque precisam de fazer.
As circunstancias só elas sabem, e não têm que expo-las a ninguem. É isso que vos assusta?? Passarem a não poderem pedir explicações a elas das suas decisões?
Voces querem que tudo continue igual, votando não. Vão continuar à espera que o paraíso chegue à Terra em forma de Portugal. E até lá, meus amigos, muitos "BEBÉS" e as suas mães vão MORRER á ESPERA que uma nova lei que os proteja.
Até lá vamos passar mais 30 anos a ser HIPÓCRITAS e a penalizar as mulheres sem sequer lhe dar uma única hipótese!
Cada vez mais me convenço que o problema aqui não se chama feto. Chama-se MULHER!!! Acordem e não sejam machistas... Desde sempre que os homens NÃO são obrigados a reconhecer os seus filhos. Podem escolher se querem ser pais ou não mesmo com o filho nascido!!! Conheço um menino (como tantos por ai...), que toda a gente sabe quem é o pai, são cara chapada, e nem o tribunal consegue que ele o assuma. Tem 10 anos. E ainda têm a lata de pintar a mulher que aborta ás 10 semanas como um monstro.
Haja paciência!
Não falem por Deus, e acreditem, que Jesus inteligentíssimo como seria, votaria SIM na despenalização. Compreenderia as mulheres e dar-lhes-ia uma hipótese.
"Não falem por Deus, e acreditem, que Jesus inteligentíssimo como seria, votaria SIM na despenalização. Compreenderia as mulheres e dar-lhes-ia uma hipótese."
a) Quem está a falar por Deus? Sim, alguns falam... ou pensam que falam.
b) Quanto a falar por Jesus... és tu que estás a fazê-lo.
c) E, sim, concordo: compreenderia as mulheres e dar-lhes-ia uma hipótese. E acrescentaria eu: dar-lhes-ia muito mais do que uma simples hipótese!
Realmente quem falou por Jesus fui eu. Eu considero-me cristã e não católica, exactamente por acreditar em Cristo mas não na "sua" (acho que é de todos menos dele...) Igreja. E, acreditando eu que Jesus seria um ser humano inteligente demais pra época, na vanguarda, tenho a opinião que não seria tão intolerante quando a Igreja dele aparenta ser, hoje e sempre, contra as mulheres. É só isso que me faz confusão. E já agora se poderem explicar...
Desculpem a minha teimosia, mas isto entra-me no mail todas as semanas, e eu gosto de responder.
p.s. Quanto ao café, quando quiseres! Falo pelo Carlos também. Não te esqueças da foto nossa. :)
Já agora convido-vos para a estreia da banda dele, Magnolia, dia 17 Fevereiro no Alinhavar em Leiria.
A nosso favor? autor: P.A. | data: 18:31
O Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo SIM (o tal que só aceita comentários favoráveis) está a divulgar um dos seus tempos de antena. Tenho para mim que eles querem é contribuir com mais argumentos para votar "não"...
Realmente perante isto, se eu ainda tivesse dúvidas, iria votar não. É fantástica!!! a frase da senhora no fim: "queremos que nasçam mais crianças em Portugal", por isso votamos sim ao aborto!!!
A minha opinião é melhor do que a tua autor: P.A. | data: 12:02
Sou frequentador assíduo de muitos blogues. Com o debate actual da nação, direccionei as minhas leituras para os blogues que abordam a temática. E há de tudo. É normal! Entretenho-me a ler comentários e a escrevê-los. Há blogues para todos os gostos: daqueles onde podemos deixar comentários livremente (como este, embora já tivesse de eliminar um por razões óbvias), daqueles onde podemos deixar comentários que serão alvo de moderação (o que é normal, tendo em conta algumas intenções mais duvidosas e, quiçá, mal-educadas) e daqueles onde não podemos comentar. Por mim tudo bem. Agora, o que eu nunca tinha visto é um blogue que só aceita comentários a favor. Mas, pronto, tudo bem: eu também tenho o direito, se quiser, de debater o assunto só com os que são da minha opinião. Adivinhem de que lado está... É o Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo SIM!
comentário de Anônimo em 07/02/2007 14:55:00
Inquietações:
Se a vida é eterna, se somos eternos e engendrados amorosamente em Deus desde toda a eternidade, porquê esta obsessão que os humanos têm apenas com a vida terrena (aquela que começa na concepção e termina na morte)?
Porque não aprofundamos mesmo a questão e, uma vez que existimos desde toda a eternidade, isto é, antes da concepção e para além da morte, não pomos a hipótese de talvez nem sempre seja bom nascer em determinadas circunstâncias?
E se a entidade que já somos antes, estiver sujeita a este condicionalismo fisiológico da concepção, independentemente da sua vontade? Não estaremos a ser tirânicos condenando sempre ao nascimento?
Se já é uma Vida , porque o condenamos sempre a uma existência terrena seja ela favorável ou não? E se essa vida/alma tiver outras oportunidades de se vestir com um outro corpo humano, em outro momento de concepção impregnado de amor, (sim, porque acredito que esta é apenas uma vestimenta para a minha alma)?
Sendo assim, pode ou não pode ser um acto de amor, interromper uma gravidez? E pelo contrário, prossegui-la um erro grosseiro e egoísta, uma irresponsabilidade?
E já agora, este apego desmedido à vida e o apego que impomos a todas as mães para terem os filhos quer ela queira quer não, não será apenas um vício?
Um vício que se manifesta em tantas coisas, (por exemplo em ter filhos para cuidarem de nós na velhice e em todos os os actos de egoísmo tantas vezes disfarçados de abnegação), mas que se manifesta principalmente nesta absoluta doentia relação com a morte que as sociedades têm cultivado.
Acredito que Deus é Amor. E sinceramente acho que na infinitude Dele e da Vida, não dará assim tanta importância a esta ideia tão limitada da concepção que fazemos da vida apenas terrena. "Deus dá a Vida, só Deus a pode tirar" Exactamente : tirar a vida, podemos dizer que nos tira a vida (terrena) a todos, não obstante, não deixa de nos amar ! Muito pelo contrário (acho eu)É o nosso assassino amoroso por excelência! Se a vida terrena fosse assim tão intocável, Ele, que é de uma Sabedoria e Amor infinitos... tirá-la-ia logo a todos, sem excepção?
Tenho pensado mesmo muito sobre o que Cristo faria neste referendo. Por todas estas razões, custa-me a crer que ele impusesse uma continuação de gravidez a qualquer mulher que o não desejasse profundamente.
Mas isto sou eu... talvez errada, como todos podemos estar errados e só um dia no "seio de Deus" teremos a resposta. Sendo assim, porquê impor as nossas ideias a todos os outros nossos irmãos, enfiarmo-nos nas suas consciências e fazermos de Deus?
Gostaria apenas de dizer duas ou três coisas ao anónimo das "Inquietações": Primeira coisa: seria melhor aplicar as suas qualidades de argumentador a provar que os defensores do SIM no próximo referendo - repare-se que falo do SIM no próximo referndo, não de outro qualquer - têm uma visão mais ampla da problemática do aborto e apresentm soluções mais abrangents do que os defensores do NÃO. Isso seria melhor do que perder tempo a tentar ridicularizar os que não pensam como ele. Segunda coisa: se não se dá conta das falácias em que se envolve usando e abusando de palavras que são demasiado polissémicas para um emprego tão unívoco, o ridículo da argumentação cai todo sobre ele. Se se dá conta, não pode levar-nos a mal que sejamso tentados a incluí-lo no número dos que, sem qualquer sentido do respeito pela verdade, em vez de esclarecer, procuram baralhar as ideias dos outros. Sem quaqluer ressentimento, apesar da tristeza que me causa tal forma de "argumentar".
comentário de Anônimo em 09/02/2007 14:25:00
Caro anónimo
obrigada por responder às minhas inquietações.
1- Eu não tento baralhar, mas se baralhar, quando der de novo pode ser que nasça a luz.
As luzes que têm feito avançar a humanidade, não advém de nos apegarmos a dogmas, mas a hipóteses que colocamos mesmo que pareçam ser para baralhar.
Não pretendi ridicularizar ninguém. Apenas partilhar inquitações que como disse, podem estar erradas. Aliás as suas também podem, não podem? Porque sejamos francos: quem é que verdadeiramente sabe o que realmente acontece antes da concepção e depois da morte, seja científica, religiosa ou filosoficamente falando? Quem é que me garante que sabe todos os mistérios da vida?
É precisamente por não sabermos (daí as sociedades estarem divididas), que humildemente voto sim, só isso.
Se as certezas dos outros os fazem votar não, tudo bem também! Eu compreendo e aceito! Como disse, eu assumo que posso estar errada, ao contrário dos do não, que SABEM QUE ESTÃO CERTOS, que sabem exactamente como o processo se desenvolve, sabem até que todos os fetos querem nascer! Eu não sei!
Lamento a sua tristeza por ter lido argumentos tão estranhos, mas pode ter a certeza que não era meu objectivo entristecer ninguém. Apenas partilhar inquietações, ir mais fundo na questão da autoridade de alguém julgar outrém por fazer algo que até poderá estar certo, por muitos motivos e um deles poder ser o Amor, sim por muito que choque! É apenas uma hipótese, nada mais.
Responda ao Quebra-cabeças Matinal em http://anti-aborto.blogspot.com/
Cumprimentos
Com "mulheres" destas... autor: Alx | data: 00:16
Às vezes custa ter paciência. E é feio ter pena de alguém. Mas ele há comentários que são de perder completamente as estribeiras. E ficar desalentado...
o pequeno texto que se segue é duma tal Rititi... que o escreveu num blogue de apoio ao sim... mas que também tem blogue próprio...
Faço este esforço descritivo apenas para dizer que com SIM'S destes e com "mulheres" destas, não tenho outra alternativa. Voto mesmo NÃO!!!
Na esperança que as mulheres do meu país o continuem a ser (mulheres!!!), e o descubram ser com dignidade, paixão e orgulho!!!
"E este empenho da “Liga dos Amantes da Ecografia” em sacralizar o útero - em transformar a gravidez num acto místico - não reflecte mais que o desprezo pela mulher enquanto ser dependente das características fisionómicas que lhe vêm de bagagem."
comentário de Anônimo em 07/02/2007 14:01:00
Um texto vergonhoso da Rititi.
comentário de Anônimo em 07/02/2007 15:01:00
Eu diria mais: É um texto insultuoso, para a mulher, em priemiro lugar; depois para os crentes. Decididamente, o diabo não está nada contente com o modo como silenciamos as nossas convicções religiosas e a indiferença com que escutamos os tais do clericalismo de esquerda.
e o descubram ser com dignidade, paixão e orgulho!!!
Descubram... porque está na lei: ou "descobrem" ou apanham em cima com o aparelho repressivo do Estado — porque não são capazes nem livres de "descobrir" em liberdade e consciência, não é? Pois. Parece que a vida dos outros também é um dom.
AA: exactamente porque a vida dos outros também é um dom para nós é que votamos NÃO.
comentário de Anônimo em 08/02/2007 00:03:00
AA, o texto é vergonhoso. Não falo apenas pelo desprezo que demonstra pela vida humana em gestação, mas ofende todas as mulheres. Só faltava dizer que quem vota "não" tem um útero no lugar do cérebro - acusação feita por muitas feministas que provavelmente se odeiam por serem mulheres. Como pode pactuar com argumentação deste nível?
Concordo com a afirmação da Rititi. De forma resumida e em apenas uma frase disse o que está realmente em causa neste referendo. De outro modo, pôs o dedo na ferida... Se acham que os que votam Sim são uns desumanos monstruosos que têm esse desprezo todo pela vida intra-uterina, então os que votam Não não têm o mesmo desprezo pela vida da mulher? Parece-me óbvio que sim.
Uma questão prática... autor: Zé Henrique | data: 13:57
Não vou reproduzir as palavras tal como as ouvi porque este é um espaço aberto, e pode ser consultado por menores…
Estava a almoçar e na mesa ao lado falava-se do aborto. O tom de voz dava para ouvir mesmo sem fazer esforço por isso… Um senhor, com um ar muito esclarecido, afirmava a sua posição quase a impondo aos outros que o ouviam: «Então e tu vais aí dar uma ‘q…’ a uma gaja qualquer e ela engravida… O que é que fazes? Aceitas o filho? O c… é que aceitas!! Mete-la logo a fazer um aborto!!»
E com estes argumentos tão práticos lá ia apresentado as suas razões pelo sim…
comentário de Manuel Henrique em 06/02/2007 14:41:00
Olá Zé. é só um pequeno comentário. Ontem fui ao colóquio na Marinha com o Bagão Félix e a dada altura teve uma afirmação q dá para pensar. foi mais ou menos aasim afinal os do "sim" também querem a mulher presa tanta coisa com a mulher q vai presa e afinal se ela fizer um aborto às 10 semanas e um dia cadeia com ela. eu acrescentaria são tão misericoriosos. abraço
Ao post, onde é apresentado um caso que não é, de todo, raro, e perante tantos comentários que vejo em blogues e que discuto com amigos, que não dizendo exactamente o mesmo, estão na mesma linha de pensamento, vejo-me, por vezes, a cogitar que muitos dos que querem o aborto no SNS é por uma salvaguarda de limpar consciências e de apagar a falta de responsabilidade...
Vamos trabalhar as causas que estão na base do aborto e trabalhar a responsabilidade e responsabilização de cada um. É urgente fazê-lo. Que comece pelo Estado.
Queiramos uma Sociedade da responsabilidade pela Vida Humana!
Olá Zé!!! Linda conversa que foi essa... Realmente, é só mesmo isso que importa... E para os casos extra-conjugais também... É que não podem aparecer com os filhos dos outros em casa, não é... Pois claro...
Manel... Também já tinha essa ideia,tal como Bagão Felix... É que realmente é contraditório a posição deles... Porque falam de uma forma mas depois falam de outra... Mas também já reparei que eles é raro falarem nas 10 semanas no que toca à prisão... O que acho muito estranho... É que fico sempre com a sensação que estão a pensar na despenalização em geral...
Uma pergunta: Se o sim ganhar e uma mulher for "apanhada" a fazer um aborto clandestino, é julgada ou não? É que a famosa pergunta diz que deve ser feito em estabelecimento "autorizado". E se for julgada, já ninguém se importa com a tal humilhação, etc, etc.? Ou sou eu que estou a ver mal as coisas? abraço
Nova modalidade: católico, não baptizado! autor: P.A. | data: 13:56
A propósito da forma como os jornalistas (?) vão dando as notícias, chamou-me a atenção o artigo escrito rececentemente que encontrei no blogue do Joaquim. Passo a citar:
No Diário de Noticias de hoje, o jornalista? Pedro Correia, escreve um artigo intitulado: "São católicos e militam na despenização" Entre as os diversos erros que escreve, há este parágrafo que nos leva a perceber quem são os "católicos" que refere: «A jurista Marta Rebelo, que também integra a Comissão Nacional do PS, sublinha que "Deus está na consciência de cada um que nele crê e a resposta ao referendo também está na consciência de cada um". Uma católica assumidamente "heterodoxa", casada pela Igreja mas não baptizada, esta socialista declara que "a penalização das mulheres é uma atitude desumanizadora". Nada mais natural em quem acredita num Deus que "impõe a todos os seres o respeito pelo semelhante".» (o destaque é meu). Continuar a ler »»
Por curiosidade fui ler o resto do artigo do blog do Joaquim... E o último parágrafo representa exactamente aquilo que penso... Num dos últimos dias, ouvi no telejornal um grupo de Católicos pelo SIM... E eu pensei: "Estão constantemente a dizer que não é uma questão nem Política nem Religiosa, e que eu não posso manifestar os meus argumentos quanto à Igreja em que acredito (e também não é necessário... pois temos muitos argumentos sem ser os religiosos), mas já pode vir um grupo do SIM afirmar-se como tal! Ah... Aí já não será chamar a Religião??? Não será dizer que os Católicos também podem votar SIM???" Pois... Mas isso para os que dizem que não nos podemos basear nesses princípios que temos já não dizem nada... E porquê??? Porque estão do lado do SIM, e sendo assim, já não há qualquer mal a assinalar... (Pois tá claro... Ou não...)
Senciência fetal autor: Liliana F. Verde | data: 11:45
Coloco, aqui, uma notícia que achei interessante. Não vou por "golpes" destes, mas estou certa de que nos deixará a reflectir...
Investigação Médica divulga estudo pioneiro: Às dez semanas o feto já sente dor
Às dez semanas o feto já sente dor”, defende Jerónima Teixeira, uma médica portuguesa residente no Reino Unido que desde há 14 anos se debruça sobre a vida intra-uterina. A dúvida sobre se o feto sente ou não dor tem merecido a atenção e discussão dos especialistas ao longo dos tempos e, embora sejam muitas as teorias lançadas, só recentemente a ciência deu uma resposta concreta a esta questão, segundo a qual a existência de dor às 22 semanas de gestação é uma evidência. E antes? É a questão que se coloca a seguir. “A partir das cinco semanas há sensibilidade ao toque e fortes possibilidades de o feto sentir dor”, responde Jerónima Teixeira, cuja tese de doutoramento, efectuado no Imperial College, em Londres, teve como base a dor fetal.
Através deste trabalho pioneiro, com grande impacto científico a nível mundial, a especialista certificou-se de uma crença antiga: os fetos reagem à dor de forma semelhante aos adultos. “Não há um método único, universal e objectivo de medir a dor. O que sabemos é que quando um ser humano é sujeito a ela, há certas alterações fisiológicas no seu organismo”, explica. O aumento da frequência cardíaca, uma maior secreção das hormonas do stress e a redistribuição do fluxo sanguíneo são reacções possíveis à dor no adulto, assim como no feto. Com uma diferença: “No adulto o aumento da secreção das hormonas do stress é de 80 por cento, no feto é de 500 por cento”, adverte Jerónima Teixeira. “O estímulo tem potencialidade de causar mais dor no feto porque as suas fibras inibitórias da dor, que diminuem a actividade neuronal, estão numa fase de desenvolvimento precoce”, explica a especialista, que embora tenha testado a dor em fetos entre as 12 e as 16 semanas de gestação não tem dúvidas: “A dor aparece muito antes.” Fica por comprovar. Católica praticante, no dia 11 Jerónima Teixeira não vota no referendo do aborto. Se o fizesse, assinalaria a sua cruz com firmeza no ‘não’. Indignada com a realidade britânica, onde o aborto legal tem disparado de ano para ano, afirma: “Tenho apreço pela mulher portuguesa. Com o suporte social a que tem direito e com a informação das opções disponíveis o aborto não será necessário.”
PERFIL: Jerónima Teixeira, 44 anos, nasceu em Castelo de Paiva. Licenciou-se em Medicina na Universidade do Porto e especializou-se em ginecologia e obstetrícia no Hospital de S. João, no Porto. Em 1993 partiu para o Reino Unido para fazer um doutoramento em Medicina Fetal no Imperial College, em Londres. Desde então, debruça-se sobre a vida intra-uterina e, juntamente com uma equipa de cientistas, tem sido responsável por conclusões cientificas pioneiras na área fetal.As suas contribuições científicas ao Mundo mereceram os aplausos do governo britânico, que por isso lhe concedeu a cidadania do país. Jerónima Teixeira cresceu sob ensinamentos cristãos. Católica praticante, assume-se seguidora dos ideais da Igreja Católica, facto que a coloca na linha da frente contra a prática do aborto. Notícia do Correio da Manhã, 2007-02-06 (Foto: João Miguel Rodrigues)
o SIM religioso autor: Alx | data: 01:11
Ainda a propósito do prós e contras... primeiro foi a bandeira do Sim a berrar que o aborto não era uma questão religiosa... Agora já vão buscar pessoas "religiosas" que defendem o SIM!!!
O que é mais interessante na noticia colocada no blog do sim, é reparar que no parágrafo sobre a jurista Marta Rebelo, é retirada a parte, que vem no jornal, e que diz que a referida Senhor é "católica", casada pela Igreja, mas não baptizada, pasme-se!!! Não é baptizada, mas é católica!!! Fantástico!!! Quanto ao artigo do Padre Anselmo Borges, que foi realmente um artigo muito infeliz para um Sacerdote da Igreja Católica, (às vezes o orgulho da "sabedoria" fala mais alto que a vivência da Fé), cita-o apenas em parte ou seja, "que o sim não é incompativel» esta é citação, o resto, ou seja, com as regras da Igreja Católica, já sai da cabeça do jornalista. É realmente "interessante" reparar que eu enquanto Cristão Católico, defensor do não, obviamente, não posso exprimir as minhas convicções, porque estou a "impor" aos outros a minha religião, mas se for pelo sim, então já não há problema e até serei bem vindo. Mistérios da democracia!!!
Numa questão tão delicada como a que vai a referendo, opiniões mais perto daquelas que estão ligadas às Igrejas, sobretudo pelas que apelam ao "não" (não é exclusivo da Igreja Católica), são indesejáveis. Vejo muitos partidários do "sim" dizerem que esta não é uma questão religosa (medo de perderem votos???), da qual, devo em abono da verdade, referir que concordo plenamente, porém, acho estranho que, em muitos discursos, frases como estas sejam bastante comuns: "Eu vou votar 'sim'. Eu sou Católico.". Afinal, quer-se ou não que esta seja uma questão religiosa? Qual a relevância de frases como essas?
Gostava de ver menos ataques, parte a parte, pelo ser-se ou não Católico.
Já tinha comentado esta questão no post "Nova modalidade: católico, não baptizado"... Peço desculpa... Ainda não tinha visto este post sobre isso...
Mas uma coisa eu acho gira... É que... Durante o tempo de antena aberto para a campanha... No que toca ao NÃO, ainda não ouvi ninguém a manifestar-se como sendo Católico (desculpem-me se estiver enganada)... Mas do SIM, já ouvi algumas vezes a manifestarem-se como tal... Só queria um esclarecimento... Mas afinal a questão é da Igreja ou não??? Ou uns são filhos e outros entiados??? Talvez seja isso...
Mais uma coisa... A Igreja apela à Vida... Tal como toda a Bíblia... Gostava que alguém me conseguisse dizer em que aspecto é que pode aparecer um "SIM religioso"...?!?!?!?!?! Se alguém me conseguir dar uma razão... Pedia que me explicassem... Obrigada
Entro sobretudo para dizer ao meu carissimo amigo Alx que aprecio muito o seu contributo neste blog, que me enacanta e me reconforta pelo que tem de juvenil. Quanto a este tema, sempre me chamaou a atenção e me revoltou o clericalismo da gente de esquerda em Portugal: parece que todos andam com medo que o povo português se torne menos maleável, à medida que se esquece da sua condição religiosa. Por mim, ficaria muito grato aos políticos e outros prelatores se deixassem de dizer, quando ninguém lhes pergunta, qual é a sua condição religiosa. E também dispensava o seu esforço por chamar a atenção para as homilias e os textos doutrinais dos pastores da Igreja, que não precisam nada da propaganda que deles têm feito nos últimos dois meses. Eles não falam para os eleitotes, mas para os crentes, que não deixarão de precisar do seu magistério depois do referendo, seja qual for o resultado.
Eu acho é que esses senhores nem fazem ideia que antes de vir este tema à baila já a Igreja falava da Vida e da sua defesa... Pelo menos é essa a impressão que tenho...
Cumprimentos recebidos AAP!!! E, deixe-me, dizer-lhe que é um prazer tê-lo por aqui. Não lhe pedi autorização para o ir citando por aqui mas... imaginei que não fosse necessário.
Pois, meu caro, não precisavas nada de pedir licença. E eu fiquei até... não sei como. Já tinha tentado entar nesta tertúlia, mas achei que era melhor dixar os jovens na sua luta, que estão a conduzir muito bem. Um abraço de parabéns. AAP
comentário de Anônimo em 11/02/2007 20:15:00
Venceu o Sim! Ganhamos todos...:)
"Self TV mades", autor: Alx | data: 00:26
Está a acontecer mais um prós e contras!!!
Uma vez mais o sim aposta nas caras larocas e conhecidas, "self TV mades", que fazem sempre um bom quadro (então se temos memória suficiente para tudo o que se sabe de algumas dessas...percebo que queiram a liberalização do aborto (pelo menos poupa-se (ou poupa o Estado) em testes de paternidade (ups), porque o ritmo das conquistas não perdoa)).
Mas sem querer ser baixo (pois com isto não quero chamar nomes a ninguém, mas simplesmente dizer que a tão aclamada dor com a mulher que sofre o aborto clandestino torna-se estranha quando vem de gente que vive tão bem! ... quando a oferta é grande até o pobre desconfia... ), o que queria sublinhar, é que vai passando, passo a passo, essa grande verdade: o aborto (mesmo às 10 semanas) é um atentado (final e definitivo) a uma vida (quer este seja feito por mãe rica ou pobre, maior ou menor)!!!
Na primeira pessoa... II autor: Liliana F. Verde | data: 23:07 Já uma vez postei um testemunho na primeira pessoa. Hoje, volto a postar um outro que encontrei num dos muitos blogues sobre a questão a referendar.
Falar em causa própria...
Olá, Gostava de vos dar o meu testemunho... Tanto para os que me conhecem melhor e já sabem um pouco da minha vida,... epara os que não, passo a explicar... Tenho 36 anos e sou mãe de 3 crianças. Uma de 11, outra de 6 e a última de2. A última nasceu com Trissomia 21 (síndrome de Down - vulgo Mongolismo). Soubemos, no início da gravidez, o que nos fez passar por determinadas situações dolorosas, difíceis e muito "estranhas".... Este tornou-se um assunto para mim "delicado" e incrível. Sempre fui leve em relação ao assunto do aborto, até me ver na situação. Como já disse, nós soubemos da deficiência da nossa filha Leonor às 16 semanas de gravidez. Foi um enorme choque, como devem calcular... Imediatamente após a notícia, foi-nos IMEDIATAMENTE comunicado pelo médico que poderíamos abortar e teríamos de decidir até às 24semanas... Por lei eu podia "abortar". De repente, sem mais nem menos, estava nas minhas mãos a vida de alguém... o que quer que eu decidisse a lei apoiava-me, tal como a maioria da sociedade... é desconcertante este sentimento... poder "anular" uma vida à vontade, sabendo que toda a gente me entende e apoia (mesmo que não concorde). Tudo isto porque ela não é normal... é diferente, tem um atraso mental que nunca a vai deixar tirar um curso superior, ter filhos... por estas razões, eu posso matá-la. A sociedade apoia, paga e assina por baixo!!! Achámos (Zeca e eu) que temos os filhos para ELES serem felizes e não nós -Pais - como muita gente acha). A felicidade é relativa e não passa obrigatoriamente por cursos superiores, nem casamentos. Além de que, aprofundando o assunto, estas crianças mongoloides são tão mais descomplicadas que naturalmente são felizes. Quantos de vocês têm essa segurança em relação aos vossos filhos ditos normais? Bom, isto tudo para dizer, que apesar de não desejarmos uma criança deficiente, não querermos, não nada, nunca (apesar de neste caso a lei dizer que sim) pensámos em matá-la! Além de matar, viver uma vida de família em cima de uma morte seria muito duro para nós, e uma grande cobardia em relação àquela criança na minha barriga que não pediu NADA. Com olhos em bico ou não, mais lenta ou não, Eu não posso matar a minha filha!!! NÃO TENHO ESSE DIREITO, independentemente de haver quem ache que sim. A minha vida vai mudar? Sim. Vou estar enfiada em terapias? Sim. O coração dela está bem? Não sei. Os outros órgãos? Não sei. Ouvirá bem? Não sei. Verá bem? Não sei. Vocês sabem tudo isto antes dos vossos filhos nascerem? Têm certezas? A partir desse momento e desses meses, a história do aborto tornou-se tão clara para mim que gostava que lessem para ver se concordam... Estou um pouco cansada destes mails todos muito técnicos (apesar de válidos) cheios de leis e palavras difíceis quando, no fundo, tudo se trata de RESPEITO À VIDA. Se é das 10 semanas ou 12 ou 24. Se é despenalizar ou liberalizar, se é psd,pp, ps, ou bloco, se, se,se... A pergunta que nos vão fazer é, (esqueçam o que os a favor chamam"despenaliza